{"id":12342,"date":"2012-10-26T00:00:00","date_gmt":"2012-10-26T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:22:42","modified_gmt":"2017-09-15T19:22:42","slug":"parabens-bituca","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/parabens-bituca\/","title":{"rendered":"Parab\u00e9ns, Bituca!"},"content":{"rendered":"<p>A melhor m\u00fasica de Milton Nascimento?<\/p>\n<p>Para mim, continua sendo \u201cTravessia\u201d que o lan\u00e7ou para o estrelato (nunca imaginei escrever essa palavra). Na ocasi\u00e3o, ganhou inclusive o pr\u00eamio de \u201cmelhor cantor\u201d do Festival Internacional da Can\u00e7\u00e3o, em 1967, e chamou a aten\u00e7\u00e3o de grandes nomes da MPB.<\/p>\n<p>Elis, por exemplo, ficou apaixonada pelo timbre diferenciado do int\u00e9rprete e pelas composi\u00e7\u00f5es deste carioca\/mineiro \u2013 nasceu no Rio e foi criado em Tr\u00eas Pontas. <\/p>\n<p>Logo nossa maior cantora gravou \u201cCan\u00e7\u00e3o do Sal\u201d e outras tantas da dupla Milton e Fernando Brant.<\/p>\n<p>A bem da verdade, o talento de Milton impressionou seus pares da cena art\u00edstica desde cedo.<\/p>\n<p>Quando saiu de Minas para tentar a sorte no \u2018sulmaravilha\u2019, foi acolhido em S\u00e3o Paulo por dois dos maiores cantores da \u00e9poca: o saudoso Agostinho do Santos e o grande Jair Rodrigues. Milton chegou a morar na casa deles enquanto se apresentava na noite paulistana.<\/p>\n<p>Conta-se que foi Agostinho do Santos que, contra a vontade e a timidez de Milton, inscreveu \u201cTravessia\u201d no FIC e obrigou o pr\u00f3prio autor a interpret\u00e1-la, diante de um Maracan\u00e3zinho lotado e, por vezes, ensandecido.<\/p>\n<p>&#8212; Vai l\u00e1, e mostra quem voc\u00ea \u00e9, rapaz!<\/p>\n<p>At\u00e9 bem pouco tempo atr\u00e1s, Jair Rodrigues guardava entre as rel\u00edquias de sua not\u00e1vel carreira o caderno em que o cantor\/compositor escreveu originalmente os versos da can\u00e7\u00e3o que o consagrou.<\/p>\n<p>Entrevistei Milton Nascimento algumas vezes ao longo de minha carreira de rep\u00f3rter.<\/p>\n<p>No in\u00edcio, era monossil\u00e1bico, t\u00edmido em suas declara\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Depois, foi se soltando diante dos rep\u00f3rteres.<\/p>\n<p>Quase n\u00e3o o reconheci da \u00faltima vez que falamos. Ele havia gravado o \u00e1lbum \u201cCrooner\u201d em reverencia aos hits que cantou nos bailes da vida, no in\u00edcio de sua carreira. Eu fui designado para acompanh\u00e1-lo na visita que fez a um dos sal\u00f5es de baile em S\u00e3o Paulo para divulgar o disco e o show. Estava euf\u00f3rico, falante que s\u00f3. <\/p>\n<p>Dizia-se entusiasmado por reviver suas origens de cantor de orquestra.<\/p>\n<p>&#8211; Estou que \u00e9 s\u00f3 emo\u00e7\u00e3o, confessou.<\/p>\n<p>Emo\u00e7\u00e3o que impregnou a estreia do show  que fez dias depois \u2013 e que se espalhou para a toda embevecida plateia, sentimento raro, \u00fanico, que s\u00f3 os grandes artistas, como Milton (que hoje completa 70 anos) consegue nos transmitir.<\/p>\n<p>Parab\u00e9ns, Bituca!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A melhor m\u00fasica de Milton Nascimento?<\/p>\n<p>Para mim, continua sendo \u201cTravessia\u201d que o lan\u00e7ou para o estrelato (nunca imaginei escrever essa palavra). 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