{"id":12160,"date":"2011-03-15T00:00:00","date_gmt":"2011-03-15T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-14T03:55:11","modified_gmt":"2017-09-14T03:55:11","slug":"tchinim-e-a-vila-da-alegria","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/tchinim-e-a-vila-da-alegria\/","title":{"rendered":"Tchinim e a Vila da Alegria"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o vou lembrar o nome da rua. <\/p>\n<p>Sei que era (e ainda deve ser) uma travessa da rua Lins de Vasconcelos, no Cambuci.<\/p>\n<p>Entre o segundo e terceiro quarteir\u00e3o da tal rua, havia uma vila. De casas modestas, e gente divertida.<\/p>\n<p>Desconfio que da\u00ed veio o apelido que lhe deram: Vila da Alegria.<\/p>\n<p>Naqueles idos e vividos, televis\u00e3o era privil\u00e9gio de poucos.<\/p>\n<p>A divers\u00e3o era ouvir r\u00e1dio. <\/p>\n<p>Em noites claras e encantadas, a vizinhan\u00e7a espalhava as cadeiras sobre as cal\u00e7adas \u2013 e todos os assuntos era,m passados em revista. <\/p>\n<p>Os homens se espalhavam em discuss\u00f5es sobre futebol e pol\u00edtica. Assim como existiam corintianos, palmeirenses e s\u00e3o-paulinos, havia janistas, adhemaristas e socialistas (eram raros, mas existiam).<\/p>\n<p>As mulheres comentavam as tramas das radionovelas da R\u00e1dio S\u00e3o Paulo, trocavam, receitas, falavam dos filhos e ouviam dolentes can\u00e7\u00f5es de amor.<\/p>\n<p>A crian\u00e7ada se deliciava em brincadeiras \u2013 pula-cerca, jogar \u2018queimada\u2019, esconde-esconde, pega-pega.<\/p>\n<p>Era uma festa.<\/p>\n<p>Em sua maioria, os moradores eram de descend\u00eancia italiana.<\/p>\n<p>Mas, havia tamb\u00e9m uma fam\u00edlia de japoneses, com uma penca de filhos.<\/p>\n<p>Mas, n\u00e3o se via diferen\u00e7a alguma.<\/p>\n<p>Todos se consideravam, acima de tudo, brasileiros.<\/p>\n<p>Deve ter sido a primeira vez que ouvi algu\u00e9m dizer que o Brasil era \u201cuma terra aben\u00e7oada\u201d.<\/p>\n<p>E foi exatamente o sr. Katsumi, chefe da cl\u00e3 de olhinhos puxados.<\/p>\n<p>&#8211; Quando embarcamos no Jap\u00e3o, n\u00e3o sab\u00edamos o que nos esperava. Meu pa\u00eds \u00e9 uma ilha. Toda a semana a terra mexe um pouquinho. A gente vive aos sobressaltos. \u00c0 espera do pior. Como poder\u00edamos pensar que chegar\u00edamos no Brasil, um pa\u00eds de dimens\u00f5es t\u00e3o grandes, enormes? O Brasil \u00e9 uma terra aben\u00e7oada que n\u00e3o sabe o que \u00e9 terremoto, vendaval, furac\u00e3o. Ser\u00e1 que o brasileiro sabe o que isto \u00e9 uma d\u00e1diva? <\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Tchinim gostava de acompanhar a av\u00f3 Ign\u00eas em suas idas \u00e0 Vila da Alegria.<\/p>\n<p>Ao menos em uma das noites da semana, ela visitava \u00e0 comadre, dona Pimeta, que era casada com o seo Giusepe, e tinha uma filha que se chamava Pia Rosa.<\/p>\n<p>No caminho, entre a rua Lavap\u00e9s (onde moravam os av\u00f3s de Tchinim) e a Vila, era obrigat\u00f3ria uma parada na vendinha de Giusepe, na avenida Lins de Vasconcelos. L\u00e1, enquanto aguardavam a comadre livrar-se dos afazeres do balc\u00e3o para ir embora, o garoto quedava-se fascinado com o olhar fixo na gaveta repleta de bolinhas de gudes que estavam \u00e0 venda. De beleza faiscante, Tchinim sonhava ser o feliz propriet\u00e1rio de todas elas \u2013 e, de posse de tamanha e invej\u00e1vel riqueza, considerava-se o homem mais feliz e poderoso do mundo.