{"id":12490,"date":"2013-04-29T00:00:00","date_gmt":"2013-04-29T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2024-04-24T02:17:59","modified_gmt":"2024-04-24T02:17:59","slug":"vanzolini","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/vanzolini\/","title":{"rendered":"Vanzolini"},"content":{"rendered":"<p><em>E neste dia ent\u00e3o&#8230;<\/em><br \/>\n<em>Vai dar na primeira edi\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>Cena de sangue num bar<\/em><br \/>\n<em>Da avenida S\u00e3o Jo\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>Morreu Paulo Vanzolini, compositor dos versos acima. Definitivos quando tratam das dores da paix\u00e3o. A cara de Sampa. A Sampa de outras eras. Dos not\u00edvagos, da boemia, das paix\u00f5es que dilaceram.<\/p>\n<p>Talvez esta S\u00e3o Paulo que ele t\u00e3o bem retratou na letra e nos acordes de \u201cRonda\u201d (melodia, ali\u00e1s, que inspirou Caetano ao compor \u201cSampa\u201d) n\u00e3o mais exista. Perdeu-se no lusco-fusco de uma madrugada que, de t\u00e3o flu\u00edda e et\u00e9rea, preferiu n\u00e3o se fazer raiar.<\/p>\n<p>Vanzolini era compositor por \u201chobby\u201d \u2013 ele mesmo disse numa entrevista a um jornal paulistano. Reconhecia n\u00e3o ter talento para m\u00fasico. N\u00e3o conseguia distinguir um tom maior de um menor. Mas, tinha alma de artista, daqueles que tem olhos para ver e dom para registrar dramas e viv\u00eancias dos que vivem pelos becos e esquinas da vida.<\/p>\n<p><em>Levanta<\/em><br \/>\n<em>Sacode a poeira<\/em><br \/>\n<em>D\u00e1 a volta por cima<\/em><\/p>\n<p>Outro verso irrepreens\u00edvel que a voz do sambista mineiro Noite Ilustrada (1928\/2003) consagrou l\u00e1 nos idos de 60. Tamb\u00e9m de autoria de Vanzolini que fez tantas e tamanhas como \u201cPra\u00e7a Cl\u00f3vis\u201d, \u201cPedacinhos do C\u00e9u\u201d, \u201cSamba Erudito\u201d e outras mais, Sempre na cad\u00eancia e na ess\u00eancia do samba paulistano.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Vanzolini orgulhava-se mesmo de ser zo\u00f3logo e foi, com paix\u00e3o e empenho, que ocupou a dire\u00e7\u00e3o do Museu de Zoologia da Universidade de S\u00e3o Paulo por mais de 30 anos.<\/p>\n<p>O Museu dos Bichos, como \u00e9 popularmente conhecido no Ipiranga, situa-se dentro do Parque da Independ\u00eancia, cart\u00e3o postal de Sampa. Ficava bem pr\u00f3ximo \u00e0 sede da velha reda\u00e7\u00e3o de piso assoalhado, onde trabalhei por vinte e muitos anos.<\/p>\n<p>Era comum ver Vanzolini caminhar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Cantina do M\u00e1rio na hora do almo\u00e7o. Por v\u00e1rias vezes, tentamos falar com ele sobre esta dupla faceta, o m\u00fasico e o pesquisador.<\/p>\n<p>Recebeu o rep\u00f3rter uma \u00fanica vez para falar do trabalho que ali realizava. Foi enf\u00e1tico na proposta da conversa. Ali, ele fazia ci\u00eancia. Para conversar sobre o compositor, s\u00f3 se fosse numa noite qualquer, em qualquer mesa de um dos bares da cidade que tanto cantou.<\/p>\n<p>Vanzolini tinha 89 anos.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>E neste dia ent\u00e3o&#8230;<\/em><br \/>\n<em>Vai dar na primeira edi\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\n<em>Cena de sangue num bar<\/em><br \/>\n<em>Da avenida S\u00e3o Jo\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>Morreu Paulo Vanzolini,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[135,97,3699,3696,3698,3697],"class_list":["post-12490","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog","tag-memoria","tag-mpb","tag-museu-dos-bichos","tag-paulo-vanzolini","tag-ronda","tag-vanzolini"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12490","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12490"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12490\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31197,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12490\/revisions\/31197"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12490"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12490"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12490"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}