{"id":12440,"date":"2013-02-28T00:00:00","date_gmt":"2013-02-28T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:21:56","modified_gmt":"2017-09-15T19:21:56","slug":"a-espada-do-imperador","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/a-espada-do-imperador\/","title":{"rendered":"A espada do Imperador"},"content":{"rendered":"<p>Li no Di\u00e1rio de S. Paulo, de ontem, sobre o abandono do Monumento do Ipiranga. <\/p>\n<p>O que chama mais a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos pain\u00e9is que ornamentam as paredes laterais da constru\u00e7\u00e3o e que retrata a nossa Independ\u00eancia. L\u00e1 aparece a figura do Imperador D. Pedro I est\u00e1 ali, todo lampeiro, diante da caravana que o segue, no exato momento em solta o hist\u00f3rico Grito do Ipiranga. S\u00f3 que tanto o Imperador como boa parte da turma permanecem de bra\u00e7os esticados, mas sem as devidas espadas nas m\u00e3os.<\/p>\n<p>Ou seja, segundo o rep\u00f3rter Fabio Pagotto, amigos do alheio deram sumi\u00e7o nas armas dos ilustres personagens h\u00e1 coisa de cinco anos \u2013 e at\u00e9 agora nada foi feito. As espadas eram de bronze e, derretidas, revertem em algum troco nas quebradas da vida. O rep\u00f3rter apurou que, em qualquer fundi\u00e7\u00e3o clandestina, paga-se de 10 a 12 reais pelo quilo do material.<\/p>\n<p>A reportagem traz ainda a vers\u00e3o da Secretaria Municipal de Cultura: desde 2008, este problema foi diagnosticado, mas n\u00e3o se descobriu nenhum profissional especializado para o conserto. Foram feitas consultas inclusive no Exterior.<\/p>\n<p>O assunto me interessa \u2013 e muito.<\/p>\n<p>N\u00e3o sou dono de fundi\u00e7\u00e3o, explico logo. <\/p>\n<p>Mas, considero o Parque da Independ\u00eancia um dos mais belos cart\u00f5es postais paulistanos. L\u00e1 se localizam o Monumento, o Museu do Ipiranga, a Cripta Imperial, os Jardins Franceses, a Casa do Grito, a Explanada das Bandeiras, trecho de o Riacho do Ipiranga, a Capela Bom Jesus do Horto e um bosque com uma reserva natural da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Um bel\u00edssimo patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e cultural.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, recentemente, ganhou espa\u00e7o na m\u00eddia a exuma\u00e7\u00e3o dos despojos do Imperador e de suas esposas, Dona Leopoldina e Dona Am\u00e9lia para fins de esclarecimentos hist\u00f3ricos a partir das novas tecnologias. (Os tr\u00eas repousavam na Cripta Imperial).<\/p>\n<p>Durante os quase 30 anos que trabalhei em Gazeta do Ipiranga, dedic\u00e1vamos uma aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0quela \u00e1rea. At\u00e9 porque, em \u00faltima an\u00e1lise, foi a partir da\u00ed que surge a urbaniza\u00e7\u00e3o de um dos bairros mais importantes da metr\u00f3pole.<\/p>\n<p>Este e outros problemas correlatos eram relativamente comuns. Atentos, os rep\u00f3rteres faziam a den\u00fancia e, ao que me lembre, n\u00e3o demorava tanto tempo assim para que se solucionasse a quest\u00e3o. Havia at\u00e9 um grupo de ipiranguistas que formaram uma comiss\u00e3o que fiscalizava a preserva\u00e7\u00e3o do local. <\/p>\n<p>Eram os not\u00e1veis do Ipiranga: Guilherme Teodoro Mendes, Prof. Osmar, Valdir Abdalah, Massarani, Prof. Jos\u00e9 Sebasti\u00e3o Witter (que realizou uma ampla reforma no pr\u00e9dio do Museu e o projetou o como o segundo mais visitado do Pa\u00eds.), entre outros.<\/p>\n<p>Old times&#8230; Old times&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Li no Di\u00e1rio de S. 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