<\/p>\n<p>Vez ou outra, o bom italiano o presenteava com uma ou duas daquelas inebriantes preciosidades, feitas em vidro e sonhos.<\/p>\n<p>Generosidade que valia a noite \u2013 e o fazia delirar.<\/p>\n<p>O garoto \u2013 como todos os garotos, creio; e inclusive alguns adultos \u2013 tinha uma tend\u00eancia em imaginar coisas.<\/p>\n<p>Da\u00ed que n\u00e3o ser raro ver-se como uma esp\u00e9cie de Ali Bab\u00e1. Sem os quarenta ladr\u00f5es, l\u00f3gico. <\/p>\n<p>Via-se, na calada da noite, entrando no emp\u00f3rio pelo al\u00e7ap\u00e3o e o facho de sua lanterna a carv\u00e3o a iluminar a gaveta encantada. Em r\u00e1pidos gestos, todas aquelas p\u00e9rolas multicoloridas passavam para a sacola que o salteador carregava. De quebra, ainda tomaria um guaran\u00e1 ca\u00e7ula e partiria sem deixar vest\u00edgios.<\/p>\n<p>Esconderia o tesouro na caverna m\u00e1gica que existia em seus devaneios, e que se abriria assim que dissesse a palavra m\u00e1gica, que s\u00f3 ele, Tchim, conhecia:<\/p>\n<p>&#8212; Abra-te, S\u00e9samo!<\/p>\n<p>Ou seria:<\/p>\n<p>&#8212; Abracadabra!<\/p>\n<p>Ou ainda:<\/p>\n<p>&#8212; Piririplimplim!<\/p>\n<p>Bem, que a m\u00e3e lhe dizia para ter mais aten\u00e7\u00e3o ao ler os livros que o pai lhe dera.<\/p>\n<p>E agora, o que faria?<\/p>\n<p>Estava ali \u2013 em pleno sonho \u2013 com aquele peda\u00e7o saco de bolinhas de gude, pesado pra caramba, sem ter onde colocar.<\/p>\n<p>Desistiu do sonho numa boa. Voltou a realidade! Ademais, era ruim demais jogando \u2018ca\u00e7apava\u2019 pra valer. Seu tesouro &#8211; se \u00e9 que um dia chagasse a ser seu \u2013 seria dizimado pelas b\u00e1rbaras \u2018estecas\u2019 dos garotos da rua. <\/p>\n<p>De verdade mesmo, ele gostava de jogar futebol.<\/p>\n<p>Seria igual ao Mazzola, centro avante do Palmeiras, a quem o pai chamava de \u201co maior jogador do mundo\u201d, naqueles fugidios e l\u00fadicos anos 50, (A.P.). Ou seja, antes da Era Pel\u00e9. <\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Naqueles idos dos anos 50, S\u00e3o Paulo j\u00e1 dava ind\u00edcios da metr\u00f3pole em que se transformaria. <\/p>\n<p>N\u00e3o conhecia motoboys, nem motoqueiros.<\/p>\n<p>As lambretas ainda n\u00e3o haviam virado a coqueluche \u2013 o que aconteceria anos depois.<\/p>\n<p>Eram raras as motocicletas que circulavam pelas ruas cal\u00e7adas de paralelep\u00edpedos da cidade.<\/p>\n<p>Chamava-se de motociclista quem possu\u00eda uma delas.<\/p>\n<p>Pois n\u00e3o \u00e9 que havia um motociclista que morava na Vila da Alegria.<\/p>\n<p>Ele alugava um quarto na casa de um casal de idoso.<\/p>\n<p>A moto dormia na cal\u00e7ada em frente \u00e0 janela que dava para a rua e o quarto do rapaz. Ele a cobria com uma lona, dessas que os caminhoneiros usam para resguardar a carga.<\/p>\n<p>Para a garotada da Vila, era um verdadeiro ritual v\u00ea-lo tirar a prote\u00e7\u00e3o da moto e faz\u00ea-la pegar, com fortes pedaladas. <\/p>\n<p>O \u00e9bano da lataria ressurgia faiscante, e fazia surgir o monstro abissal que logo se punha a rugir.<\/p>\n<p>Carros n\u00e3o entravam na Vila.<\/p>\n<p>Da\u00ed que as chegadas e sa\u00eddas do motociclista eram a principal preocupa\u00e7\u00e3o dos pais.<\/p>\n<p>V\u00e1rios deles pediram prud\u00eancia ao rapaz, pois os filhos e os amigos dos filhos viviam de brincadeiras pela Vila \u2013 e n\u00e3o seria justo poup\u00e1-los dessa alegria em fun\u00e7\u00e3o dos eventuais riscos pela passagem do ve\u00edculo.