{"id":12394,"date":"2012-12-17T00:00:00","date_gmt":"2012-12-17T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:22:36","modified_gmt":"2017-09-15T19:22:36","slug":"as-bancas-de-dezembro-final","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/as-bancas-de-dezembro-final\/","title":{"rendered":"As bancas de dezembro (final)"},"content":{"rendered":"<p>Ao longo destes primeiros dias de dezembro, o Blog destacou os trabalhos de conclus\u00e3o do curso de jornalismo da Universidade Metodista de S\u00e3o Paulo que me chegaram \u00e0s m\u00e3os neste fim de ano letivo de 2012. Ora como orientador, ora como avaliador, trabalhei em quase duas dezenas de bancas, incluindo as monografias da p\u00f3s em jornalismo esportivo da FAAP.<\/p>\n<p>Fiz quest\u00e3o de tornar p\u00fablico o resultado desses trabalhos por claros motivos que narro a seguir: <\/p>\n<p>1 &#8211; A cada ano, me conven\u00e7o que os rumos do novo jornalismo (h\u00e1 quem duvide que o jornalismo que hoje se faz seja verdadeiramente novo e, se um dia, ter\u00e1 mesmo algum rumo daqui para frente) passa indelevelmente pelos olhos, m\u00e3os, mente e cora\u00e7\u00e3o desta garotada que faz e desfaz e est\u00e1 na dela, sem medo de ser feliz.<\/p>\n<p>2 &#8211; O jornalista, como mediador das demandas sociais, vive agora tempos de maior diversifica\u00e7\u00e3o e, digamos, interatividade. N\u00e3o h\u00e1 mais temas mais nobres que outros. Todos comp\u00f5em o tecido social capaz de revelar a sociedade como ela \u00e9, sem rodeios e distin\u00e7\u00f5es. Falamos, nesses trabalhos, de pol\u00edtica, cultura, empreendedorismo, esportes, comportamento, entre outros. Da hist\u00f3ria do r\u00e1dio \u00e0 rever\u00eancia mais do que tocante \u00e0 obra do saudoso fotojornalista Jo\u00e3o Bittar, tratou-se de tudo um pouco.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, o que n\u00e3o faltou nessas bancas foram momentos inesquec\u00edveis.<\/p>\n<p>3 &#8211; Como jornalista, professor e orientador ressalto que um desses momentos foi a apresenta\u00e7\u00e3o do livrorreportagem \u201cSem Aviso \u2013 Hist\u00f3rias Interrompidas dos Moradores do Pinheirinho\u201d.  As autoras \u2013 Amanda Sartori, Beatriz Longuini, Mariana Anauate, Michelle Navarro, Patr\u00edcia Faermann e Talita Lima \u2013 acompanharam, durante seis meses, o dia-a-dia dos antigos moradores do bairro do Pinheirinho, em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos. Recuperaram hist\u00f3rias do dia da truculenta desocupa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea, promovida pelas autoridades constitu\u00eddas. Ouviram o desalento dos sonhos desfeitos e a esperan\u00e7a que ainda cultivam de reaver um lugar para morar e ser feliz.<\/p>\n<p>Participei da banca ao lado do professor e jornalista Jorge Tarquini e do renomado jornalista Luiz Nassif. Ficamos bem impressionados com a postura cr\u00edtica das jovens. Mesmo preservando a isen\u00e7\u00e3o que a profiss\u00e3o pressup\u00f5e, entenderam que o papel social do jornalista, neste preciso momento, \u00e9 dar voz e vez \u00e0quela gente que, apesar de todos os pesares, o ainda cr\u00ea em um amanh\u00e3 socialmente mais justo e promissor.<\/p>\n<p>4 &#8211; Nassif, a prop\u00f3sito, fez coment\u00e1rio bastante emblem\u00e1tico durante a apresenta\u00e7\u00e3o do trabalho: \u201cAntigamente se dizia que n\u00e3o era preciso cursar uma faculdade de jornalismo, pois em seis meses em uma Reda\u00e7\u00e3o o indiv\u00edduo aprendia tudo o que precisava para ser um bom jornalista. Hoje, temo que a rela\u00e7\u00e3o seja inversa. Seis meses na reda\u00e7\u00e3o de um grande jornal, pode fazer com que o jornalista formado desaprenda tudo o que aprendeu na faculdade.\u201d <\/p>\n<p>Parab\u00e9ns \u00e0s meninas do Pinheirinho e a todos os formandos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo destes primeiros dias de dezembro, o Blog destacou os trabalhos de conclus\u00e3o do curso de jornalismo da Universidade Metodista de S\u00e3o Paulo que me chegaram \u00e0s m\u00e3os neste fim de ano letivo de 2012.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12394","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12394","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12394"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12394\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15608,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12394\/revisions\/15608"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12394"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12394"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12394"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}