{"id":11931,"date":"2011-06-04T00:00:00","date_gmt":"2011-06-04T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:29:46","modified_gmt":"2017-09-15T19:29:46","slug":"historias-de-adoniran","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/historias-de-adoniran\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rias de Adoniran"},"content":{"rendered":"<p>Era uma hist\u00f3ria que circulava ali nas mesas do Talism\u00e3, um boteco que ficava ali imedia\u00e7\u00f5es da Major Sert\u00f3rio \u2013 n\u00e3o vou lembrar o nome, nem me darei ao trabalho de procurar no Google.<\/p>\n<p>Era o preferido do compositor Adoniran Barbosa.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s foi l\u00e1 que eu o entrevistei numa tarde quente e ele me esculhambou logo na primeira pergunta. Quis saber o motivo de haver trocado o nome de batismo, Jo\u00e3o Rubinato, para Adoniran Barbosa.<\/p>\n<p>Depois de soltar um sonoro palavr\u00e3o, arrematou a voz rouca e o que lhe restou de ironia:<\/p>\n<p>&#8212; Meu caro rep\u00f3rter, voc\u00ea compraria um disco de um sambista chamado Jo\u00e3o Rubinato?<\/p>\n<p>Sou um cara simples do Cambuci, sei quando piso na bola. N\u00e3o me desculpei, mas tratei de mudar de assunto. E a entrevista rolou legal, sem qualquer outro sen\u00e3o.<\/p>\n<p>A bem da verdade, Adoniran estava pra l\u00e1 de bronqueado, com o vacilo da gravadora (a pequena Continental, com sede na avenida do Estado) que n\u00e3o vinha aproveitando a onda de sucesso que sua carreira engatou logo ap\u00f3s o sucesso de \u201cTrem das Onze\u201d na voz de Gal Costa.<\/p>\n<p>Antes que eu chegasse, acompanhado do assessor de imprensa, o Gomide, o homem havia percorrido todas as lojas de discos da regi\u00e3o \u2013 e n\u00e3o havia encontrado sequer um compacto com o seu nome.<\/p>\n<p>Em off, o que nos disseram ali no Talism\u00e3 \u00e9 que ele ficava mais cabreiro ainda pelo fato de n\u00e3o estar faturando nada, nadinha, se comparado ao que entrava de cascalho na conta do grupo Dem\u00f4nios da Garoa, tamb\u00e9m resgatado pelo mesmo samba.<\/p>\n<p>Os caras faziam show dia sim e outro tamb\u00e9m. Voltaram a gravar, a tocar no r\u00e1dio, a aparecer na TV.<\/p>\n<p>Enquanto isso, no entender dele \u2013 o autor de toda obra \u2013 sobrava uma merreca de direitos autorais \u2013 e olhe l\u00e1&#8230;<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o que Adoniran \u2013 um frequentador do bar \u2013 foi reunir ali um grupo de m\u00fasicos, formar um conjunto aos moldes dos Dem\u00f4nios da Garoa \u2013 e tamb\u00e9m ele por o p\u00e9 na estrada, com o \u00e1spero fio de voz que Deus lhe deu.<\/p>\n<p>Na hora de batizar o grupo, adivinhem o nome escolhido?<\/p>\n<p>Acertaram, meus am\u00e1veis e fi\u00e9is cinco ou seis leitores: Talism\u00e3.<\/p>\n<p>Mas, n\u00e3o era essa a hist\u00f3ria que imaginei lhes contar.<\/p>\n<p>N\u00e3o faz mal. N\u00e3o tem import\u00e2ncia. Fica para amanh\u00e3.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era uma hist\u00f3ria que circulava ali nas mesas do Talism\u00e3, um boteco que ficava ali imedia\u00e7\u00f5es da Major Sert\u00f3rio \u2013 n\u00e3o vou lembrar o nome, nem me darei ao trabalho de procurar no Google.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-11931","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11931","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11931"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11931\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16050,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11931\/revisions\/16050"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11931"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11931"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11931"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}