{"id":12470,"date":"2013-04-02T00:00:00","date_gmt":"2013-04-02T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:21:52","modified_gmt":"2017-09-15T19:21:52","slug":"a-crise-do-jornalismo-impresso","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/a-crise-do-jornalismo-impresso\/","title":{"rendered":"A crise do jornalismo impresso"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 uma discuss\u00e3o recorrente no mundo da Comunica\u00e7\u00e3o Social:<\/p>\n<p>O jornalismo impresso est\u00e1 em crise?<\/p>\n<p>Dizem que a causa \u00e9 o internet\u00eas cada vez mais presente na vida (real ou virtual) das novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Para variar, n\u00e3o tenho opini\u00e3o fechada sobre o assunto.<\/p>\n<p>Tomo, no entanto, como par\u00e2metro a frase do grande J\u00e2nio de Freitas, em entrevista ao Roda Viva ano passado, para iniciar minhas prospec\u00e7\u00f5es pelos arredores do tema.<\/p>\n<p>Diz o mestre:<\/p>\n<p>\u201cJornalismo \u00e9 jornalismo. Internet \u00e9 internet\u201d.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, tento me localizar no tempo e no espa\u00e7o, com registros que passam longe de qualquer academicismo. Ficam no campo da observa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>a. Vamos ser sinceros&#8230; Os jornais brasileiros nunca tiveram abrang\u00eancia nacional, nem foram fen\u00f4menos populares. Suas tiragens n\u00e3o chegaram \u00e0 casa dos sete d\u00edgitos, como em outros pa\u00edses mais ledores que o nosso. (No boom do Plano Real e da Economia nos anos 90, houve um significativo aumento de assinaturas e vendas, mas \u2013 h\u00e1 que se reconhecer \u2013 foi um caso epis\u00f3dico)<\/p>\n<p>b. Mesmo os jornais ditos populares (os hist\u00f3ricos Not\u00edcias Populares, \u00daltima Hora e mesmo os bons tempos do Di\u00e1rio Popular, o rei das bancas), os recordes andaram na casa das centenas de milhares.<\/p>\n<p>c. No patamar das revistas, embora alguns t\u00edtulos tivessem enorme prest\u00edgio, como a brilhante Realidade, nenhuma deles foi t\u00e3o impactante e atingiu a marca da Revista O Cruzeiro de, em plenos anos 50 e 60, bateu o auge de 800 mil exemplares semanais. A l\u00edder de vendas, Veja, andou por esse montante em sua carteira de assinantes, mas sem a mesma repercuss\u00e3o.<\/p>\n<p>d. Marca interessante \u2013 lembrou-me um amigo \u2013 alcan\u00e7ou o seman\u00e1rio alternativo O Pasquim. Esgotava a tiragem assim que chegava \u00e0s bancas, em fins dos anos 60, com tiragem superior a 500 mil exemplares.<\/p>\n<p>e. Toda vez que vou a uma banca de jornal, surpreendo-me com uma infinidade de novos t\u00edtulos de publica\u00e7\u00f5es que despertam o interesse e a curiosidade \u201cdos meus queridos leitores\u201d, segundo me informa Chico, o jornaleiro, de indiscut\u00edvel credibilidade forjada por anos e anos de pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, ele d\u00e1 uma boa pista do que est\u00e1 acontecendo:<\/p>\n<p>&#8212; Vendemos menos jornal, \u00e9 verdade. Mas, temos outras compensa\u00e7\u00f5es com as revistas variadas. Hoje o p\u00fablico \u00e9 bem diverso&#8230;<\/p>\n<p>(Voltaremos ao assunto proximamente)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 uma discuss\u00e3o recorrente no mundo da Comunica\u00e7\u00e3o Social:<\/p>\n<p>O jornalismo impresso est\u00e1 em crise?<\/p>\n<p>Dizem que a causa \u00e9 o internet\u00eas cada vez mais presente na vida (real ou virtual) das novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12470","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12470","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12470"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12470\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15538,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12470\/revisions\/15538"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12470"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12470"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12470"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}