{"id":12289,"date":"2012-08-07T00:00:00","date_gmt":"2012-08-07T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:23:50","modified_gmt":"2017-09-15T19:23:50","slug":"caetano-70-anos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/caetano-70-anos\/","title":{"rendered":"Caetano, 70 anos"},"content":{"rendered":"<p>\u201cPena de pav\u00e3o de krishna<br \/>\nMaravilha, vix\u00ea&#8230; Ma&#8230;<br \/>\n&#8230;ria, m\u00e3e de Deus.<br \/>\nSer\u00e1 que esses olhos<br \/>\ns\u00e3o meus.\u201d<\/p>\n<p>Caetano Veloso, que hoje completa 70 anos, \u00e9 um dos raros pontos futuros na m\u00fasica popular. <\/p>\n<p>O \u00fanico capaz de uma rima como a  que fez em \u201cTrilhos Urbanos\u201d e que abre, diria triunfalmente, o post de hoje.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Vou lhes dizer&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o foram raras as vezes que me senti tal e qual aquele personagem do filme \u201cFale Com Ela\u201d de Almodovar que, ap\u00f3s ouvir Caetano Veloso cantar, conclui, olhos marejados, mais do que entregue:<\/p>\n<p>&#8212; Esse cara me emociona!<\/p>\n<p>No filme, Caetano canta \u201cCucurrucucu Paloma\u201d.<\/p>\n<p>A cena \u00e9 o que h\u00e1.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Desconfio que \u00e9 assim desde a primeira can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Era garoto, e cismei de aprender viol\u00e3o. Dedos curtos, de pouca elasticidade; sejamos francos, sem nenhum talento para me embrenhar nas disson\u00e2ncias da bossa nova, a professora resolveu facilitar as coisas para mim. Trouxe a letra de \u201c\u00c9 de Manh\u00e3\u201d cifrada, e me fez ouvir v\u00e1rias vezes a can\u00e7\u00e3o (que pouco tocava no r\u00e1dio) do jovem e promissor baiano.<\/p>\n<p>Fez mais, e melhor para tentar me convencer a toc\u00e1-la.<\/p>\n<p>&#8212; Os acordes s\u00e3o quase os mesmos de \u201cMas Que Nada\u201d, \u201cChove Chuva\u201d e \u201cPor Causa de Voc\u00ea, Menina\u201d. S\u00f3 mudam a batida e a divis\u00e3o.<\/p>\n<p>Fiquei encantado com a letra.<\/p>\n<p>Vontade de viver um amor assim. Ter uma flor amada, que \u00e9 mais que a madrugada e que, por ela, o galo cocoroc\u00f4.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>N\u00e3o preciso dizer, mas digo.<\/p>\n<p>N\u00e3o vinguei como violonista. Mas, continuei ligado em m\u00fasica. Primeiro como torcedor apaixonado pelos festivais, depois como inveterado colecionador de discos e, ali, pelos anos 70 e 80, como rep\u00f3rter na \u00e1rea de m\u00fasica popular brasileira.<\/p>\n<p>Tive o privil\u00e9gio de entrevist\u00e1-lo algumas vezes. <\/p>\n<p>(Eram comuns as coletivas para a Imprensa.)<\/p>\n<p>Em todo esse modesto trajeto, o baiano de Santo Amaro da Purifica\u00e7\u00e3o se fez presente.<\/p>\n<p>E de maneira not\u00e1vel, tanto como autor quanto como int\u00e9rprete.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o poucas as can\u00e7\u00f5es que fazem parte da trilha sonora da vida do blogueiro.<\/p>\n<p>\u00c9 uma lista t\u00e3o extensa que nem vale \u00e0 pena aqui reproduzi-la.<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>Vale, no entanto, o registro daquele considero como um dos versos mais bonitos da MPB:<\/p>\n<p>\u201c\u00c9s um senhor t\u00e3o bonito<br \/>\nQuanto a cara do meu filho.<br \/>\nTempo, tempo, tempo, tempo&#8230;\u201d<\/p>\n<p>(Ora\u00e7\u00e3o ao Tempo)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cPena de pav\u00e3o de krishna<br \/>\nMaravilha, vix\u00ea&#8230; Ma&#8230;<br \/>\n&#8230;ria, m\u00e3e de Deus.<br \/>\nSer\u00e1 que esses olhos<br \/>\ns\u00e3o meus.\u201d<\/p>\n<p>Caetano Veloso, que hoje completa 70 anos,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12289","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12289","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12289"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12289\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15709,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12289\/revisions\/15709"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12289"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12289"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12289"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}