<\/p>\n<p>De olho nos encantos de Pia Rosa, a filha da dona Pimeta e do seo Giusepe, o motociclistas jurou todos os cuidados poss\u00edveis e imagin\u00e1veis.<\/p>\n<p>Era um bom mo\u00e7o, diziam todos.<\/p>\n<p>N\u00e3o raras vezes o viram subindo e descendo a Vila empurrando a \u2018bichinha\u2019.<\/p>\n<p>S\u00f3 que, mesmo assim, certa noite aconteceu o que todos temiam.<\/p>\n<p>Foi num \u00e1timo de segundo.<\/p>\n<p>O mo\u00e7o conversava com Pia Rosa na beira da cal\u00e7ada. Ainda inebriado pelo olhar da amada, acelerou a moto no exato instante em que Tchinim saiu do esconderijo e corria em dire\u00e7\u00e3o ao pique. <\/p>\n<p>O choque foi inevit\u00e1vel \u2013 assim como os gritos de socorro que vieram a seguir.<\/p>\n<p>A Vila inteira saiu \u00e0 rua para inteirar-se da quase trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>Tudo n\u00e3o passou de um susto.<\/p>\n<p>Quando o garoto voltou a si, estava na farm\u00e1cia do Sr. J\u00falio. <\/p>\n<p>Ostentava um pequeno corte no rosto \u2013 e um sorriso maroto.<\/p>\n<p>Do atropelamento nada lembrava \u2013 para alguns, foi Tchinim que atropelou a moto. Mas, ainda sentia a maciez do colo de Pia Rosa, a primeira a lhe socorrer.<br \/>\npedaladas. <\/p>\n<p>O \u00e9bano da lataria ressurgia faiscante, e fazia surgir o monstro abissal que logo se punha a rugir.<\/p>\n<p>Carros n\u00e3o entravam na Vila.<\/p>\n<p>Da\u00ed que as chegadas e sa\u00eddas do motociclista eram a principal preocupa\u00e7\u00e3o dos pais.<\/p>\n<p>V\u00e1rios deles pediram prud\u00eancia ao rapaz, pois os filhos e os amigos dos filhos viviam de brincadeiras pela Vila \u2013 e n\u00e3o seria justo poup\u00e1-los dessa alegria em fun\u00e7\u00e3o dos eventuais riscos pela passagem do ve\u00edculo.<\/p>\n<p>De olho nos encantos de Pia Rosa, a filha da dona Pimeta e do seo Giusepe, o motociclistas jurou todos os cuidados poss\u00edveis e imagin\u00e1veis.<\/p>\n<p>Era um bom mo\u00e7o, diziam todos.<\/p>\n<p>N\u00e3o raras vezes o viram subindo e descendo a Vila empurrando a \u2018bichinha\u2019.<\/p>\n<p>S\u00f3 que, mesmo assim, certa noite aconteceu o que todos temiam.<\/p>\n<p>Foi num \u00e1timo de segundo.<\/p>\n<p>O mo\u00e7o conversava com Pia Rosa na beira da cal\u00e7ada. Ainda inebriado pelo olhar da amada, acelerou a moto no exato instante em que Tchinim saiu do esconderijo e corria em dire\u00e7\u00e3o ao pique. <\/p>\n<p>O choque foi inevit\u00e1vel \u2013 assim como os gritos de socorro que vieram a seguir.<\/p>\n<p>A Vila inteira saiu \u00e0 rua para inteirar-se da quase trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>Tudo n\u00e3o passou de um susto.<\/p>\n<p>Quando o garoto voltou a si, estava na farm\u00e1cia do Sr. J\u00falio. <\/p>\n<p>Ostentava um pequeno corte no rosto \u2013 e um sorriso maroto.<\/p>\n<p>Do atropelamento nada lembrava \u2013 para alguns, foi Tchinim que atropelou a moto. Mas, ainda sentia a maciez do colo de Pia Rosa, a primeira a lhe socorrer. <\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Tchinim ainda ouviu a recomenda\u00e7\u00e3o da m\u00e3e para que levasse agasalho.<\/p>\n<p>Gostou da ideia.<\/p>\n<p>Levaria o blues jeans que havia ganhado da mana Dorothy.<\/p>\n<p>Iria botar uma banca danada. <\/p>\n<p>S\u00f3 os artistas de cinema, tipo James Dean, tinham uma jaqueta igual \u00e0 dele.