{"id":11710,"date":"2010-08-24T00:00:00","date_gmt":"2010-08-24T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:35:34","modified_gmt":"2017-09-15T19:35:34","slug":"valdemar-carabina","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/valdemar-carabina\/","title":{"rendered":"Valdemar Carabina"},"content":{"rendered":"<p>Era menino e o chamavam de Tchinim quando foi pela primeira vez a um est\u00e1dio de futebol.<\/p>\n<p>No domingo, tantos e tantos anos depois, ouviu a not\u00edcia no r\u00e1dio e na hora veio a d\u00favida:<\/p>\n<p>&#8212; Ser\u00e1 que Valdemar Carabina estava em campo naquele dia.<\/p>\n<p>O velho Parque Antarctica ainda n\u00e3o passara pela reforma que o transformou em Jardim Suspenso. Jogavam Palmeiras e XV Piracicaba pelo Campeonato Paulista de 1958 &#8211; o jogo que marcou a despedida dos gramados de Waldemar Fiume, dedicado half esquerdo, como dizia o pai, que jogou por 16 anos pelo Palestra It\u00e1lia, a \u00fanica camisa que vestiu em toda sua carreira de futebolista.<\/p>\n<p>Tchinim tem v\u00e1rias lembran\u00e7as daquela tarde de s\u00e1bado.<\/p>\n<p>A primeira \u00e9 esta mesma. <\/p>\n<p>Foi numa tarde de s\u00e1bado ensolarado.<\/p>\n<p>Na mem\u00f3ria, ainda ouve o alarido da torcida.<\/p>\n<p>Espanta-se com o chute forte de \u00canio Andrade, o camisa 10.<\/p>\n<p>E sente o cora\u00e7\u00e3o saltar quando Chinezinho chega bem pr\u00f3ximo a ele por ocasi\u00e3o da cobran\u00e7a de um escanteio.<\/p>\n<p>A saudade o faz lembrar que o campo de jogo ficava rente ao alambrado.<\/p>\n<p>O Palmeiras venceu por 3 a 1.<\/p>\n<p>Mas, a festa come\u00e7ou antes mesmo de o jogo come\u00e7ar.<\/p>\n<p>Inaugurou-se um busto em homenagem a Fiume, o Pai da Bola.<\/p>\n<p>Agora, a not\u00edcia do falecimento de Waldemar Carabina revolve o passado \u2013 e o homem barbado e envelhecido sente o peso dos anos. Do ef\u00eamero da nossa condi\u00e7\u00e3o humana. O vigoroso zagueiro palestrino formou duplas de \u00e1rea inesquec\u00edveis; primeiro, com o cl\u00e1ssico Aldemar e, depois, na primeira Academia do Palmeiras, com o extraordin\u00e1rio Djalma Dias. <\/p>\n<p>Anos mais tarde, quando era rep\u00f3rter e ningu\u00e9m mais o chamava de Tchinim, chegou at\u00e9 a entrevistar o garboso Valdemar Carabina, ent\u00e3o t\u00e9cnico do Palmeiras nos anos 80.  <\/p>\n<p>Mesmo triste com a perda do \u00eddolo de inf\u00e2ncia, o homem sorri a imaginar-se o curioso Tchinim na ponta dos p\u00e9s, em meio \u00e0queles senhores de chap\u00e9u, esticando o pesco\u00e7o para ver se Carabina est\u00e1 em campo naquela inesquec\u00edvel e ensolarada tarde de s\u00e1bado. <\/p>\n<p>Como se fosse poss\u00edvel voltar o tempo, a resposta vem em forma de lembran\u00e7a. <\/p>\n<p>Ouve a voz do pai, paciente e brincalh\u00e3o, a lhe desvendar o mist\u00e9rio do estranho nome daquele zagueiro:<\/p>\n<p>&#8212; O Palmeiras tem dois jogadores que se chamam Valdemar. Ent\u00e3o, para os locutores de r\u00e1dio n\u00e3o se confundirem, um adotou o sobrenome. \u00c9 o Valdemar Fiume \u2013 e o outro, aquele mais alto, juntou o nome ao apelido. Virou Valdemar Carabina.<\/p>\n<p>&#8212; Ele joga armado, pai?<\/p>\n<p>&#8212; N\u00e3o, Tchinim, n\u00e3o&#8230; Mas, \u00e9 como se fosse. \u00c9 chumbo grosso passar por ele&#8230;<\/p>\n<p>* FOTO NO BLOG: reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era menino e o chamavam de Tchinim quando foi pela primeira vez a um est\u00e1dio de futebol.<\/p>\n<p>No domingo, tantos e tantos anos depois, ouviu a not\u00edcia no r\u00e1dio e na hora veio a d\u00favida:<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-11710","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11710","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11710"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11710\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16267,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11710\/revisions\/16267"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11710"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11710"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11710"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}