{"id":11814,"date":"2010-12-27T00:00:00","date_gmt":"2010-12-27T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:33:26","modified_gmt":"2017-09-15T19:33:26","slug":"vou-nessa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/vou-nessa\/","title":{"rendered":"Vou nessa&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 muito dif\u00edcil explicar por que a gente gosta de escrever.<\/p>\n<p>Explic\u00e1-lo a quem n\u00e3o gosta, ent\u00e3o&#8230; <\/p>\n<p>Ali\u00e1s, pode o autor dar explica\u00e7\u00f5es a si mesmo? <\/p>\n<p>N\u00e3o se imagina a suprema ventura de que se h\u00e1 de ser lido eternamente.<\/p>\n<p>Todavia, ao escrever, sente-se o escrevinhador instalado na eternidade. <\/p>\n<p>O que consegue passar no alinhar de palavras lhe parece um bem absolutamente protegido.<\/p>\n<p>O que h\u00e1 de verdadeiro nisso? <\/p>\n<p>Em que medida toda esse proceder representa uma v\u00e3 miragem?<\/p>\n<p>Eis os questionamentos que se faz o personagem Henri logo nos primeiros cap\u00edtulos do livro Os Mandarins, de Simone de Beauvoir, que ganhei do amigo Sales e que, com suas densas 800 p\u00e1ginas, me faz companhia neste fim de ano. <\/p>\n<p>Henri \u00e9 jornalista e escritor. Assim que v\u00ea Paris em liberdade ap\u00f3s a Segunda Grande Guerra, ele se presenteia com merecidas f\u00e9rias em Portugal e promete a si pr\u00f3prio esclarecer tais reflex\u00f5es durante os dias de estio.<\/p>\n<p>O blogueiro n\u00e3o ousaria tamanha transcend\u00eancia.<\/p>\n<p>Mas, tamb\u00e9m tem l\u00e1 suas inquieta\u00e7\u00f5es sobre o ato de escrever \u2013 e de escrever diariamente. Imagina-se, por vezes, como se vivesse simultaneamente duas vidas \u2013 a que se vive na realidade e a que se p\u00f5e a narrar aos incautos leitores.<\/p>\n<p>Nem sempre h\u00e1 uma fina sintonia entre as duas pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Enfim&#8230;<\/p>\n<p>Bom mesmo \u00e9 que me parece \u00f3tima a ideia de \u2018merecidas f\u00e9rias\u2019.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m vou nessa&#8230;<\/p>\n<p>Volto em meados de janeiro.<\/p>\n<p>(Que Deus nos ilumine, inspire e guarde em 2011.)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 muito dif\u00edcil explicar por que a gente gosta de escrever.<\/p>\n<p>Explic\u00e1-lo a quem n\u00e3o gosta, ent\u00e3o&#8230; <\/p>\n<p>Ali\u00e1s, pode o autor dar explica\u00e7\u00f5es a si mesmo? <\/p>\n<p>N\u00e3o se imagina a suprema ventura de que se h\u00e1 de ser lido eternamente.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-11814","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11814","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11814"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11814\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16163,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11814\/revisions\/16163"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11814"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11814"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11814"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}