{"id":12250,"date":"2012-06-16T00:00:00","date_gmt":"2012-06-16T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:23:55","modified_gmt":"2017-09-15T19:23:55","slug":"bons-e-inesqueciveis-tempos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/bons-e-inesqueciveis-tempos\/","title":{"rendered":"Bons e inesquec\u00edveis tempos"},"content":{"rendered":"<p>Encontrei o amigo Carlos \u00e0 saida do sal\u00e3o do Chiquinho Capponaro.<\/p>\n<p>Ele estava chegando; e eu saindo.<\/p>\n<p>&#8212; Tamb\u00e9m vim dar um tapa no telhado, explicou sorridente.<\/p>\n<p>Como bom anfitri\u00e3o, Chiquinho entendeu logo que n\u00e3o nos v\u00edamos h\u00e1 temps e resolveu dar um descanso para as tesouras por alguns minutos. <\/p>\n<p>Fez melhor: liberou um caf\u00e9zinho esperto para a rapaziada.<\/p>\n<p>&#8212; Aproveitem para por a conversda em dia e lembrar os bons tempos.<\/p>\n<p>Dito e feito.<\/p>\n<p>Em segundos, est\u00e1vamos revivendo os bons tempos em que and\u00e1vamos pelas reda\u00e7\u00f5es dessa desvairada Paulic\u00e9ia.<\/p>\n<p>&#8212; N\u00e3o tinha tempo ruim. Est\u00e1vamos em todas, lembrou o amigo.<\/p>\n<p>Concordei de imediato.<\/p>\n<p>Ambos trabalh\u00e1vamos no que hoje chamam de Caderno de Cultura. Carlos escrevia sobre cinema \u2013 e eu sobre m\u00fasica popular brasileira.<\/p>\n<p>Vez em quando, um invadia a \u00e1rea do outro.<\/p>\n<p>N\u00e3o era dif\u00edcil trombar com o Carl\u00e3o na pr\u00e9-estreia de um show. <\/p>\n<p>Eu, cara de pau que s\u00f3, n\u00e3o perdia uma cabine de lan\u00e7amento que todas as noites de segunda-feira acontecia no audit\u00f3rio do Macksoud Plaza.<\/p>\n<p>Velhos e bons e inesquec\u00edveis tempos.<\/p>\n<p>A bem da verdade, nunca trabalhamos juntos. Na mesma reda\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Uma pena&#8230;<\/p>\n<p>Em determinada ocasi\u00e3o convidei o amigo para colaborar (sem \u00f4nus para o jornal, \u00f3bvio) com um precursor dos modernos infogr\u00e1ficos de hoje que outro amigo, o Cl\u00f3vis Naconecy, criou para incrementar a se\u00e7\u00e3o Bom Programa do nosso breve e valente Jornal da Mooca.<\/p>\n<p>O esquema era simples de tudo.<\/p>\n<p>No fundo, n\u00e3o passava de uma divertida brincadeira.<\/p>\n<p>Em um quadro, alinh\u00e1vamos o nome dos filmes em cartaz na cidade. No espa\u00e7o reservado aos nossos nomes, \u00edamos avaliando cada um deles. <\/p>\n<p>Para tanto, us\u00e1vamos o crit\u00e9rio das bolinhas. Assim: uma bolinha, p\u00e9ssimo; duas, razo\u00e1vel; tr\u00eas, regular; quatro, bom; cinco, \u00f3timo. <\/p>\n<p>Para estimular nossa inventividade, precis\u00e1vamos consolidar nossa opini\u00e3o com um brev\u00edssimo coment\u00e1rio. Duas ou tr\u00eas palavras, que coubessem no reduzid\u00edssimo espa\u00e7o do quadradinho que nos cabia.<\/p>\n<p>Havia uma competi\u00e7\u00e3o entre n\u00f3s para mostrar quem era o mais criativo.<\/p>\n<p>N\u00e3o faltaram algumas discuss\u00f5es tamb\u00e9m. Bastava que um achasse tal filme \u00f3timo(cinco bolinhas) e outro o definisse como apenas razo\u00e1vel (duas bolinhas)para que o \u2018fechamento\u2019 da edi\u00e7\u00e3o fosse tocado a provoca\u00e7\u00f5es e muita pol\u00eamica.<\/p>\n<p>Velhos e bons e inesquec\u00edveis tempos.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, quando estava me despedindo, o amigo prop\u00f4s um desafio. <\/p>\n<p>&#8212; V\u00e1 assistir \u201cVioleta foi para o c\u00e9u\u201d. \u00d3timo. Cinco bolinhas. Um soco no est\u00f4mago.<\/p>\n<p>Continua afiado, o Carl\u00e3o.<\/p>\n<p>Acabo de sair do cinema.<\/p>\n<p>A cinebiografia da chilena Violeta Parra (1917\/1967) \u00e9 mesmo emocionante.<\/p>\n<p>N\u00e3o muito. Mas, ouso discordar do amigo. <\/p>\n<p>Dou-lhe quatro bolinhas.<\/p>\n<p>E o coment\u00e1rio restringe-se ao padr\u00e3o de duas palavras:<\/p>\n<p>Vida dilacerada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encontrei o amigo Carlos \u00e0 saida do sal\u00e3o do Chiquinho Capponaro.<\/p>\n<p>Ele estava chegando; e eu saindo.<\/p>\n<p>&#8212; Tamb\u00e9m vim dar um tapa no telhado, explicou sorridente.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12250","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12250","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12250"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12250\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15746,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12250\/revisions\/15746"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12250"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12250"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12250"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}