{"id":12492,"date":"2013-05-01T00:00:00","date_gmt":"2013-05-01T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:21:14","modified_gmt":"2017-09-15T19:21:14","slug":"devo-nao-nego","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/devo-nao-nego\/","title":{"rendered":"Devo, n\u00e3o nego&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Devo tanto a tanta gente que sempre me surpreendo quando algu\u00e9m, a exalar naturalidade e autosufic\u00eancia, diz n\u00e3o dever nada a ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>Sou um cara simples, nascido no velho bairro do Cambuci, crescido no Ipiranga quatrocent\u00e3o, lavado e enxaguado nos becos e baques da vida que estranha a afirma\u00e7\u00e3o, quando a ouve. Mas n\u00e3o comento, nem retruco. Aprendi que cada um \u00e9 cada um, como diz aquela can\u00e7\u00e3o do Cl\u00e1udio Zoli (que o vulgo conhece como Namoradeira). <\/p>\n<p>Apenas estranho, que \u00e9 de meu direito e dever.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, o pai sempre citava um ditado calabr\u00eas:<\/p>\n<p>\u201cO que a gente n\u00e3o entende a gente estranha.\u201d<\/p>\n<p>Faz sentido.<\/p>\n<p>E olhem, car\u00edssimos cinco ou seis leitores, n\u00e3o estou falando aqui de situa\u00e7\u00f5es honrosas como a que viverei na pr\u00f3xima semana, quando quitarei a \u00faltima parcela do carro que comprei em sessenta meses. <\/p>\n<p>(Isso n\u00e3o foi um carn\u00ea foi uma ultramaratona.)<\/p>\n<p>Falo, sim, de truques e traquejos que a vida graciosa e aben\u00e7oadamente nos d\u00e1. <\/p>\n<p>Querem um exemplo?<\/p>\n<p>Devo \u00e0 professora de Literatura do cursinho (imperdo\u00e1vel esquecimento, n\u00e3o lembro o seu nome) a paix\u00e3o pela palavra impressa; em especial, pelos livros. J\u00e1 era um leitor interessado, que frequentava a biblioteca municipal do Ipiranga, atr\u00e1s das obras de Machado de Assis, Jos\u00e9 de Alencar, Lima Barreto, os cl\u00e1ssicos nacionais. Mas, foi na ent\u00e3o modesta casa que era a sede do Etapa, na avenida Consola\u00e7\u00e3o, que se deu o envolvimento (quase revela\u00e7\u00e3o) e a paix\u00e3o (pela Literatura, eoutro tantinho pela professora). <\/p>\n<p>Certamente, foi o atalho que me levou \u00e0 USP, ao curso de jornalismo e a tudo o que hoje sou (que n\u00e3o \u00e9 muito, mas me diverte e compraz).<\/p>\n<p>Outro exemplo.<\/p>\n<p>Devo a delicadeza dos acordes da introdu\u00e7\u00e3o de \u201cChove Chuva\u201d, do ent\u00e3o Jorge Ben, o despertar de um encantamento para a m\u00fasica popular brasileira que tamb\u00e9m marcou (e marca) cada um dos meus dias. Tentei tocar viol\u00e3o, mas encantamento n\u00e3o \u00e9 dom. Preferi escrever sobre esses privilegiados que se expressam musicalmente por n\u00f3s \u2013 e emocionam e nos confortam e (por que n\u00e3o?) nos inspiram.<\/p>\n<p>Viver sem m\u00fasica \u00e9 mesmo um grande equ\u00edvoco.<\/p>\n<p>Mais um exemplo, para finalizar.<\/p>\n<p>Devo o post de ontem ao meu filho. Tive um dia corrido de afazeres, reuni\u00f5es e compromissos. Ele estava de folga do jornal. Quebrou um grande galho. Obrigado, Filh\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Devo tanto a tanta gente que sempre me surpreendo quando algu\u00e9m, a exalar naturalidade e autosufic\u00eancia, diz n\u00e3o dever nada a ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>Sou um cara simples, nascido no velho bairro do Cambuci,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12492","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12492","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12492"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12492\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15519,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12492\/revisions\/15519"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12492"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12492"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12492"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}