{"id":12555,"date":"2013-07-21T00:00:00","date_gmt":"2013-07-21T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:21:06","modified_gmt":"2017-09-15T19:21:06","slug":"o-porque-da-pausa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/o-porque-da-pausa\/","title":{"rendered":"O porqu\u00ea da pausa"},"content":{"rendered":"<p>Ocorre-me o impulso de deitar tr\u00eas ou quatro palavras neste espa\u00e7o ap\u00f3s dias de recolhido sil\u00eancio em raz\u00e3o de um oportuno estio que me ofereci. O motivo, o amigo leitor de tantos anos bem sabe, foi o semestre mais do que atribulado e inquietante e cansativo que atravessamos neste 2013 \u2013 ainda, para mim, enigm\u00e1tico.<\/p>\n<p>Nada de empolgante tenho a lhe dizer, amigo, neste retorno.<\/p>\n<p>Dei fim a um antigo projeto \u2013 o ebook \u201cDas Coisas Simples, Sensatas e Sinceras\u201d, meu quarto livro, que j\u00e1 est\u00e1 \u00e0 venda na Amazon.com, mas ainda preparo o lan\u00e7amento oficial -, acelerei algumas leituras que estavam em atraso, al\u00e9m de passar alguns dias em S\u00e3o Jos\u00e9 do Barreiro, pacata cidade aos p\u00e9s da Serra da Bocaina, na divisa de S\u00e3o Paulo, Rio e Minas, onde tentei ficar distante dos notici\u00e1rios, do computador, de celular e das afli\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ali, meu caro, fico \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das conversas com amigos (que quase n\u00e3o vejo na metr\u00f3pole) e dos bancos da pra\u00e7a que, neste ano, vi enfeitar-se para as festas do Padroeiro da cidade, S\u00e3o Jos\u00e9.<\/p>\n<p>(Ali\u00e1s, rabisquei parte dessas maltra\u00e7adas em meu bloco de anota\u00e7\u00f5es, enquanto via  o entra-e-sain de devotos na matriz e funcion\u00e1rios da Prefeitura local espalhavam bandeirolas pelos postes de ilumina\u00e7\u00e3o da pra\u00e7a central.)<\/p>\n<p>O dia consagrado ao santo \u00e9 20 de mar\u00e7o, todos sabemos.<\/p>\n<p>Mas, na cidade, se reverencia a data em julho mesmo, em um fim de semana especial\u00edssimo, para aproveitar as f\u00e9rias escolares \u2013 e assim atrair leva deturistas e os filhos da terra que t\u00eam a chance de dar as caras por ali, matar a boa saudade dos amigos e dos tempos idos e vividos.<\/p>\n<p>H\u00e1 um calend\u00e1rio de eventos religiosos \u2013 missas, novenas, prociss\u00e3o e vig\u00edlias \u2013 e outro de realiza\u00e7\u00f5es, digamos, culturais com shows ao ar livre, bingos e barracas a sugerir uma comilan\u00e7a generalizada.<\/p>\n<p>Coisa simples, mas bem divertida; diria mesmo, b em nos moldes das tradi\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>De hora em hora, durante o dia, ouve-se o repicar dos sinos e, em seguida, a voz imperativa do locutor a conclamar o povo para atentar-se \u00e0s atra\u00e7\u00f5es do dia. Os altos-falantes estrategicamente fincados na torre da igreja nos trazem n\u00e3o s\u00f3 os recados, mas antigas can\u00e7\u00f5es em louvor ao Santo Cartpinteiro.<\/p>\n<p>Depois, se recomp\u00f5e o sil\u00eancio que tanto me conforta e distrai.<\/p>\n<p>Sempre que vou pra l\u00e1 vou a buscar um tantinho de paz. Desconfio ser a receita de tantos que l\u00e1 se achegam. Arejar a cabe\u00e7a, desconstruir planos e sonhos para tentar, inclusive, melhor entend\u00ea-los. Se valem ou n\u00e3o a luta. Se vale ou n\u00e3o continuar acreditando.<\/p>\n<p>Preciso desta pausa&#8230;<\/p>\n<p>*Pra quem escrever tr\u00eas ou quatro palavras, extrapolei&#8230; Era a saudade, perdoem-me. Est\u00e9 \u00e9 o post de n\u00famero 1999.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ocorre-me o impulso de deitar tr\u00eas ou quatro palavras neste espa\u00e7o ap\u00f3s dias de recolhido sil\u00eancio em raz\u00e3o de um oportuno estio que me ofereci. 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