{"id":12614,"date":"2013-09-28T00:00:00","date_gmt":"2013-09-28T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:17:26","modified_gmt":"2017-09-15T19:17:26","slug":"a-janela-3","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/a-janela-3\/","title":{"rendered":"A janela (3)"},"content":{"rendered":"<p>Eis que hoje se apresenta o amigo Poeta para, igualmente ao que o Escova ontem fez, esticar o nosso convers\u00f3rio, tendo a janela como tem\u00e1tica.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o fa\u00e7o diferen\u00e7a entre um e outro, rabisco aqui as observa\u00e7\u00f5es feitas  pelo Poeta que, como poder\u00e3o ver a seguir, \u00e9 mais chegado \u00e0s artes do que \u00e0s lembran\u00e7as.<\/p>\n<p>Ele come\u00e7a citando dois quadros que lhe s\u00e3o marcantes: \u201cA Mo\u00e7a na Janela\u201d, de Di Cavalcanti, e \u201cMulher \u00e0 Janela\u201d, de Salvador Dal\u00ed (foto).  O primeiro, conhe\u00e7o a partir da consulta que fa\u00e7o ao Google, incitado pelo coment\u00e1rio do amigo. O segundo, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, eu o vi no Museu Reina Sofia, em Madri e, mais incr\u00edvel ainda, sem nada entender de arte, tive a cara dura de escrever sobre o mesmo. <\/p>\n<p>Foi em 14 de agosto de 2008, e assim termina:<\/p>\n<p>\u201cDirei apenas que a mo\u00e7a, para mim, se faz t\u00e3o enigm\u00e1tica quanto a Mona Lisa, do Louvre. Com a diferen\u00e7a que, de repente, estamos do lado de c\u00e1 da janela, t\u00e3o pr\u00f3ximos e t\u00e3o alheios; como ela, atemporal e c\u00famplices de um eterno esperar\u201d.<\/p>\n<p>Como viram, este blog tamb\u00e9m \u00e9 cultura.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Poeta quase mudou de assunto. <\/p>\n<p>Recuperou o f\u00f4lego e seguiu com o relato.<\/p>\n<p>Para ele, \u201cJanela Indiscreta\u201d, de Hitchcock \u00e9 um de seus filmes preferidos. Mist\u00e9rio e suspense a partir do voyerismo do protagonista (James Stwart) que, por ter quebrado a perna, est\u00e1 confinado ao seu apartamento. Da sua janela come\u00e7a a espiar \u2013 talqualmente um Bial das antigas \u2013 o dia a dia da vizinhan\u00e7a. <\/p>\n<p>O filme \u00e9 de 1954 \u2013 e o Poeta jura que nem era nascido nessa \u00e9poca.<\/p>\n<p>Eu e o Escova duvidamos, mas preferimos n\u00e3o entrar no m\u00e9rito da quest\u00e3o.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito da m\u00fasica, o Poeta faz duas refer\u00eancias que acha b\u00e1rbaras.<\/p>\n<p>A primeira \u00e9 a can\u00e7\u00e3o \u201cTrem das Cores\u201d que Caetano Veloso fez para S\u00f4nia Braga \u2013 e \u00e9 lind\u00edssima mesmo.<\/p>\n<p>Descreve poeticamente a paisagem a partir da janela do trem que corta a Espanha.<\/p>\n<p>Um trecho:<\/p>\n<p>\u201cAs casas t\u00e3o verde e rosa<br \/>\nQue v\u00e3o passando ao nos ver passar<br \/>\nOs dois lados da janela<br \/>\nE aquela num tom de azul<br \/>\nQuase inexistente, azul que n\u00e3o h\u00e1<br \/>\nAzul que \u00e9 pura mem\u00f3ria de algum lugar\u201d.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>A outra can\u00e7\u00e3o, de inevit\u00e1vel lembran\u00e7a quando este \u00e9 o assunto, \u00e9 a que Chico Buarque fez em idos tempos:<\/p>\n<p>\u201cO tempo passou na janela<br \/>\nS\u00f3 Carolina n\u00e3o viu\u201d.<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei bem o porqu\u00ea, mas ao cantarolar esses versos, senti o amigo Poeta triste que s\u00f3. <\/p>\n<p>Quis, ent\u00e3o, quebrar o clim\u00e3o que ficou e brinquei:<\/p>\n<p>&#8211; Tem alguma Carolina no seu passado?<\/p>\n<p>E ele respondeu de forma bem realista, sem nehuma poesia:<\/p>\n<p>&#8211; Carolina, Carolina, n\u00e3o tem nenhuma, n\u00e3o. Fiquei no vazio. Por isso que fico triste&#8230;<\/p>\n<p>*Escrevi demais. Volto segunda&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eis que hoje se apresenta o amigo Poeta para, igualmente ao que o Escova ontem fez, esticar o nosso convers\u00f3rio, tendo a janela como tem\u00e1tica.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o fa\u00e7o diferen\u00e7a entre um e outro,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12614","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12614","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12614"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12614\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15403,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12614\/revisions\/15403"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12614"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12614"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12614"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}