{"id":12515,"date":"2013-03-11T00:00:00","date_gmt":"2013-03-11T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-14T03:49:20","modified_gmt":"2017-09-14T03:49:20","slug":"nando-fernando-ou-ferdinando","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/nando-fernando-ou-ferdinando\/","title":{"rendered":"Nando, Fernando ou Ferdinando *"},"content":{"rendered":"<p>&#8212; Nando, Nando.<\/p>\n<p>Fazia sua habitual corrida pelas alamedas do Parque do Ibirapuera quando ouviu a voz de uma mulher a lhe chamar.<\/p>\n<p>&#8212; Nando, Nando, Nando&#8230;<\/p>\n<p>Insistia, ansiosa.<\/p>\n<p>Acontece que ele n\u00e3o se chamava Nando, nem Fernando, menos ainda Ferdinando. Num acesso de tradicionalista convicto, o pai resolvera lhe presentear com o nome do av\u00f4 e, acreditem ou n\u00e3o, desde que se conhecia por gente, atendia pelo nome de Greg\u00f3rio ou simplesmente Greg\u00f3, para turma das \u2018peladas\u2019 na quadra de society, toda quinta \u00e0 noite, quando n\u00e3o jogasse o Tim\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8212; Nando, Nando&#8230; Nand\u00f4\u00f4\u00f4\u00f4\u00f4&#8230;<\/p>\n<p>Algu\u00e9m insistia e, mesmo \u00e0s suas costa, n\u00e3o teve mais d\u00favidas: os chamamentos vinham em sua dire\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Parou, virou-se e deu de cara com a deusa mais linda de tantas quantas j\u00e1 se embrenharam por aquelas matas e trilhas.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>N\u00e3o houve tempo para perguntar se era mesmo com ele.<\/p>\n<p>Visivelmente constrangida, algo sem gra\u00e7a \u2013 mas, nem por isso menos linda \u2013 a mo\u00e7a (\u201cSofia, muito prazer\u201d) desculpou-se:<\/p>\n<p>&#8212; Me perdoe. Eu o confundi com um amigo.<\/p>\n<p>Greg\u00f3 adorou n\u00e3o ter cortado o cabelo como planejara naquela semana e ter uma nuca, digamos, t\u00e3o comum.<\/p>\n<p>Riram da confus\u00e3o e, sem que se dessem conta, passaram a fazer o trajeto lado a lado.<\/p>\n<p>Quem os via, assim \u00e0 dist\u00e3ncia, rindo a conversar e trotar, imaginaria que formavam um belo casal.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>E n\u00e3o \u00e9 que, desde ent\u00e3o, formaram mesmo.<\/p>\n<p>Tudo muito natural, e espont\u00e2neo.<\/p>\n<p>Voltaram-se a se encontrar no Parque e fora dele. Trocaram n\u00fameros de telefones, endere\u00e7os eletr\u00f4nicos. Ela postou uma foto de ambos, felizes, a dividir a mesma \u00e1gua de coco. At\u00e9 que o inevit\u00e1vel aconteceu. Logo houve mudan\u00e7as no status do Face de cada um. Primeiro para \u201ccompromisso s\u00e9rio\u201d; depois, quando passaram a dividir o mesmo ap\u00ea, incorporaram o \u201ccasado\u201d, sem qualquer remorso.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>O tempo, aquele que n\u00e3o para no porto, n\u00e3o apita na curva, n\u00e3o espera ningu\u00e9m (salve poeta Reginaldo Bessa, onde anda?), passou implac\u00e1vel.<\/p>\n<p>Tr\u00eas anos depois, Greg\u00f3 voltou a correr sozinho no mesmo Ibirapuera. Sofia aceitou ser \u2018expatriada\u2019 para Alemanha, pela multinacional em que trabalhava. <\/p>\n<p>Relutou a princ\u00edpio, mas depois se entusiasmou com a ideia de viver essa nova experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Numa tarde em que andavam pelo Parque, sem a mesma naturalidade e discutindo a rela\u00e7\u00e3o, um artista de rua deu a letra de a quantas a coisa ia entre os dois.<br \/>\nA letra do velho samba-can\u00e7\u00e3o, assim como o tempo, era contundente:<\/p>\n<p>\u201cQue o nosso caso est\u00e1 na hora de acabar\u201d.