{"id":12403,"date":"2012-12-29T00:00:00","date_gmt":"2012-12-29T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:22:35","modified_gmt":"2017-09-15T19:22:35","slug":"sejamos-todos-felizes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/sejamos-todos-felizes\/","title":{"rendered":"Sejamos todos felizes&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>O blogueiro sai de f\u00e9rias.<\/p>\n<p>Volta em meados de janeiro, l\u00e1 pelo dia 20.<\/p>\n<p>Para compensar a aus\u00eancia selecionou trechos de alguns posts que escreveu ao longo desses doze meses.<\/p>\n<p>Vale conferir&#8230;<\/p>\n<p>I.<\/p>\n<p>\u201cConclui que Genova n\u00e3o \u00e9 apenas uma cidade, um porto, um peda\u00e7o da It\u00e1lia.<\/p>\n<p>\u00c9 uma id\u00e9ia.<\/p>\n<p>O sonho de ir al\u00e9m.<\/p>\n<p>De apenas existir.<\/p>\n<p>De ser ef\u00eamero e pra sempre.\u201d<\/p>\n<p>*Genova, 29 de janeiro<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>\u201cA chamada cr\u00edtica especializada e os \u2018patrulheiros\u2019 de plant\u00e3o \u2013 eu, inclusive \u2013 torciam o nariz para o g\u00eanero e sua popularidade. F\u00e1cil explicar o motivo da rejei\u00e7\u00e3o: o Brasil vivia a fase mais aguda da ditadura militar. Imaginava-se tolamente que toda a can\u00e7\u00e3o deveria ter um engajamento social para dar consci\u00eancia \u00e0s massas.<\/p>\n<p>Como entender, ent\u00e3o, versos t\u00e3o singelos \u2013 e t\u00e3o eternos por falarem \u00e0 nossa alma \u2013 como os que pautaram o primeiro sucesso do compositor Wando, na voz do Sr. Sorriso, Jair Rodrigues:<\/p>\n<p>\u201cO importante \u00e9 ser fevereiro<br \/>\ne ter carnaval para gente cantar&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Ainda bem que Wando n\u00e3o levou nosso rancor a s\u00e9rio \u2013 e fez not\u00e1vel carreira.<\/p>\n<p>Que Deus o tenha&#8230;\u201d<\/p>\n<p>*Vando e os sambeiros, 8 de fevereiro<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>\u201dA gera\u00e7\u00e3o de 42 da MPB \u2013 Caetano, Gil, Milton Nascimento, Erasmo, entre outros not\u00e1veis \u2013 preparava-se para celebrar os 70 anos do grande Babulina, apelido que ganhou entre os chegados da Tijuca em idos tempos.<\/p>\n<p>S\u00f3 que Benjor mandou avisar que h\u00e1 um equ\u00edvoco a\u00ed.<\/p>\n<p>Que nasceu em 22 de mar\u00e7o de 1945 \u2013 e n\u00e3o naquele aben\u00e7oado ano como dizem jornais, revistas e bi\u00f3grafos n\u00e3o autorizados.<\/p>\n<p>Benjor consegue confundir at\u00e9 o Wikip\u00e9dia que traz no mesmo texto as duas datas.\u201d<\/p>\n<p>*Salve Jorge, 3 de mar\u00e7o<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 quem ainda se impressione com a suposta capacidade do cronista\/blogueiro de \u201cinventar\u201d hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Eis a quest\u00e3o?<\/p>\n<p>N\u00e3o criamos nada do nada, creiam.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Talvez exageremos aqui. <\/p>\n<p>Enfeitemos o pav\u00e3o ali. <\/p>\n<p>Imaginemos coisinhas acol\u00e1.<\/p>\n<p>Mas, a fun\u00e7\u00e3o do escrivinhador \u00e9 essa mesma.<\/p>\n<p>Dar um tantinho de cor aos fatos nossos de cada dia.\u201d<\/p>\n<p>*O nada do nada, 11 de abril<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>\u201cEle deixara uma declara\u00e7\u00e3o impressa na superf\u00edcie do espelho emba\u00e7ada pelo vapor:<\/p>\n<p>&#8211; Voc\u00ea \u00e9 tudo o que eu sempre quis para sempre. Te amo.<\/p>\n<p>Sorriu encantada.<\/p>\n<p>Ajeitou os cabelos molhados \u2013 e foi ao encontro do aprendiz de poeta, cantarolando:<\/p>\n<p>Del\u00edcia. Del\u00edcia\/Assim voc\u00ea me mata.<\/p>\n<p>Come\u00e7ariam tudo outra vez.\u201d<\/p>\n<p>*Tudo Outra Vez, 14 de maio<\/p>\n<p>VI.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 dias em que mais flagrantemente entendemos o porqu\u00ea amizade rima com saudade.<\/p>\n<p>Hoje \u00e9 um dia assim.<\/p>\n<p>O saudoso Ismael Fernandes completaria 67 anos .<\/p>\n<p>Foi um amigo raro, desses que se t\u00eam como irm\u00e3o.<\/p>\n<p>Inesquec\u00edvel.\u201d<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>\u201cFoi o melhor colunista de TV que conheci \u2013 e ainda hoje \u00e9 imbat\u00edvel no quesito telenovela.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, a \u201cB\u00edblia\u201d da telenovela brasileira \u00e9 de sua autoria.<\/p>\n<p>O livro \u201cMem\u00f3ria da Telenovela Brasileira\u201d teve sua primeira edi\u00e7\u00e3o lan\u00e7ada em 1982.<\/p>\n<p>Ou seja, est\u00e1 completando 30 anos de exist\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p>*Mem\u00f3ria da Telenobvela, 19 de junho <\/p>\n<p>VII.