{"id":12194,"date":"2012-04-10T00:00:00","date_gmt":"2012-04-10T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:24:52","modified_gmt":"2017-09-15T19:24:52","slug":"o-mundo-a-aldeia-e-o-infinito-blogar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/o-mundo-a-aldeia-e-o-infinito-blogar\/","title":{"rendered":"O mundo, a aldeia e o infinito blogar"},"content":{"rendered":"<p>No post de ontem, prometi comentar dois assuntos.<\/p>\n<p>Escrevi demais sobre o primeiro \u2013 e deixei o segundo para hoje.<\/p>\n<p>\u00c9 s\u00f3 uma curiosidade que gostaria de compartilhar com voc\u00eas, leitores.<\/p>\n<p>Ou melhor seria cham\u00e1-los de internautas?<\/p>\n<p>Como devo cham\u00e1-los?<\/p>\n<p>Ainda hoje tenho d\u00favida.<\/p>\n<p>Prefiro leitores, mas j\u00e1 me orientaram que o correto \u00e9 internautas.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, o assunto de hoje est\u00e1 neste contexto.<\/p>\n<p>Ontem, fui conferir a audi\u00eancia deste modesto blog para ver como est\u00e1 o desempenho do p\u00fablico ledor, neste m\u00eas. <\/p>\n<p>Acessei os boletins do Uol Host \u2013 e constatei que estamos longe de ser um campe\u00e3o de audi\u00eancia. <\/p>\n<p>Nenhuma novidade.<\/p>\n<p>Surpreendeu-me, por\u00e9m, o \u00edndice de p\u00e1ginas lidas.<\/p>\n<p>Diz l\u00e1:<\/p>\n<p>62 por cento de p\u00e1ginas lidas t\u00eam proced\u00eancia nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>No Brasil, o \u00edndice vai um tantinho al\u00e9m de 30 por cento.<\/p>\n<p>E ainda aparecem leitores em pa\u00edses diversos como Fran\u00e7a, Ucr\u00e2nia, Rep\u00fablica da China, Portugal etc.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Para este humilde escriba \u2013 que s\u00f3 aparece como \u201ccidad\u00e3o ilustre\u201d no site do bairro do Cambuci \u2013 foi um susto.<\/p>\n<p>A constata\u00e7\u00e3o prop\u00f4s uma s\u00e9rie de reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>A primeira delas \u00e9 a doce contradi\u00e7\u00e3o de que escrevemos para o mundo \u2013 e para n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p>Pois, nos dias atuais, nunca se sabe ao certo quem \u00e9 \u2013 ou ser\u00e1 \u2013 o nosso leitor.<\/p>\n<p>E a\u00ed vem uma batelada de quest\u00f5es.  <\/p>\n<p>Onde ele vive? <\/p>\n<p>O que pensa? <\/p>\n<p>Quais seus sonhos e perspectivas? <\/p>\n<p>Como ele nos encontra na web?<\/p>\n<p>Por que l\u00ea o que escrevemos?<\/p>\n<p>Se ele retorna ao blog ou nos esquece no instante seguinte?<\/p>\n<p>Quest\u00f5es, diga-se, infinitas, e sem respostas precisas.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Cada vez mais associo o blogueiro \u00e0 imagem do n\u00e1ufrago a lan\u00e7ar, mar afora, a garrafa com uma mensagem dentro.<\/p>\n<p>Quem vai encontr\u00e1-la?<\/p>\n<p>Eis o desafio&#8230;<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>Para quem come\u00e7ou na reportagem de rua, ainda nos idos dos anos 70, batucando uma velha Olivetti, fica claro que o mundo mudou.<\/p>\n<p>A pegada \u00e9 outra, ensinam os arautos dos novos tempos.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 mesmo?<\/p>\n<p>VI.<\/p>\n<p>S\u00e3o de 1968, o ano que n\u00e3o acabou, os versos e a perplexidade de Caetano Veloso em \u201cAlegria Alegria\u201d:<\/p>\n<p>\u201cQuem l\u00ea tanta not\u00edcia?\u201d<\/p>\n<p>Anos depois, fui ouvir o jornalista Mino Carta, refer\u00eancia para minha gera\u00e7\u00e3o, sobre o papel dos jornais regionais naquele momento crucial da vida pol\u00edtica social brasileira.<\/p>\n<p>Citou Dostoievski:<\/p>\n<p>\u201cPara ser universal basta falar de sua aldeia\u201d. <\/p>\n<p>De algum modo, at\u00e9 intuitivamente, \u00e9 por a\u00ed que caminhamos&#8230;<\/p>\n<p>VII.<\/p>\n<p>Uma \u00faltima quest\u00e3o, confesso, assola minh\u2019alma.<\/p>\n<p>Quem ser\u00e1 que me l\u00ea na long\u00ednqua Ucr\u00e2nia?<\/p>\n<p>Ser\u00e1 o Dentinho ou a namorada dele: a Mulher Sambambaia?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No post de ontem, prometi comentar dois assuntos.<\/p>\n<p>Escrevi demais sobre o primeiro \u2013 e deixei o segundo para hoje.<\/p>\n<p>\u00c9 s\u00f3 uma curiosidade que gostaria de compartilhar com voc\u00eas,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12194","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12194","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12194"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12194\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15796,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12194\/revisions\/15796"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12194"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12194"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12194"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}