<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>A m\u00e3e de Greg\u00f3, uma senhora nos trinques da antiga aristocracia paulistana, nunca aceitou o romance entre o filho e \u201caquela doidivana\u201d. <\/p>\n<p>&#8212; Onde j\u00e1 se viu em t\u00e3o pouco tempo, irem morar juntos \u2013 e sem uma cerimonia oficial de csamento?<\/p>\n<p>(Pois \u00e9, sinais dos tempos, as m\u00e3es dos rapazes que hoje se implicam com isso.)<\/p>\n<p>Mesmo vendo a tristeza do filho, n\u00e3o perdoava. Desde o primeiro momento, percebeu que n\u00e3o seria para sempre. <\/p>\n<p>&#8212; Come\u00e7ou errado, d\u00e1 errado no final. \u00c9 a lei da vida&#8230;<\/p>\n<p>&#8212; Como come\u00e7ou errado, m\u00e3e? &#8211; perguntava algo irado Greg\u00f3rio (que na casa da fam\u00edlia, n\u00e3o aceita ser chamado por apelido).<\/p>\n<p>E a coroa, com ares de aparente sabedoria, tinha resposta imediata, com outra pergunta:<\/p>\n<p>&#8212; Por acaso, voc\u00ea se chama Nando? Fernando? Ou Ferdinando? Ent\u00e3o&#8230;<br \/>\nPARTE 2<br \/>\n&#8212; Nando, Nando&#8230;<\/p>\n<p>Fazia sua habitual corrida pelas alamedas do Parque do Ibirapuera quando ouviu a voz de uma mulher a lhe chamar.<\/p>\n<p>&#8212; Nando, Nando, Nando&#8230;<\/p>\n<p>Insistia, ansiosa.<\/p>\n<p>Acontece que ele n\u00e3o se chamava Nando, nem Fernando, menos ainda Ferdinando. Num acesso de tradicionalista convicto, o pai resolvera lhe presentear com o nome do av\u00f4 e, acreditem ou n\u00e3o, desde que se conhecia por gente, atendia pelo nome de Greg\u00f3rio ou simplesmente Greg\u00f3, para turma das \u2018peladas\u2019 na quadra de society, toda quinta \u00e0 noite, quando n\u00e3o jogasse o Tim\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8212; Nando, Nando&#8230; Nand\u00f4\u00f4\u00f4\u00f4\u00f4&#8230;<\/p>\n<p>Algu\u00e9m insistia e, mesmo \u00e0s suas costa, n\u00e3o teve mais d\u00favidas: os chamamentos vinham em sua dire\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Parou, virou-se e deu de cara com a deusa mais linda de tantas quantas j\u00e1 se embrenharam por aquelas matas e trilhas.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>N\u00e3o houve tempo para perguntar se era mesmo com ele.<\/p>\n<p>Visivelmente constrangida, algo sem gra\u00e7a \u2013 mas, nem por isso menos linda \u2013 a mo\u00e7a (\u201cSofia, muito prazer\u201d) desculpou-se:<\/p>\n<p>&#8212; Me perdoe. Eu o confundi com um amigo.<\/p>\n<p>Greg\u00f3 adorou n\u00e3o ter cortado o cabelo como planejara naquela semana e ter uma nuca, digamos, t\u00e3o comum.<\/p>\n<p>Riram da confus\u00e3o e, sem que se dessem conta, passaram a fazer o trajeto lado a lado.<\/p>\n<p>Quem os via, assim \u00e0 dist\u00e3ncia, rindo a conversar e trotar, imaginaria que formavam um belo casal.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>E n\u00e3o \u00e9 que, desde ent\u00e3o, formaram mesmo.<\/p>\n<p>Tudo muito natural, e espont\u00e2neo.<\/p>\n<p>Voltaram-se a se encontrar no Parque e fora dele. E o inevit\u00e1vel aconteceu. Logo passaram a dividir o mesmo ap\u00ea e incorporaram o \u201ccasado\u201d, sem qualquer remorso.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>O tempo, aquele que n\u00e3o para no porto, n\u00e3o apita na curva, n\u00e3o espera ningu\u00e9m (salve poeta Reginaldo Bessa, onde anda?), passou implac\u00e1vel.<\/p>\n<p>Implac\u00e1vel, mas generoso para o casal.<\/p>\n<p>Ambos na faixa dos 50 e tantos, ainda caminham juntos, de m\u00e3os dadas, pelas trilhas do Ibirapuera e pela vida afora.<\/p>\n<p>Est\u00e3o prestes a completar bodas de prata do cas\u00f3rio, que nunca oficialmente nunca aconteceu.