{"id":12652,"date":"2013-11-14T00:00:00","date_gmt":"2013-11-14T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:17:21","modified_gmt":"2017-09-15T19:17:21","slug":"ainda-sobre-o-caso-jango","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/ainda-sobre-o-caso-jango\/","title":{"rendered":"Ainda sobre o caso Jango"},"content":{"rendered":"<p>*Aspas para J\u00e2nio de Freitas, em sua coluna de hoje, na Folha de S.Paulo:<\/p>\n<p>Bela ideia, a da recep\u00e7\u00e3o conjunta, em Bras\u00edlia, dos quatro ex-presidentes vivos e da presidente aos despojos de Jo\u00e3o Goulart, prevista para a manh\u00e3 de hoje. Quaisquer que sejam os erros atribu\u00edveis a Jo\u00e3o Goulart, com ou sem poss\u00edvel raz\u00e3o, entre eles n\u00e3o est\u00e1 ato algum de trai\u00e7\u00e3o \u00e0 democracia. <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Goulart foi parte ativa de um per\u00edodo dific\u00edlimo do Brasil, pela agita\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social, pela a\u00e7\u00e3o de interesses estrangeiros, a exacerba\u00e7\u00e3o das ambi\u00e7\u00f5es de poder, a conturbada descoberta de si mesma por toda a Am\u00e9rica Latina, tudo isso no quadro estrangulante da Guerra Fria. A viol\u00eancia valeu-se de todas as formas poss\u00edveis naqueles anos. Jo\u00e3o Goulart n\u00e3o a usou nunca. Lutou politicamente, mas n\u00e3o se vingou jamais, por nenhuma das tantas formas de vindita ao seu alcance, de algum dos autores da persegui\u00e7\u00e3o odienta de que foi alvo por in\u00fameros pol\u00edticos, militares e meios de comunica\u00e7\u00e3o, desde quando ministro do Trabalho, no governo presidencialista de Get\u00falio, \u00e0 sua derrubada e ex\u00edlio.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>*Aspas para Carlos Heitor Cony, em trecho do pr\u00f3logo (Por que escrevi este livro) de \u201cO Beijo da Morte\u201d, publicado em parceria com a jornalista Anna Lee, em 2003:<\/p>\n<p>Mesmo assim, n\u00e3o como desculpa mas como informa\u00e7\u00e3o, reconhecemos que este O Beijo da Morte n\u00e3o \u00e9 conclusivo. Antes de escrev\u00ea-lo, Anna Lee e eu t\u00ednhamos a consci\u00eancia de que n\u00e3o poder\u00edamos chegar a uma certeza sobre a morte dos tr\u00eas personagens. O caso de JK est\u00e1 encerrado, o de Jango est\u00e1 aberto mas longe de uma conclus\u00e3o. O de Lacerda nem sequer foi aberto. As duas Comiss\u00f5es Externas da C\u00e2mara dos Deputados, que investigaram as circunst\u00e2ncias da morte de JK e Jango, tamb\u00e9m n\u00e3o chegaram a uma conclus\u00e3o, embora reconhecendo que a soma dos depoimentos e pesquisas efetuadas representa um somat\u00f3rio de d\u00favidas que poder\u00e3o ser esclarecidas futuramente, com o surgimento de fatos novos.<\/p>\n<p>A \u00fanica certeza que Anna Lee e eu possu\u00edmos \u00e9 de que a palavra final sobre o mist\u00e9rio das tr\u00eas mortes talvez nunca seja poss\u00edvel. Desde 1976, quando ocorreu o desastre na Rio\u2014S\u00e3o Paulo que matou JK, formei uma opini\u00e3o pessoal sobre o caso: os ind\u00edcios s\u00e3o mais fortes do que as provas. \u00c9 um paradoxo, reconhe\u00e7o. Mas ao longo deste trabalho, Anna Lee e eu verificamos que muitos pesquisadores do mesmo assunto tiveram opini\u00e3o id\u00eantica ou an\u00e1loga. E um dos depoentes na Comiss\u00e3o da C\u00e2mara dos Deputados que investigou a morte de Jo\u00e3o Goulart, o ex-governador Miguel Arraes, expressou-se mais ou menos da mesma maneira, mas com formula\u00e7\u00e3o melhor e radical: \u201cPara mim, Juscelino Kubitschek, Jo\u00e3o Goulart e Carlos Lacerda foram assassinados. Os fatos s\u00e3o outra coisa.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Aspas para J\u00e2nio de Freitas, em sua coluna de hoje, na Folha de S.Paulo:<\/p>\n<p>Bela ideia, a da recep\u00e7\u00e3o conjunta, em Bras\u00edlia, dos quatro ex-presidentes vivos e da presidente aos despojos de Jo\u00e3o Goulart,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12652","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12652","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12652"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12652\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15367,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12652\/revisions\/15367"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12652"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12652"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12652"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}