<\/p>\n<p>\u201cTodas as noites havia um show no \u00e1trio do Hotel Nacional, em Havana.<\/p>\n<p>Era um quarteto que ali se apresentava \u2013 um rapaz e tr\u00eas mo\u00e7as.<\/p>\n<p>O marmanjo comandava o grupo. Era tecladista e tamb\u00e9m arriscava um ou outro vocal.<\/p>\n<p>Duas das meninas alternavam-se nas interpreta\u00e7\u00f5es \u2013 e a terceira, a mais jovem, tocava bong\u00f4.<\/p>\n<p>E dan\u00e7ava.<\/p>\n<p>Ah! como dan\u00e7ava a garota que tocava bong\u00f4!\u201d<\/p>\n<p>*A garota que tocava bong\u00f4.  26 de julho<\/p>\n<p>VIII.<\/p>\n<p>&quot;Jornal \u00e9 jornal. Internet \u00e9 internet.<\/p>\n<p>Segundo ele (J\u00e2nio de Freitas), cada um precisa trilhar o pr\u00f3prio caminho. Encontrar as pr\u00f3prias solu\u00e7\u00f5es, pois s\u00e3o produtos diferentes, com propostas diversas. N\u00e3o adianta um tentar espelhar-se no outro. Tal redund\u00e2ncia de conte\u00fados s\u00f3 resultar\u00e1 em equ\u00edvocos para ambas as partes, especialmente no aspecto jornal\u00edstico.\u201d<\/p>\n<p>*J\u00e2nio de Freitas no Roda Viva, 8 de agosto<\/p>\n<p>IX.<\/p>\n<p>\u201dQue me perdoem os \u201cesfor\u00e7ados\u201d, mas fazer arte \u00e9 um dom.<\/p>\n<p>\u00c9 o artista quem nos induz ao sonho, ao encantamento&#8230;<\/p>\n<p>Que nos induz a desvendar os mist\u00e9rios de ser o que se \u00e9.<\/p>\n<p>\u00c9 quem nos alegra, emociona, sensibiliza&#8230;<\/p>\n<p>Quem nos transforma (se necess\u00e1ria for a transforma\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>O artista transcende, e magicamente consegue ser ele mesmo, o iluminado, e<br \/>\ntodos n\u00f3s (os que se banham em sua luz).<\/p>\n<p>Um artista nasce artista.<\/p>\n<p>E, quando se vai, leva um peda\u00e7o de n\u00f3s.\u201d<\/p>\n<p>*Saudade, teu nome Hebe, 30 de setembro<\/p>\n<p>X.<\/p>\n<p>\u201cAli\u00e1s, trabalhar no JT era o sonho de todo o estudante de jornalismo do in\u00edcio dos anos 70. N\u00e3o s\u00f3 pelo Caderno de Esportes, mas a Reda\u00e7\u00e3o toda era uma sele\u00e7\u00e3o de not\u00e1veis profissionais, sob o comando de Mino Carta e Murilo Felisberto.\u201d<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>\u201cDesde a funda\u00e7\u00e3o, em 1966, o Jornal da Tarde caracterizou-se pelas inova\u00e7\u00f5es que trouxe ao jornalismo brasileiro. Apostou em ousado projeto gr\u00e1fico (foi o primeiro jornal pr\u00e9-diagramado), valorizando as fotos e, sobretudo, as grandes reportagens. Ao menos na primeira fase, tem import\u00e2ncia equivalente \u00e0 da Revista Realidade para a consolida\u00e7\u00e3o do chamado Novo Jornalismo brasileiro.\u201d<\/p>\n<p>*Considera\u00e7\u00f5es sobre o fim do JT, 30 de outubro<\/p>\n<p>XI.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o eu era t\u00e3o crian\u00e7a assim quando ouvi e vi Roberto pela primeira vez. <\/p>\n<p>Achei \u201cSplish Splash\u201d uma can\u00e7\u00e3o divertida, um tanto premonit\u00f3ria.<\/p>\n<p>Tinha doze anos e freq\u00fcentava as matin\u00eas do Cine Riviera aos domingos e andava rodeando uma garotinha linda de nome Ligia. Andava loucamente interessado em ataca-la no escurinho do cinema, mas resolvi me precaver para que n\u00e3o me transformasse no desastrado personagem da melodia.<\/p>\n<p>Deu relativamente certo. N\u00e3o beijei, mas n\u00e3o paguei o mico de apanhar.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, meus caros, mesmo eu  n\u00e3o sendo o cara da Nanda Costa, ou\u00e7o Roberto com muita aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ele sabe das coisas.\u201d<\/p>\n<p>*A onda do Roberto, 10 de novembro<\/p>\n<p>XII.<\/p>\n<p>Amar \u00e9 a melhor maneira de viver&#8230;<\/p>\n<p>Sejamos todos felizes em 2013 e sempre&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O blogueiro sai de f\u00e9rias.<\/p>\n<p>Volta em meados de janeiro, l\u00e1 pelo dia 20.<\/p>\n<p>Para compensar a aus\u00eancia selecionou trechos de alguns posts que escreveu ao longo desses doze meses.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12403","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12403","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12403"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12403\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15600,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12403\/revisions\/15600"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12403"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12403"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12403"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}