{"id":11733,"date":"2010-09-20T00:00:00","date_gmt":"2010-09-20T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:35:32","modified_gmt":"2017-09-15T19:35:32","slug":"escova-em-familia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/escova-em-familia\/","title":{"rendered":"Escova, em fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p>J\u00e1 lhes falei do Escova?<\/p>\n<p>Ele mesmo o Don Juan das quebradas do mundar\u00e9u.<\/p>\n<p>Ele mesmo sempre \u00e0s voltas com amores imposs\u00edveis, mesmo casado e pai de duas filhas lindinhas, lindinhas&#8230;<\/p>\n<p>Quando n\u00f3s, os frequentadores desvalidos e chinfrins daquele boteco que n\u00e3o mais existe, onde o Sacom\u00e3 torce o rabo e hoje existe a moderna Esta\u00e7\u00e3o do Metr\u00f4, lhe pergunt\u00e1vamos sobre como fazia para harmonizar as duas situa\u00e7\u00f5es, ele era objetivo, e sincero:<\/p>\n<p>&#8212; Uma coisa n\u00e3o tem nada a ver com a outra. Na vida a gente precisa ter foco&#8230;<br \/>\nE logo fazia quest\u00e3o de mudar de assunto.<\/p>\n<p>Pois se deu que, naquela tarde de s\u00e1bado qualquer que se perdeu no tempo, o preclaro Escova n\u00e3o apareceu no Sujinho sem-nome. Atendeu a um compromisso inadi\u00e1vel. Levou a fam\u00edlia e mais alguns agregados para almo\u00e7ar num restaurante famoso do Largo de Pinheiros do restaurante. Levou a esposa, as filhas, os sobrinhos, a sogra. S\u00f3 o Tot\u00f3 (o cachorrinho de estima\u00e7\u00e3o, n\u00e3o confundir com o personagem da novela) n\u00e3o viera, por motivos \u00f3bvios<br \/>\n\u2013 detestava comida mineira.<\/p>\n<p>Tudo estava na mais santa paz familiar, at\u00e9 que houve o imprevisto. Escova avistou a mais linda das mulheres. <\/p>\n<p>Digamos que o aludido \u201cfoco\u201d ficou ligeiramente emba\u00e7ado.<\/p>\n<p>Mesmo em situa\u00e7\u00e3o de risco, o homem firmou o olhar. Estava certo de que conhecia aquele \u2018avi\u00e3o\u201dde algum lugar&#8230; <\/p>\n<p>Mas, de onde? <\/p>\n<p>Ser\u00e1 que ela o reconhecera tamb\u00e9m? <\/p>\n<p>Estaria armado o esc\u00e2ndalo. E agora? <\/p>\n<p>Puxou pela mem\u00f3ria. <\/p>\n<p>De onde a conhe\u00e7o?, pensou. <\/p>\n<p>A beleza daquela mulher era impressionante. <\/p>\n<p>E, Deus do C\u00e9u!, agora ela caminhava em sua dire\u00e7\u00e3o&#8230; <\/p>\n<p>O que fazer? <\/p>\n<p>Tudo a perder. Ou tudo a ganhar. <\/p>\n<p>O segundo pareceu secular entre a benfazeja d\u00favida e o medo. <\/p>\n<p>S\u00f3 saiu do torpor quando a filha mais velha o cutucou. <\/p>\n<p>&#8212; Pai, pai, \u00e9 a Maria Fernanda C\u00e2ndido. Olha, olha, quando crescer, quero ser atriz, igual a ela&#8230; <\/p>\n<p>S\u00f3 lhe restou deixar-se inebriar pelo perfume da mo\u00e7a, que passou sem se dar conta que ali estava um ser vivente. <\/p>\n<p>Ufa! <\/p>\n<p>O pobre homem respirou aliviado. <\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que se percebeu triste, t\u00e3o triste, muito triste. <\/p>\n<p>Ainda esticou o pesco\u00e7o para v\u00ea-la. Em v\u00e3o.<\/p>\n<p>A essa altura, j\u00e1 sabia que ela nunca faria parte da novela da sua vida.<\/p>\n<p>**FOTO NO BLOG: J\u00f4 Rabelo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 lhes falei do Escova?<\/p>\n<p>Ele mesmo o Don Juan das quebradas do mundar\u00e9u.<\/p>\n<p>Ele mesmo sempre \u00e0s voltas com amores imposs\u00edveis, mesmo casado e pai de duas filhas lindinhas,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-11733","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11733","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11733"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11733\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16244,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11733\/revisions\/16244"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}