{"id":12119,"date":"2012-02-04T00:00:00","date_gmt":"2012-02-04T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:25:37","modified_gmt":"2017-09-15T19:25:37","slug":"um-show-inesquecivel-trem-azul-com-elis-regina","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/um-show-inesquecivel-trem-azul-com-elis-regina\/","title":{"rendered":"Um show inesquec\u00edvel: Trem Azul, com Elis Regina"},"content":{"rendered":"<p>Dia desses escrevi que, por mais de vinte anos, trabalhei como rep\u00f3rter na \u00e1rea de Artes &amp; Espet\u00e1culos, cobrindo especialmente a cena musical da \u00e9poca \u2013 que, registre-se, era pra l\u00e1 de grandiosa [entre 1976 at\u00e9 os anos 90].<\/p>\n<p>Pois, ent\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Foi o que bastou para que um dos meus am\u00e1veis cinco ou seis leitores \u2013 na verdade uma amiga distante, a Leila \u2013 me perguntasse: qual o melhor show que assisti nesse per\u00edodo? <\/p>\n<p>N\u00e3o precisei sequer dar um google na mem\u00f3ria para afirmar, com plena convic\u00e7\u00e3o: Trem Azul, com Elis Regina, com o violonista Natan Marques na dire\u00e7\u00e3o musical.<\/p>\n<p>Foi o \u00faltimo show da Baixinha, lan\u00e7ado como \u00e1lbum duplo, ap\u00f3s a sua morte.<\/p>\n<p>Eu assisti a vers\u00e3o paulistana, em 1981, que inaugurou a filial do Canec\u00e3o em terras de Piratininga. A casa situava-se em uma grande avenida na zona norte \u2013 e, c\u00e1 entre n\u00f3s, n\u00e3o vingou por aqui. Mas, por essas apresenta\u00e7\u00f5es de Elis, marcou seu nome na hist\u00f3ria paulistana da mpb.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje n\u00e3o sei lhes dizer se o palco era acanhado ou se foi Elis quem se agigantou a tal ponto que o fez pequeno. A gauchinha estava absoluta. Senhora de todos os acordes, de todos os sons, de todas as emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O repert\u00f3rio enfeixava diversas matizes do nosso cancioneiro. Tinha Gil (\u201cFlora\u201d e \u201cSe Eu quiser Falar Com Deus\u201d), Caetano (\u201cMenino do Rio\u201d), Milton (\u201cPa\u00eds do Futebol\u201d, \u201cMaria Maria\u201d), Rita Lee (\u201cAl\u00f4 Al\u00f4 Marciano\u201d, \u201cLan\u00e7a Perfume\u201d), Gonzaguinha (\u201cCome\u00e7ar de Novo\u201d), L\u00f4 Borges (\u201cVento de Maio\u201d e \u201cTrem Azul\u201d), entre outras.<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo o bolero de Armando Mazanero (com vers\u00e3o de Paulo Coelho), \u201cMe Deixas Louca\u201d, soou denso, arrebatador, indel\u00e9vel.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se a recente separa\u00e7\u00e3o do pianista C\u00e9sar Camargo Mariano influenciou a sens\u00edvel interpreta\u00e7\u00e3o de Elis para cada verso cantado. Sei que este modesto escriba saiu dali fascinado, sem saber como definir a dimens\u00e3o do espet\u00e1culo.<\/p>\n<p>Assisti a centenas de shows. Vi Benjor celebrar a alegria no v\u00e3o do Masp, Caetano quando voltou do ex\u00edlio e se apresentou no Tuca, Gil no Col\u00e9gio Equipe quando cantou pela primeira vez o reggae \u201cNo Woman No Cry\u201d. Vi Chico, Milton, Paulinho&#8230; Vi tantos e tamanhos. Nada, por\u00e9m, se iguala ao esplendor da nossa maior cantora naquela noite &#8211; trinta anos atr\u00e1s. Inesquec\u00edvel!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia desses escrevi que, por mais de vinte anos, trabalhei como rep\u00f3rter na \u00e1rea de Artes &amp; Espet\u00e1culos, cobrindo especialmente a cena musical da \u00e9poca \u2013 que, registre-se, era pra l\u00e1 de grandiosa [entre 1976 at\u00e9 os anos 90].<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12119","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12119","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12119"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12119\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15864,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12119\/revisions\/15864"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12119"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12119"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12119"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}