{"id":12334,"date":"2012-10-03T00:00:00","date_gmt":"2012-10-03T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:22:43","modified_gmt":"2017-09-15T19:22:43","slug":"consideracoes-sobre-o-caso-alex-e-o-fenerbahce","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/consideracoes-sobre-o-caso-alex-e-o-fenerbahce\/","title":{"rendered":"Considera\u00e7\u00f5es sobre o caso Alex e o Fenerbahce"},"content":{"rendered":"<p>Quero hoje lhes falar do craca\u00e7o Alex, que jogou no Coritiba, Palmeiras, Cruzeiro, entre outras equipes e deixou uma enorme saudade em seus torcedores, pelo fino trato da bola.<\/p>\n<p>Parto da hist\u00f3ria que o rapaz est\u00e1 vivendo para propor algumas reflex\u00f5es aos meus am\u00e1veis e fi\u00e9is cinco ou seis leitores.<\/p>\n<p>Aviso, de antem\u00e3o. <\/p>\n<p>Para mim, ele seria o camisa 10 de todas as sele\u00e7\u00f5es brasileiras, de 2002 para c\u00e1.<\/p>\n<p>Nunca entendi o descaso com que os sucessivos t\u00e9cnicos do escrete trataram o talento do boleiro nesses anos todos. Disseram que a fina amizade que  ele dedica a Vanderley Luxemburgo foi o grande obst\u00e1culo. N\u00e3o sei. N\u00e3o tenho como saber. <\/p>\n<p>A vida tem l\u00e1 suas mazelas, sabemos bem.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Pois ent\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Por uma dessas mazelas do destino de cada um, o boleiro n\u00e3o vingou em um dos grandes-grandes da Europa como deveria, um Madri, um Barcelona, um Milan&#8230; E foi parar com sua bola redonda na Turquia \u2013 e l\u00e1 ficou por oito longos anos. Fez hist\u00f3ria no tal Fener&#8230; Um momento que vou ao Google saber a grafia correta do nome do clube&#8230; Fenerbahce. Tantos foram os gols bonitos e decisivos e tamanhas as proezas em campo que o atleta ganhou est\u00e1tua em pra\u00e7a p\u00fablica h\u00e1 pouco mais de duas semanas.<\/p>\n<p>Os torcedores o adoram, idolatram.<\/p>\n<p>S\u00f3 que, no in\u00edcio desta semana, o pr\u00f3prio Alex anuncia nas redes sociais que seu contrato foi rescindido, e que deixaria o clube sem maiores delongas.<\/p>\n<p>O novo t\u00e9cnico (permitam-me n\u00e3o me dar ao trabalho de procurar o nome do fulano no Google) n\u00e3o tolerou a lideran\u00e7a natural do brasileiro entre os companheiros e junto \u00e0 torcida local e o afastou em nome da nova ordem, do novo projeto.<\/p>\n<p>O boleiro teve uma reuni\u00e3o com a Presid\u00eancia do clube que endossou a postura do chefete do vesti\u00e1rio e ofereceu duas alternativas. Ele poderia treinar em separado at\u00e9 o fim do compromisso ou o liberaria para procurar outro clube.<\/p>\n<p>N\u00e3o durou tr\u00eas minutos a reuni\u00e3o.<\/p>\n<p>Preferiu sair.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Mudo o cen\u00e1rio, mas continuo no mesmo tema. <\/p>\n<p>Dia desses, antes do epis\u00f3dio supracitado, encontrei um velho amigo nos bares da vida. L\u00e1 pelas tantas enveredamos a comentar sobre nossas trajet\u00f3rias profissionais, alegrias e tristezas, feitos e desfeitos&#8230; Coisas de sessent\u00f5es nost\u00e1lgicos.<\/p>\n<p>L\u00e1 pelas tantas senti uma (in)certa melancolia no semblante do meu interlocutor.<br \/>\nInfelizmente, nem tudo \u00e9 exatamente como a gente quer.<\/p>\n<p>Tentei mudar o rumo da conversa, em v\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o me ficou claro aonde a roda enroscou para ele, mas enroscou \u2013 e ele n\u00e3o conseguiu assimilar.<\/p>\n<p>&#8212; Deixei parte da minha vida naquela empresa, ressaltou.<\/p>\n<p>No ato, e de imediato, lembrei o Tonico Marques, meu primeiro editor, e uma m\u00e1xima que dizia sempre que algu\u00e9m se lamuriava que n\u00e3o lhe valorizavam o quanto merecia, fosse o patr\u00e3o, fosse o chefinho de plant\u00e3o, fosse a dona da pens\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>&#8212; Meu caro, a gente pode tudo nessa vida. S\u00f3 n\u00e3o devemos esperar pela gratid\u00e3o e pelo reconhecimento de ningu\u00e9m. Se vier, ser\u00e1 bem-vindo. Se n\u00e3o vier&#8230; N\u00e3o h\u00e1 nada a fazer sen\u00e3o partir para outra.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Bola pra frente, Alex!<\/p>\n<p>H\u00e1 uma pl\u00eaiade de clubes brasileiros interessada em sua arte.<\/p>\n<p>Quanto ao meu chapinha, deve estar por a\u00ed a ruminar a tristeza das coisas que se perderam&#8230; (Ou seria s\u00f3 o efeito de um uisquinho a mais?)<\/p>\n<p>Nada concluo, meus caros.<\/p>\n<p>Deixo apenas o recado.<\/p>\n<p>\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o que, mais cedo ou mais tarde, todos enfrentaremos&#8230;<\/p>\n<p>O Benjor tem um samba-funk que d\u00e1 a receita em versos e suingue.<\/p>\n<p>Diz assim:<\/p>\n<p>\u201cSubir, descer, entrar, sair&#8230;<br \/>\nFaz parte do talento individual de cada um.\u201d<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se resolve, mas ajuda. Melhora o humor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quero hoje lhes falar do craca\u00e7o Alex, que jogou no Coritiba, Palmeiras, Cruzeiro, entre outras equipes e deixou uma enorme saudade em seus torcedores, pelo fino trato da bola.<\/p>\n<p>Parto da hist\u00f3ria que o rapaz est\u00e1 vivendo para propor algumas reflex\u00f5es aos meus am\u00e1veis e fi\u00e9is cinco ou seis leitores.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12334","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12334","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12334"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12334\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15664,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12334\/revisions\/15664"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12334"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12334"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12334"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}