<\/p>\n<p>Ademais, \u00e0quela \u00e9poca do ano, as noites na Vila da Alegria eram frescas, \u00famidas \u2013afinal, S\u00e3o Paulo ainda era a Terra da Garoa.<\/p>\n<p>Mesmo depois da confus\u00e3o que causou naquele quase atropelamento (leia post de ontem), gostava de acompanhar a av\u00f3, dona Ign\u00eas, naquelas visitas.<\/p>\n<p>Sempre haveria o que fazer por l\u00e1.<\/p>\n<p>Era \u00e9poca de futebol de bot\u00e3o que os garotos jogavam na cal\u00e7ada, transformando uma placa de compensado (chamavam de Eucatex) em campo de futebol.<\/p>\n<p>Deu meia volta, correu para o quarto e pegou a caixa onde guardava o seu time, formado quase todo ele por celul\u00f3ides; tamb\u00e9m conhecidos por tampas de rel\u00f3gio de pulso.<\/p>\n<p>Foi uma noite daquelas. <\/p>\n<p>Venceu todas as partidas que disputou.<\/p>\n<p>Os garotos da Vila olhavam invejosos para o super esquadr\u00e3o.<\/p>\n<p>S\u00f3 quando a av\u00f3 apareceu na porta da casa de dona Pimeta foi que Tchinim se deu conta:<\/p>\n<p>&#8212; Tchinim, pega a sua blusa, belo, que vamos embora&#8230;<\/p>\n<p>Cad\u00ea o blues jeans?<\/p>\n<p>Olhou para os lados \u2013 e nada.<\/p>\n<p>Nosso campe\u00e3o abriu o berreiro.<\/p>\n<p>Come\u00e7aram as buscas e as suspeitas.<\/p>\n<p>Vistoriaram os quatro cantos da casa da dona Pimeta. <\/p>\n<p>Olharam os becos e cantos da rua.<\/p>\n<p>Lembraram que um dos garotos s\u00f3 viu o primeiro jogo, depois foi embora.<\/p>\n<p>&#8212; Ser\u00e1 que ele levou o casaco por engano?<\/p>\n<p>Disse um dos presentes, eufemisticamente.<\/p>\n<p>Foi mesmo um salseiro.<\/p>\n<p>&#8212; Voc\u00ea n\u00e3o perdeu no caminho?, perguntou a bela Pia Rosa.<\/p>\n<p>Ele sorriu sem gra\u00e7a, e envergonhado.<\/p>\n<p>Seu choro incessante, de algum modo, culpava a todos e a si pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>Choro que, ali\u00e1s, s\u00f3 cessou quando Tchinim entrou em seu quarto \u2013 e viu o blues jeans, igual ao do James Dean, largado, esquecido sobre a cama.<\/p>\n<p>Entendeu o fora que dera.<\/p>\n<p>Enquanto a av\u00f3 dava gra\u00e7as a Santo Ant\u00f4nio e \u00e0 Madona, a m\u00e3e nada entendia, Tchinim resolveu ser pr\u00e1tico, como bom descendente de calabr\u00eas.<\/p>\n<p>&#8212; V\u00f3, promete n\u00e3o dizer nada para o pessoal da Vila, promete, promete? <\/p>\n<p>&#8212; Prometo, mas por qu\u00ea?<\/p>\n<p>&#8212; Depois do esc\u00e2ndalo que eu fiz, se eles souberem que eu havia esquecido o casaco em casa, eles n\u00e3o me olham mais na cara&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o vou lembrar o nome da rua. <\/p>\n<p>Sei que era (e ainda deve ser) uma travessa da rua Lins de Vasconcelos, no Cambuci.<\/p>\n<p>Entre o segundo e terceiro quarteir\u00e3o da tal rua,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-12160","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-parangoles"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12160","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12160"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12160\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13943,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12160\/revisions\/13943"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12160"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12160"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12160"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}