{"id":11953,"date":"2011-06-26T00:00:00","date_gmt":"2011-06-26T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:29:39","modified_gmt":"2017-09-15T19:29:39","slug":"meia-noite-em-paris","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/meia-noite-em-paris\/","title":{"rendered":"Meia Noite em Paris"},"content":{"rendered":"<p>Se o \u2018pedante Google\u2019 Daniel Piza me permite, eu tamb\u00e9m quero falar do novo filme de Woody Allen.<\/p>\n<p>Fascinante.<\/p>\n<p>At\u00e9 porque tamb\u00e9m j\u00e1 me perdi pelos becos e vielas de Paris.<\/p>\n<p>Diria que \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o \u00fanica, mesmo algo atarantado e sem acesso ao t\u00fanel do tempo.<\/p>\n<p>Para os rom\u00e2nticos, inesquec\u00edvel.<\/p>\n<p>Repito, ent\u00e3o, para que duvidas n\u00e3o pairem:<\/p>\n<p>\u201cMeia Noite em Paris\u201d \u00e9 fascinante.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Logo \u00e0s primeiras cenas somos abduzidos pela Paris que o cineasta retrata em primorosa sequ\u00eancia de imagens diurnas e noturnas ao som dolente de Sidney Bechet.<\/p>\n<p>Imediata tamb\u00e9m se faz a identifica\u00e7\u00e3o com o personagem central, o roteirista e aspirante a escritor Gil Pender (magnificamente interpretado por Owen Wilson). <\/p>\n<p>Qual de n\u00f3s, n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 procura de sua Era de Ouro?<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Ele encarna o alter ego do pr\u00f3prio Allen visto e revisto em tantas obras &#8211; sonhador, algo indeciso e atrapalhado, prestes a embarcar em uma vida convencionalmente bem-sucedida; mas instado a aventurar-se por uma trajet\u00f3ria fantasiosa e delicadamente rom\u00e2ntica. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m  encontramos o chato de galocha, o doutor sabe-tudo, para fazer o contraponto aos devaneios do protagonista, al\u00e9m de uma s\u00e9rie de outras personagens que temos a impress\u00e3o de j\u00e1 conhecer de outras pel\u00edculas allenianas: a dondoca fr\u00edvola, o perdul\u00e1rio casal de milion\u00e1rios e o grande mentor.<\/p>\n<p>Papel aqui reservado para ningu\u00e9m menos que o escritor Ernest Hemingway, mestre em patacoadas e frases de efeito.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>O que permeia todo o enredo \u00e9 a fina observa\u00e7\u00e3o do cineasta sobre os conflitos existenciais \u2013 f\u00fateis ou n\u00e3o &#8211; de todos n\u00f3s. Mesmo quando transfere as inquieta\u00e7\u00f5es e os devaneios do personagem, magicamente, sem nenhum efeito especial, para a Paris dos anos 20 e l\u00e1 encontra a nata de escritores e artistas que fizeram a chamada Era de Ouro \u2013 Hemingway, Scott e Zelda Fitzgerald, Picasso, Matisse, Salvador Dali, Bu\u00f1el, Man Ray, Gertrude Stein, entre outros. <\/p>\n<p>Vale sempre lembrar: em qualquer tempo, Paris \u00e9 sempre deslumbrante, perfeita como cen\u00e1rio para uma sens\u00edvel trama de amor. <\/p>\n<p>De quebra, ainda temos a primeira-dama francesa Carla Bruni \u2013 sim, ela mesmo \u2013a interpretar uma buc\u00f3lica guia de turismo.<\/p>\n<p>Uma sofistica\u00e7\u00e3o, digna da engenhosidade do cineasta.<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>\u00c9 bem poss\u00edvel que, ao longo dos 100 minutos do filme, o espectador se sinta a caminhar pela Cidade Luz \u2013 e imagine, assim como Gil Pender, nunca mais viver em outro lugar.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s \u2013 e para encerrar &#8211; assim como ele, eu particular e modestamente acho Paris mais bonita nas tardes de chuva, seja qual for a \u00e9poca.<\/p>\n<p>** NOTA DO BLOGUEIRO &#8211; O jornalista Daniel Piza escreveu um alentado artigo sobre o filme em sua coluna de hoje em O Estado de S.Paulo em que define \u201ccomo foram bobas em geral as resenhas sobre o filme\u201d. Vai da\u00ed que resolvi correr o risco&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se o \u2018pedante Google\u2019 Daniel Piza me permite, eu tamb\u00e9m quero falar do novo filme de Woody Allen.<\/p>\n<p>Fascinante.<\/p>\n<p>At\u00e9 porque tamb\u00e9m j\u00e1 me perdi pelos becos e vielas de Paris.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-11953","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11953","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11953"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11953\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16028,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11953\/revisions\/16028"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11953"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11953"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11953"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}