{"id":12350,"date":"2012-11-02T00:00:00","date_gmt":"2012-11-02T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:22:41","modified_gmt":"2017-09-15T19:22:41","slug":"nao-salvaram-o-jorge","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/nao-salvaram-o-jorge\/","title":{"rendered":"N\u00e3o salvaram o Jorge"},"content":{"rendered":"<p>Por obra e gra\u00e7a de compromissos profissionais, s\u00f3 ontem \u00e0 noite parei diante da TV para ver as cenas da novela \u201cSalve Jorge\u201d, de Gl\u00f3ria Perez. <\/p>\n<p>N\u00e3o sou l\u00e1 um grande noveleiro, mas especialmente esta produ\u00e7\u00e3o me chamou a aten\u00e7\u00e3o por dois motivos b\u00e1sicos.<\/p>\n<p>A saber: <\/p>\n<p>1 \u2013 mesmo palmeirense, sou devoto de S\u00e3o Jorge desde os quatro anos de idade, quando, no dia do meu anivers\u00e1rio, ganhei uma imagem do santo de uma amiga de minha m\u00e3e. Imagem que ainda hoje existe em um arremedo de altar na casa da Dona Yolanda, a quem pe\u00e7o b\u00ean\u00e7\u00e3os todos as manh\u00e3s.<\/p>\n<p>2 \u2013 sou f\u00e3 de Benjor desde os tempos em que ele atendia pelo nome de Jorge Ben e misturou bossa-nova, samba, i\u00eai\u00eai\u00ea, funk e outtras milongas mais e criou hits eternos como \u201cMas Que Nada\u201d, \u201cChove Chuva\u201d, \u201cPa\u00eds Tropical\u201d, entre outros que ainda hoje sacolejam mundo afora. <\/p>\n<p>Benjor tamb\u00e9m \u00e9 devoto do Santo Terreiro e reverenciou essa f\u00e9 em, pelo menos, cinco can\u00e7\u00f5es inventivas, pulsantes, definitivas: \u201cDomingo 23\u201d, gravada no disco Ben (1973); \u201cJorge da Capad\u00f3cia\u201d, em Solta o Pav\u00e3o (1975), \u201cA Hist\u00f3ria de Jorge\u201d e \u201cCavaleiro do Cavalo Imaculado\u201d, em \u00c1frica Brasil (1976) e \u201cCowboy Jorge\u201d em BenJor (1989) e regravada no CD 23, em 1993.<\/p>\n<p>Como \u00e9 comum na obra benjorniana, as can\u00e7\u00f5es ganharam dezenas de vers\u00f5es nas vozes de int\u00e9rpretes de diversas gera\u00e7\u00f5es. Desconfio que \u201cJorge da Capad\u00f3cia\u201d seja a mais conhecida delas e a que consagrou o refr\u00e3o: <\/p>\n<p>\u201cSalve Jorge <\/p>\n<p>E viva, viva&#8230; <\/p>\n<p>Viva Jorge\u201d<\/p>\n<p>Refr\u00e3o que gerou o t\u00edtulo da novela.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Pois, ent\u00e3o, meus caros&#8230;<\/p>\n<p>Estava curioso para saber qual dessas preciosidades fariam parte da trilha da novela \u2013 ou quem sabe, mui merecidamente fosse a faixa de abertura.<\/p>\n<p>Ledo engano, amigos.<\/p>\n<p>Ledo engano.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 qualquer refer\u00eancia ao Babulina. Foi trocado por um Roberto Carlos a despencar para o sertanejo pop e pelo samba-funk do Seo Jorge na m\u00fasica tema, claramente inflenciado pelos  versos e pela levada do inigual\u00e1vel Benjor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por obra e gra\u00e7a de compromissos profissionais, s\u00f3 ontem \u00e0 noite parei diante da TV para ver as cenas da novela \u201cSalve Jorge\u201d, de Gl\u00f3ria Perez. <\/p>\n<p>N\u00e3o sou l\u00e1 um grande noveleiro,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12350","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12350","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12350"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12350\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15649,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12350\/revisions\/15649"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12350"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12350"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12350"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}