{"id":12721,"date":"2014-02-22T00:00:00","date_gmt":"2014-02-22T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:16:30","modified_gmt":"2017-09-15T19:16:30","slug":"jeitinho-escova-de-amar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/jeitinho-escova-de-amar\/","title":{"rendered":"Jeitinho Escova de amar"},"content":{"rendered":"<p>\u201c&#8230; e aplicava-se a Maria Curativa<br \/>\npara todas as dores<br \/>\n&#8211; menos para as dores de amores<br \/>\nque j\u00e1 eram as mesmas desde sempre!\u201d<\/p>\n<p>*Mario Quintana no poema \u2018T\u00e3o simplesmente\u2019.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o amigo, entre um suspiro e outro, deixa escapar o tamanho do trompa\u00e7o em que se envolveu:<\/p>\n<p>\u201cCara, n\u00e3o sei o porqu\u00ea a gente ama tanto uma mulher!\u201d<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se era exatamente a confiss\u00e3o que gostaria de ter feito no meio do expediente, num fim de tarde com um solzinho ameno que poderia ser definido como melanc\u00f3lico.<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o segurou a onda &#8211; e deixou escapar a cruel realidade.<\/p>\n<p>Diria que foi assim como uma \u2018bufada\u2019 daquelas, t\u00edpicas do Felip\u00e3o, quando os rep\u00f3rteres insistem em uma pergunta que decididamente o t\u00e9cnico n\u00e3o quer responder.<\/p>\n<p>Decididamente, imagino que o enrosco que o amigo est\u00e1 vivendo seja bem mais maior \u2013 e mais do\u00eddo \u2013 do que escalar ou deixar de escalar este ou aquele nome.<\/p>\n<p>Ao que tudo o indica, levou cart\u00e3o vermelho, e est\u00e1 fora do jogo.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>A princ\u00edpio, pego de surpresa, n\u00e3o soube o que lhe responder \u2013 algu\u00e9m saberia?<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, nem sei se ele pr\u00f3prio gostaria de ouvir qualquer resposta.<\/p>\n<p>Tanto que aproveitou o meu sil\u00eancio constrangido \u2013 e se despediu.<\/p>\n<p>\u201cEstou atrasado para uma reuni\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>(Eu tamb\u00e9m participaria da reuni\u00e3o, mas deixei que seguisse \u00e0 frente.)<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Foi exatamente nesse momento que lembrei a m\u00e1xima de outro amigo, o Escova, tamb\u00e9m conhecido como Dom Juan das Quebradas do Sacom\u00e3. <\/p>\n<p>L\u00e1 naquele boteco fuleiro, onde o Sacom\u00e3 entortava o rabo e o velho bus\u00e3o F\u00e1brica-Pinheiros rangia a carroceria ao fazer a curva da rua Greenfeld, o safardana ensinava a quem quisesse ouvir:<\/p>\n<p>\u201cUm homem nunca deve amar louca e perdidamente uma mulher. \u00c9 perigoso de ser abandonado \u00e0 beira do caminho, como diz a can\u00e7\u00e3o do Erasm\u00e3o. Deve, sim, amar louca e perdidamente v\u00e1rias mulheres simultaneamente e se virar para dar conta do recado. Assim, se uma delas resolver se mandar, o pobre tem as outras para o devido e necess\u00e1rio consolo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201c&#8230; e aplicava-se a Maria Curativa<br \/>\npara todas as dores<br \/>\n&#8211; menos para as dores de amores<br \/>\nque j\u00e1 eram as mesmas desde sempre!\u201d<\/p>\n<p>*Mario Quintana no poema \u2018T\u00e3o simplesmente\u2019.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12721","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12721","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12721"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12721\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15299,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12721\/revisions\/15299"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12721"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12721"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12721"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}