<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, para marcar a data, Greg\u00f3 e Sofia estavam pensando em programar algo especial, no pr\u00f3prio Parque do Ibirapuera.<\/p>\n<p>Poderiam reunir os filhos, os parentes e os amigos mais chegados, em uma cerimonia, e, diante do Juiz de Paz, diriam o aclamado \u201csim\u201d e juras de fidelidade eterna na alegria e na doen\u00e7a etc etc etc.<\/p>\n<p>Mais apaixonado do que nunca, Greg\u00f3, moderninho que s\u00f3, pensou em selar o pacto com uma tatuagem que ambos fariam. O desenho, depois escolheriam. Importante era a declara\u00e7\u00e3o de amor eterno que estampariam para quer todos pudessem ver e reverenciar o raro sentimento.<\/p>\n<p>VI.<\/p>\n<p>Sofia empolgou-se.<\/p>\n<p>Lembrou de um amigo que seguira a carreira religiosa. Era padre n\u00e3o sei em que cidadezinha do interior. Eles poderiam convid\u00e1-lo para aben\u00e7oar a cerim\u00f4nia. Nada muito solene; apenas uma b\u00ean\u00e7\u00e3o por tanto que se amam, por tudo que conseguiram.<\/p>\n<p>&#8212; Seria legal, reconheceu o marid\u00e3o. Que, por nada e por tudo, perguntou:<\/p>\n<p>&#8212; Qual o nome desse amigo de quem voc\u00ea nunca me falou?<\/p>\n<p>Sofia fez uma express\u00e3o de surpresa:<\/p>\n<p>&#8212; N\u00e3o falei? Falei, sim. Voc\u00ea n\u00e3o lembra? Chama-se Fernando ou Ferdinando, mas as meninas da turma o chamavam de Nando.<\/p>\n<p>VII.<\/p>\n<p>Reivindicando sua condi\u00e7\u00e3o de agn\u00f3stico convicto, Greg\u00f3rio cancelou essa parte das festividades. Tamb\u00e9m resolveu transferir os comes-e-bebes para o sal\u00e3o do pr\u00e9dio onde moram \u2013 e onde o tal de Nando, Fernando ou Ferdinando nunca vai pisar&#8230;<br \/>\nPARTE 3<br \/>\n&#8212; Nando, Nando&#8230;<\/p>\n<p>Fazia sua habitual corrida pelas alamedas do Parque do Ibirapuera quando ouviu a voz de uma mulher a lhe chamar.<\/p>\n<p>&#8212; Nando, Nando, Nando&#8230;<\/p>\n<p>Insistia, ansiosa.<\/p>\n<p>Acontece que ningu\u00e9m o chamava assim desde tempos idos e havidos. <\/p>\n<p>Num acesso de tradicionalista convicto, o pai resolvera lhe presentear com o nome do av\u00f4 e, acreditem ou n\u00e3o, desde que se conhecia por gente, atendia pelo nome de Ferdinando.<\/p>\n<p>Ao longo dos anos, j\u00e1 se habituara \u00e0 confus\u00e3o que alguns faziam \u2013 e lhe chamavam de Fernando. De in\u00edcio, ele at\u00e9 tentava corrigir, mas depois desistia. <\/p>\n<p>Era indiferente: Ferdinando ou Fernando, tanto faz.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m ousara lhe colocar qualquer apelido. <\/p>\n<p>Se bem que \u00e0 \u00e9poca do cursinho para a S\u00e3o Francisco, uma deusa de cabelos negros, longos e lisos preferia lhe chamar de Nando.<\/p>\n<p>Era apaixonado por ela. Mas, nunca ousou declarar-se.<\/p>\n<p>Ele entrou entre os primeiros na faculdade do Largo S\u00e3o Francisco, e nunca mais teve not\u00edcias da mo\u00e7a.<\/p>\n<p>Chamava-se Sofia.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>&#8212; Nando, Nando&#8230; Nand\u00f4\u00f4\u00f4\u00f4\u00f4&#8230;<\/p>\n<p>Ser\u00e1?<\/p>\n<p>Os gritos eram cont\u00ednuos e, mesmo \u00e0s suas costas, n\u00e3o teve mais d\u00favidas: vinham em sua dire\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Eram com ele mesmo.<\/p>\n<p>Parou, virou-se e deu de cara com a deusa mais linda de tantas quantas j\u00e1 se embrenharam por aquelas matas e trilhas.<\/p>\n<p>Sofia!<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>N\u00e3o houve tempo para qualquer pergunta.