{"id":12545,"date":"2013-06-25T00:00:00","date_gmt":"2013-06-25T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:21:07","modified_gmt":"2017-09-15T19:21:07","slug":"saramandaia-brasil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/saramandaia-brasil\/","title":{"rendered":"Saramandaia Brasil"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 deverasmente atribulado, qui\u00e7a complicat\u00f3rio, discorrer sobre o primeiro cap\u00edtulo da novel\u00edstica Saramandaia, que ontem foi ao ar, sem incorrer em imprecisas afirma\u00e7\u00f5es que, no transcorrer da trama, pode ganhar um ritmo mais alucinado e menos despinguelado que ontem se viu.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o pode este oper\u00e1rio do teclado, o blogueiro que vos escreve, deixar passar assim, impunemente, em brancas e \u00e1geis nuvens, a reedi\u00e7\u00e3o desse texto valioso \u2013 e onipresente \u2013 do mago Dias Gomes, agora recuperado no hor\u00e1rio das 23 horas pela Globo, pela pena escorreita de Ricardo Linhares.<\/p>\n<p>Digo onipresente \u2013 e explico.<\/p>\n<p>Reparo que personagens como Dona Redonda, Zico Rosado, Jo\u00e3o Gib\u00e3o, Professor Arist\u00f3bulo sempre estiveram \u2013 e est\u00e3o \u2013 pela a\u00ed, entra ano e sai ano, mesmo com o ribombar de engenhocas que avalizam a modernidade comunicacional.<\/p>\n<p>Quem neste mund\u00e3o de Meu Deus j\u00e1 n\u00e3o perdeu o controle e soltou formiga pelas ventas, criou ra\u00edzes, botou o cora\u00e7\u00e3o pela, pensou em estourar de tanto comer, incandesceu de amor e paix\u00e3o e, em entre outras peraltices e traquinagens, imaginou voar feito um p\u00e1ssaro, um anjo bom?<\/p>\n<p>Pergunto por perguntar. A resposta a cada uma das situa\u00e7\u00f5es \u2013 aparentemente rocambolescas \u2013 est\u00e1 no \u00edntimo de cada um dos caros leitores e internautas. <\/p>\n<p>De resto, n\u00e3o sei se acompanharei os sessenta e tantos cap\u00edtulos, dado ao adiantado da hora que a trama ser\u00e1 exibida e tamb\u00e9m \u00e0 minha preguicite aguda e cada vez mais not\u00f3ria. Em assim sendo nada posso prometer a voc\u00eas e a mim mesmo.<\/p>\n<p>Digo lhes apenas que a primog\u00eanita temporada da novela (de 3 de maio a 31 de dezembro de 1976) prop\u00f4s um delirante desafio \u00e0s difusas \u2013 e  incompreens\u00edveis &#8211; t\u00e9cnicas da censura da \u00e9poca. Uma grande par\u00e1bola que conclamava \u00e0 mudan\u00e7a de um estado de coisas (a ditadura) que parecia imut\u00e1vel, imex\u00edvel \u2013 tanto que levamos nove anos para ter um civil como presidente.<\/p>\n<p>Curiosamente, hoje parece reaparecer no tempo certo de ebuli\u00e7\u00f5es sociais t\u00e3o delirantes como os voos de um Jo\u00e3o Gib\u00e3o e, por vezes, mais estarrecedoras que os uivos para a lua do lobisomesco professor Arist\u00f3bulo.<\/p>\n<p>Seria pura coincid\u00eancia hist\u00f3rica? <\/p>\n<p>Ou mera semelhan\u00e7a?<\/p>\n<p>(*Post de n\u00famero 1990)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 deverasmente atribulado, qui\u00e7a complicat\u00f3rio, discorrer sobre o primeiro cap\u00edtulo da novel\u00edstica Saramandaia, que ontem foi ao ar, sem incorrer em imprecisas afirma\u00e7\u00f5es que, no transcorrer da trama, pode ganhar um ritmo mais alucinado e menos despinguelado que ontem se viu.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12545","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12545","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12545"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12545\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15469,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12545\/revisions\/15469"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12545"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12545"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12545"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}