{"id":12052,"date":"2011-10-28T00:00:00","date_gmt":"2011-10-28T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:27:59","modified_gmt":"2017-09-15T19:27:59","slug":"orlando-silva-o-legitimo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/orlando-silva-o-legitimo\/","title":{"rendered":"Orlando Silva, o leg\u00edtimo"},"content":{"rendered":"<p>Me ocorreu nos \u00faltimos dias de lan\u00e7ar uma campanha para promover o resgate do nome Orlando Silva, ultimamente t\u00e3o vilipendiado pela m\u00eddia nativa.<\/p>\n<p>N\u00e3o tenho bala para tanto, mas deixo aqui o registro<\/p>\n<p>Antes que meus fi\u00e9is e gentis cinco ou seis leitores me deserdem, explico logo o motivo.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 justo \u00e0 mem\u00f3ria de um dos grandes cantores que este Pa\u00eds j\u00e1 teve.<\/p>\n<p>Orlando Garcia da Silva (Rio de janeiro, 1915\/Rio de Janeiro, 1978), inimit\u00e1vel int\u00e9rprete de sucessos como \u201cAos P\u00e9s da SantaCruz\u201d, \u201cRosa\u201d, \u201cCarinhoso\u201d, \u201cL\u00e1bios Que Beijei\u201d, entre outros tantos e tamanhos.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem reconhe\u00e7a em Orlando Silva, o verdadeiro, o primeiro fen\u00f4meno nacional em termos de popularidade. Tanto que era chamado de \u201cO Cantor das Multid\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 hist\u00f3rica a apresenta\u00e7\u00e3o que fez em S\u00e3o Paulo nos idos dos anos 30 em pleno Vale do Anhangaba\u00fa.<\/p>\n<p>At\u00e9 o Ald\u00e3o, meu pai, que preferia os boleros como \u201cBesame Mucho, reconhecia que n\u00e3o cabia mais viva alma no local.<\/p>\n<p>&#8212; Era um mar de gente, dizia.<\/p>\n<p>Mesmo assim, Orlando Silva, o leg\u00edtimo, teve uma vida dif\u00edcil. Antes do sucesso, trabalhou em diversas profiss\u00f5es. Era arrimo de fam\u00edlia, foi estafeta e cobrador de \u00f4nibus at\u00e9 apresentar-se em programas de calouros das emissoras de r\u00e1dio e dar in\u00edcio a uma vitoriosa carreira.<\/p>\n<p>O sucesso, por\u00e9m, desapareceu nos anos 50.<\/p>\n<p>A supremacia da TV, a bossa nova e a onda jovem do rock o condenaram ao ostracismo \u2013 diga-se que a ele e a todos os cantores da Era do R\u00e1dio.<\/p>\n<p>S\u00f3 reapareceu para o p\u00fablico no fim dos anos 60 quando a TV Record lan\u00e7ou o programa Bossaudade, comandado por Elizeth Cardoso e Ciro Monteiro. <\/p>\n<p>No entanto, Orlando j\u00e1 n\u00e3o era o mesmo. Estava combalido, e sua voz j\u00e1 n\u00e3o tinha o mesmo vigor dos primeiros anos. Soava melanc\u00f3lica e fr\u00e1gil.<\/p>\n<p>Tive oportunidade de participar de uma coletiva de imprensa. Se bem lembro foi para o lan\u00e7amento de uma colet\u00e2nea com seus grandes sucessos. Lembro que o rep\u00f3rter da Folha de S. Paulo, o saudoso Dirceu Soares, perguntou a ele o que sentia quando comparavam sua fama em idos tempos \u00e0 de Roberto Carlos, o \u00eddolo de ent\u00e3o e, ao que parece, de sempre. <\/p>\n<p>Orlando esbo\u00e7ou um breve sorriso em forma de agradecimento \u2013 e nada conseguiu dizer.<\/p>\n<p>Est\u00e1vamos diante de um homem triste.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Me ocorreu nos \u00faltimos dias de lan\u00e7ar uma campanha para promover o resgate do nome Orlando Silva, ultimamente t\u00e3o vilipendiado pela m\u00eddia nativa.<\/p>\n<p>N\u00e3o tenho bala para tanto, mas deixo aqui o registro<\/p>\n<p>Antes que meus fi\u00e9is e gentis cinco ou seis leitores me deserdem,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12052","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12052","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12052"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12052\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15931,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12052\/revisions\/15931"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12052"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12052"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12052"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}