{"id":12116,"date":"2012-01-31T00:00:00","date_gmt":"2012-01-31T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:25:38","modified_gmt":"2017-09-15T19:25:38","slug":"marceleza-rita-e-o-vacilao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/marceleza-rita-e-o-vacilao\/","title":{"rendered":"Marceleza, Rita e o vacil\u00e3o&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>&#8212; Voc\u00ea, hein, meu querido! Que boca bendita, rapaz&#8230;<\/p>\n<p>Depois de certa idade, a gente at\u00e9 estranha quando algu\u00e9m n\u00e3o lhe chama de senhor. Pela proximidade, por\u00e9m, logo percebo que toda aquela gritaria \u00e9 comigo embora h\u00e1 alguns bons anos n\u00e3o seja mais um rapaz por for\u00e7a de outro obstinado senhor chamado Tempo.<\/p>\n<p>Entre incr\u00e9dulo e feliz, reconhe\u00e7o o meu inesperado interlocutor.<\/p>\n<p>\u00c9 o Marceleza, amigo que, custa a aparecer, mas quando aparece sempre me surpreende. <\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Desta vez, o carioca de Caraguatatuba (explico: nasceu no Litoral Norte, mas viveu um bom tempo no Rio) se diz um leitor atento das bobagens que escrevo. <\/p>\n<p>Custo a acreditar.<\/p>\n<p>Para provar o que diz, ele assegura que o motivo da pondera\u00e7\u00e3o acima \u00e9 o coment\u00e1rio (ou a falta de) que fiz sobre a despedida de Rita Lee dos palcos, dias antes da cantora se apresentar em Sergipe, no tal espet\u00e1culo que a levou \u00e0 delegacia.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o disse nada de mais\u201d, justifico. <\/p>\n<p>\u201cDisse apenas que h\u00e1 tempos n\u00e3o vou a shows \u2013 da Rita, ent\u00e3o, faz d\u00e9cadas\u201d. <\/p>\n<p>&#8212; Meu querido, nem vem de garfo que hoje \u00e9 dia de sopa. Quem te conhece que te compre. Com esse desinteresse todo voc\u00ea azarou o adeus da titia roqueira.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei de onde o Marceleza tirou essa conclus\u00e3o, um tanto l\u00fadica, outro tanto m\u00edstica. <\/p>\n<p>Tento explicar que uma coisa nada tem a ver com a outra.<\/p>\n<p>S\u00f3 n\u00e3o tenho mais a pachorra de assistir aos espet\u00e1culos musicais. At\u00e9 porque durante vinte e tanto anos era que mais fazia na vida, visto que escrevia duas ou tr\u00eas reportagens por semana sobre os cantores\/compositores que se apresentavam em Sampa.<\/p>\n<p>\u201cHoje a \u00fanica pressa que tenho, amigo, \u00e9 de voltar para casa\u201d, justifico.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se o convenci. <\/p>\n<p>Quando o Marceleza cisma, sai de baixo.<\/p>\n<p>Seja como for, ele tem sempre uma boa sacada para derrubar qualquer argumento.<\/p>\n<p>N\u00e3o demora \u2013 e vem o xeque-mate, bem na base da provoca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8212; Que pena, Peixe. Estou com uns ingressos sobrando para o show que o grande Chico Buarque faz em mar\u00e7o, em S\u00e3o Paulo. Sabe, aquele show que est\u00e1 com a lota\u00e7\u00e3o esgotada desde o final do ano passado, pois \u00e9&#8230; eu queria presente\u00e1-lo. Como voc\u00ea disse que n\u00e3o est\u00e1 nem a\u00ed para esses eventos, vou ter de convidar aquela sua sobrinha que, diga-se passagem, \u00e9 m\u00f3 piteuzinho. Vacilou, cumpadi&#8230;<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>Ah!, se arrependimento matasse.<\/p>\n<p>Mesmo assim, ainda resta uma esperan\u00e7a, meus caros. <\/p>\n<p>Mal sabe o Marceleza que a mo\u00e7a s\u00f3 gosta de Luan Santana, Michel Tel\u00f3 e que tais&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8212; Voc\u00ea, hein, meu querido! Que boca bendita, rapaz&#8230;<\/p>\n<p>Depois de certa idade, a gente at\u00e9 estranha quando algu\u00e9m n\u00e3o lhe chama de senhor. 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