{"id":11828,"date":"2011-01-31T00:00:00","date_gmt":"2011-01-31T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:33:24","modified_gmt":"2017-09-15T19:33:24","slug":"caetano-a-revista-e-a-tropicalia-ou-nao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/caetano-a-revista-e-a-tropicalia-ou-nao\/","title":{"rendered":"Caetano, a revista e a tropic\u00e1lia. Ou n\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p>\u201cTudo a declarar\u201d \u00e9 o t\u00edtulo da bela reportagem de publicada ontem nas p\u00e1ginas da Revista Serafina, encarte mensal do jornal Folha de S. Paulo, com o cantor e compositor Caetano Veloso. <\/p>\n<p>\u00c9 que l\u00e1 pelas tantas do texto os autores, Morris Kachani e Artur Voltolini, dizem que \u201cas trajet\u00f3rias de Caetano e da Tropic\u00e1lia se misturam e s\u00e3o marcadas por fortes contradi\u00e7\u00f5es\u201d. V\u00e3o mais al\u00e9m: prop\u00f5em um exerc\u00edcio de imagina\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201cPense numa moqueca. Substitua o peixe pela cultura popular nordestina, pela bossa nova e pelo samba carioca. Os camar\u00f5es, troque pela m\u00fasica erudita e o jazz. Em vez de leite de coco, derrame o movimento hippie e o rock\u2019n\u2019roll. E no lugar do azeite de dend\u00ea,  os discursos da Primavera de Praga e de maio de 68  na Fran\u00e7a. Despeje o caldo, n\u00e3o sobre o arroz, mas sobre a vontade de mudar os costumes pol\u00edticos, religiosos e sexuais do Brasil. Est\u00e1 servida a Tropic\u00e1lia.\u201d\u201c=<\/p>\n<p>Faltou, no entanto, dizer que tal moqueca s\u00f3 poderia surgir e ser inicialmente degustada em um restaurante chamado S\u00e3o Paulo, que vivia uma fe\u00e9rica efervesc\u00eancia cultural naquele final dos anos 60. Foi nos bastidores da TV Record, l\u00edder de audi\u00eancia com uma programa\u00e7\u00e3o eminentemente musical, que aconteceu a mistureba de g\u00eaneros e tend\u00eancias musicais. Foi  no palco da Record que apareceram, no festival de 67, as duas primeiras manifesta\u00e7\u00f5es do movimento \u2013 \u201cAlegria Alegria\u201d (Caetano Veloso) e \u201cDomingo no Parque\u201d (Gilberto Gil).  N\u00e3o sem motivo, outro baiano, Tomz\u00e9, ganhou o festival de 68, com \u201cS\u00e3o S\u00e3o Paulo Meu Amor\u201d.<\/p>\n<p>S\u00f3 para registro, vale lembrar que \u201c\u00c9 Proibido Proibir\u201d, que implodiu o Maracan\u00e3zinho, defendida por Caetano e os Mutantes, classificou-se para a final do FIC na eliminat\u00f3ria paulistana, realizada no Audit\u00f3rio do Tuca.<\/p>\n<p>Em outro momento do texto da revista, aparece outra quest\u00e3o:  de onde veio o bord\u00e3o \u201cou n\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Diz o texto:<\/p>\n<p>\u201cTalvez dessas contradi\u00e7\u00f5es tenha surgido o bord\u00e3o \u201cou n\u00e3o\u201d, t\u00e3o atribu\u00eddo a Caetano. Paula Lavigne afirma: Nunca ouvi isso sair da boca dele, deve ter sido inventado da capacidade que Caetano tem de relativizar as coisas.\u201d<\/p>\n<p>O bord\u00e3o, na verdade, vem da m\u00fasica \u201cCabe\u00e7a\u201d, do cantor\/compositor Walter Franco, que causou o maior rebuli\u00e7o no Festival Internacional da Can\u00e7\u00e3o, de 1972, dado ao seu experimentalismo mais do que radical.<\/p>\n<p>A letra da m\u00fasica era assim:<\/p>\n<p>\u201cQue \u00e9 que tem nessa cabe\u00e7a irm\u00e3o\/<br \/>\nque \u00e9 que tem nessa cabe\u00e7a, ou n\u00e3o.<br \/>\nQue \u00e9 que tem nessa cabe\u00e7a saiba irm\u00e3o\/<br \/>\nque \u00e9 que tem nessa cabe\u00e7a saiba ou n\u00e3o.<br \/>\nQue \u00e9 que tem nessa cabe\u00e7a saiba que ela n\u00e3o pode irm\u00e3o\/<br \/>\nque \u00e9 que tem nessa cabe\u00e7a saiba que ela pode ou n\u00e3o<br \/>\nQue \u00e9 que tem nessa cabe\u00e7a saiba que ela pode explodir irm\u00e3o.<br \/>\nOu n\u00e3o, ou n\u00e3o, ou n\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Detalhe: Walter Franco \u00e9 paulistano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cTudo a declarar\u201d \u00e9 o t\u00edtulo da bela reportagem de publicada ontem nas p\u00e1ginas da Revista Serafina, encarte mensal do jornal Folha de S. Paulo, com o cantor e compositor Caetano Veloso.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-11828","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11828","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11828"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11828\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16152,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11828\/revisions\/16152"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11828"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11828"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11828"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}