<\/p>\n<p>Visivelmente entusiasmada com o reencontro, Sofia foi logo se jogando para um abra\u00e7o fraternal e os beijinhos de costumeiros.<\/p>\n<p>&#8212; Quanto tempo? Rapaz, por onde voc\u00ea anda? O que voc\u00ea est\u00e1 fazendo. Conte-me tudo&#8230;<\/p>\n<p>Nando\/Ferdinando respirou fundo. Procurou atinar as ideias. Ela estava ainda mais linda \u2013 e a presen\u00e7a dela o deixava mudo.<\/p>\n<p>Extasiado.<\/p>\n<p>Por muitos anos esperou por esse momento.<\/p>\n<p>&#8212; J\u00e1 vi que continua o mesmo. T\u00edmido que s\u00f3.<\/p>\n<p>Ele riu da observa\u00e7\u00e3o e disse que j\u00e1 n\u00e3o era mais assim.<\/p>\n<p>Como magistrado que era, aprendeu a ser o centro das aten\u00e7\u00f5es e dar senten\u00e7as longas ou curtas, mas sempre objetivas.<\/p>\n<p>&#8212; Quer um exemplo? Voc\u00ea est\u00e1 mais linda ainda&#8230;<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Foi t\u00e3o natural, e espont\u00e2neo na fala que foi a vez de Sofia calar-se.<\/p>\n<p>Nando\/Ferdinando sentiu que a impressionara, e resolveu seguir no convers\u00ea.<\/p>\n<p>Falou do curso, do quanto procurou por ela nos primeiros dias de aula; depois, de suas andan\u00e7as por cidades do interior at\u00e9 assumir uma Vara aqui na Capital. Que estava feliz em v\u00ea-la. Que a partir de agora n\u00e3o mais a perderia de vista. Que vinha sempre ali exercitar-se. Que estava solteiro. Que ela estava mais linda ainda, \u201cmas isso eu j\u00e1 disse\u201d&#8230;<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>Enfim, empolgou-se.<\/p>\n<p>Sequer reparou a alian\u00e7a, grossa e dourada, no dedo anelar da m\u00e3o esquerda que ela exibia, ainda que timidamente.<\/p>\n<p>N\u00e3o demorou &#8211; e um senhor de ares circunspectos se aproximou de ambos, bufando de cansa\u00e7o.<\/p>\n<p>&#8212; Ufa! Te alcancei. Isso \u00e9 o que d\u00e1 casar com uma mulher bem mais jovem que a gente.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o se fazia desnecess\u00e1ria. Assim como a apresenta\u00e7\u00e3o que se seguiu, com ares de total constrangimento:<\/p>\n<p>&#8212; Nando, meu marido Greg\u00f3rio. Greg\u00f3, um amigo do tempo do cursinho, o Nando&#8230;<\/p>\n<p>VI.<\/p>\n<p>Ela pensou em explicar que, anos atr\u00e1s, no mesmo Parque, conheceu Greg\u00f3rio por acaso ao confundi-lo com uma antiga e ut\u00f3pica paix\u00e3o dos tempos do cursinho, mas desistiu.<\/p>\n<p>Ficaria um clim\u00e3o \u2013 e nenhum dos tr\u00eas merecia passar por mais esta.<\/p>\n<p>Conversaram por alguns brev\u00edssimos minutos \u2013 e logo cada qual seguiu para o seu lado.<\/p>\n<p>Nando e Sofia, resignados com as nuances do destino de cada um. Greg\u00f3rio, a remoer um (in)certo desconforto que n\u00e3o sabia como explicar. Nem queria&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8212; Nando, Nando.<\/p>\n<p>Fazia sua habitual corrida pelas alamedas do Parque do Ibirapuera quando ouviu a voz de uma mulher a lhe chamar.<\/p>\n<p>&#8212; Nando, Nando, Nando&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-12515","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-parangoles"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12515","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12515"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12515\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13930,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12515\/revisions\/13930"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12515"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12515"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12515"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}