{"id":12398,"date":"2012-12-21T00:00:00","date_gmt":"2012-12-21T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:22:35","modified_gmt":"2017-09-15T19:22:35","slug":"um-papai-noel-daqueles-3","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/um-papai-noel-daqueles-3\/","title":{"rendered":"Um Papai Noel daqueles&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o podia esquecer quem era a partir daquele momento. <\/p>\n<p>Papai Noel.<\/p>\n<p>Isso mesmo.<\/p>\n<p>Encarnaria agora o bom-velhinho que mora nos confins do Polo Norte e s\u00f3 no Natal d\u00e1 as caras e barbas por aqui para presentear todas as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Inflou os pulm\u00f5es e repetiu em voz alta para melhor convencer a si pr\u00f3prio:<\/p>\n<p>&#8212; Todas as crian\u00e7as, ok?<\/p>\n<p>S\u00f3 assim se convenceria da grande \u2013 e hist\u00f3rica \u2013 empreitada que assumira perante os colegas da Funda\u00e7\u00e3o, onde trabalhava.<\/p>\n<p>Tivera um excelente ano. Foi promovido a chefe da se\u00e7\u00e3o, at\u00e9 lhe sobrara alguns trocados para um final de ano mais alentado. Al\u00e9m do que, o time do cora\u00e7\u00e3o pode tirar passaporte e, por fim, tingiu a Am\u00e9rica e o mundo de branco e preto.<\/p>\n<p>A promessa era mais do que cab\u00edvel.<\/p>\n<p>Seria cumprida&#8230;<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Para completar sua felicidade, s\u00f3 faltava mesmo convencer a morena sestrosa, que atendia pelo nome de Marta, a seguir com ele vida afora.<\/p>\n<p>Mas, se o mundo n\u00e3o acabasse nesta sexta-feira, Reinaldo Caubi  (o nome foi certamente um exagero da m\u00e3e, f\u00e3 incondicional do int\u00e9rprete de \u201cConcei\u00e7\u00e3o\u201d) tinha certeza. Em 2013, Martinha n\u00e3o lhe escaparia.<\/p>\n<p>Seria sua, eternamente, sua.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Marta \u00e9 mo\u00e7a s\u00e9ria. Fala ingl\u00eas e castelhano fluentemente, fez p\u00f3s na PUC \u2013 e \u00e9 evang\u00e9lica. Dessas que n\u00e3o permite qualquer tipo de brincadeira, especialmente quando se fala em religi\u00e3o. Ali\u00e1s, pensando bem, ela n\u00e3o aprovaria nada, nada, essa hist\u00f3ria de se passar por Papai Noel, desfilar pelas ruas em carro de bombeiro, sirene ligada a chamar a aten\u00e7\u00e3o de todos para a a\u00e7\u00e3o beneficente que est\u00e1 fazendo. Quer dar presentes para as crian\u00e7as carentes que d\u00ea, \u00e9 louv\u00e1vel a atitude, Mas fazer esse oba-oba, ah!, isso \u00b4demais de conta.<\/p>\n<p>N\u00e3o foram esses os ensinamentos do verdadeiro e \u00fanico Deus que se fez homem e veio nos redimir sob o nome de Jesus.<\/p>\n<p>Se Marta descobrisse que era ele quem estava debaixo daquela rid\u00edcula roupa vermelha, com aquelas barbas e cabeleira posti\u00e7as ao vento, n\u00e3o lhe perdoaria.<\/p>\n<p>Seria o fim.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Refletiu&#8230; <\/p>\n<p>No hor\u00e1rio em que aconteceria o fusu\u00ea, ela estaria trabalhando. <\/p>\n<p>Compenetrada do jeito que era para dar conta do servi\u00e7o, jamais sairia \u00e0 rua para ver o que estava acontecendo.<\/p>\n<p>Mesmo assim, n\u00e3o quis correr riscos.<\/p>\n<p>Como medida de seguran\u00e7a, em todas as paradas do caminh\u00e3o de bombeiros para as doa\u00e7\u00f5es, s\u00f3 falaria o habitual \u201chohoho\u201d \u2013 e nada mais.<\/p>\n<p>Nem sorrir sorriria.<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>Foi a \u00fanica exig\u00eancia que fez ao pessoal do trabalho:<\/p>\n<p>&#8212; Eu topo sair de Papai Noel, at\u00e9 porque \u00e9 uma forma legal de agradecer tudo o que eu e om meu time recebemos neste ano. Mas, ningu\u00e9m pode contar a hist\u00f3ria para a Marta. Se ela souber, ser\u00e1 o fim.<\/p>\n<p>Todos toparam. At\u00e9 porque Caubi falava o dia inteiro da mo\u00e7a. Mas, nunca a apresentou a ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>*amanh\u00e3 continua&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o podia esquecer quem era a partir daquele momento. <\/p>\n<p>Papai Noel.<\/p>\n<p>Isso mesmo.<\/p>\n<p>Encarnaria agora o bom-velhinho que mora nos confins do Polo Norte e s\u00f3 no Natal d\u00e1 as caras e barbas por aqui para presentear todas as crian\u00e7as.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12398","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12398","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12398"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12398\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15604,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12398\/revisions\/15604"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12398"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12398"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12398"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}