{"id":12473,"date":"2013-04-05T00:00:00","date_gmt":"2013-04-05T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:21:52","modified_gmt":"2017-09-15T19:21:52","slug":"a-cronica-e-os-cronistas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/a-cronica-e-os-cronistas\/","title":{"rendered":"A cr\u00f4nica e os cronistas"},"content":{"rendered":"<p>Claro que a discuss\u00e3o sobre a suposta crise do jornalismo impresso \u2013 e por que n\u00e3o dizer do pr\u00f3prio jornalismo em si \u2013 n\u00e3o se esgota nos tr\u00eas modest\u00edssimos posts que aqui disponibilizei nesta semana.<\/p>\n<p>Essa coisa toda vai ainda dar muito pano para manga, como se dizia nos antigamentes quando as mangas efetivamente faziam parte das vestimentas tanto do homem quanto da mulher.<\/p>\n<p>Hoje, por\u00e9m, quero mudar o foco da nossa conversa; mas, voc\u00eas ver\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 nada t\u00e3o radical assim.<\/p>\n<p>Primeiro quero transcrever um trecho da cr\u00f4nica \u201cPedro \u2013 o homem da flor\u201d, de Stanislaw Ponte Preta, codinome do jornalista S\u00e9rgio Porto.<\/p>\n<p>(Depois lhes explico a raz\u00e3o.)<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>\u201cConversei uma vez com Pedro \u2013 o homem da flor. J\u00e1 o vinha observando quando era o caso de estar num bar em que ele entrava. Via-o chegar e dirigir-se \u00e0 mesa em que havia um casal. Pedia licen\u00e7a e estendia a cesta (de rosas) sobre a mesa. Psicologia aplicada,  dir\u00e3o voc\u00eas, pois qual o homem que se nega a oferecer uma flor \u00e0 mulher que o acompanha quando se lhe apresenta a oportunidade? Sim, talvez Pedro seja um bom psic\u00f3logo mas, mais do que isso, \u00e9 um rom\u00e2ntico. Quando o homem mete a m\u00e3o no bolso e pergunta quanto custa a flor, depois de ofert\u00e1-la a companheira, Pedro responde com um sorriso: \u201cD\u00e1 o que o senhor quiser, mo\u00e7o. Flor n\u00e3o tem pre\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se tocado pelas minhas recentes leituras \u2013 o pr\u00f3prio Stanislaw, Sabino, Cony. Ou se inspirado nos \u201cvivas\u201d ao centen\u00e1rio de nascimento do grande Rubem Braga (de quem estou lendo o belo \u201cRetratos Parisienses\u201d). Ou sei l\u00e1 o porqu\u00ea&#8230; Sei que sinto uma falta danada dos aut\u00eanticos cronistas \u2013 aqueles retratavam apaixonada e singelamente o cotidiano do \u2018pov\u00e3o\u2019 brasileiro \u2013 nas p\u00e1ginas dos jornais e revistas. <\/p>\n<p>Eram o sal da terra da imprensa nativa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos supracitados, posso elencar nomes como Paulo Mendes Campos, N\u00e9lson Rodrigues, Drummond, Louren\u00e7o Diaf\u00e9ria, Raul Drewneek, LM (no Estad\u00e3o), Pl\u00ednio Marcos, entre outros tantos e tamanhos que deixaram um vazio enorme nos olhos e cora\u00e7\u00e3o dos leitores.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Eram t\u00e3o verdadeiros em seus relatos que pareciam andar ao nosso lado no bonde, no lota\u00e7\u00e3o, na vida.<\/p>\n<p>S\u00e3o infelizmente, esses cronistas, esp\u00e9cie em extin\u00e7\u00e3o nas reda\u00e7\u00f5es. Lamentavelmente&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Claro que a discuss\u00e3o sobre a suposta crise do jornalismo impresso \u2013 e por que n\u00e3o dizer do pr\u00f3prio jornalismo em si \u2013 n\u00e3o se esgota nos tr\u00eas modest\u00edssimos posts que aqui disponibilizei nesta semana.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12473","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12473","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12473"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12473\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15535,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12473\/revisions\/15535"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12473"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12473"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12473"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}