{"id":12773,"date":"2014-05-02T00:00:00","date_gmt":"2014-05-02T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:14:04","modified_gmt":"2017-09-15T19:14:04","slug":"a-copas-as-figurinhas-e-a-selecao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/a-copas-as-figurinhas-e-a-selecao\/","title":{"rendered":"A Copas, as figurinhas e a sele\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Participei de tr\u00eas palestras para estudantes de jornalismos nos \u00faltimos dias. <\/p>\n<p>Plateias distintas, tem\u00e1rio diverso, em todas elas apareceu, na sess\u00e3o de perguntas, a mesma inquieta\u00e7\u00e3o: haver\u00e1 Copa no Brasil?<\/p>\n<p>Faltam 40 dias para o primeiro do Mundial \u2013 e a meninada, me parece, est\u00e1 a temer uma nova onda de protestos, como a que aconteceu em junho passado, simultaneamente \u00e0 Copa das Confedera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>N\u00e3o sou de fazer previs\u00f5es, mas a todos tranquilizei (ou decepcionei) lhes garantindo que Copa haver\u00e1. N\u00e3o ser\u00e1 (ou ser\u00e1?) aquela festa toda que os senhores da Copa (Fifa, CBF, Globo e parceiros) imaginaram. Carnaval, festas e mais festas, mulheres a rodo, uh, uh, uh&#8230;<\/p>\n<p>No entanto, quando a bola rolar, ser\u00e1 dif\u00edcil segurar a paix\u00e3o latente do pov\u00e3o brasileiro pela sele\u00e7\u00e3o e pela hegemonia do Planeta Bola.<\/p>\n<p>Nesse sentido, destaquei um dos ind\u00edcios para o meu progn\u00f3stico.<\/p>\n<p>Nas manh\u00e3s de domingo, uma multid\u00e3o se re\u00fane em uma pra\u00e7a perto de casa, adivinhem para o qu\u00ea?<\/p>\n<p>Adivinharam?<\/p>\n<p>Desconfio que n\u00e3o. <\/p>\n<p>Trocar figurinhas da Copa. Isto mesmo. Homens de todas as idades, mulheres, crian\u00e7as e o escambau, todos no af\u00e3 do desejo de ver completinho o \u00e1lbum da Copa.<\/p>\n<p>Pode?<\/p>\n<p>Claro que pode. Estamos no Brasil, onde se plantando tudo d\u00e1. <\/p>\n<p>Ops&#8230;<\/p>\n<p>De quebra, indico para a rapaziada que assistam ao filme \u201cO Ano Em Que Meus Pais Sa\u00edram de F\u00e9rias\u201d, tocante relato do Pa\u00eds em plena Copa de 70, com a ditadura em um de seus momentos de maior virul\u00eancia.<\/p>\n<p>Minhas preocupa\u00e7\u00f5es, digo aos estudantes, abrangem dois aspectos.<\/p>\n<p>1 \u2013 N\u00e3o haver\u00e1 qualquer legado social, digamos assim, da realiza\u00e7\u00e3o do evento no Brasil. A quest\u00e3o do desenvolvimento de determinadas regi\u00f5es, de melhorias para a mobilidade urbana etc. \u2013 tudo n\u00e3o passou de balela para que se justificasse o rio de dinheiro p\u00fablico que desaguou nas obras do Mundial.<\/p>\n<p>2 \u2013 E se o Brasil n\u00e3o ganhar a Copa&#8230; J\u00e1 pensaram? Sairemos do est\u00e1dio em sil\u00eancio, chorosos e com a alma em destro\u00e7os como aconteceu no Maracan\u00e3 em 50?<\/p>\n<p>Sei n\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>O jogo \u00e9 jogado e o lambari \u00e9 pescado.<\/p>\n<p>N\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o dif\u00edcil de acontecer. Vejam a p\u00edfia performance dos clubes brasileiros na Libertadores. Dos cinco representantes, sobrou apenas um: o Cruzeiro e com um futebolzinho dos mais chinfrins.<\/p>\n<p>Por outra, vejam a final da Champion. Ser\u00e1 jogada em Lisboa, por dois times espanh\u00f3is (Real e Atl\u00e9tico) que jogam descaradamente no estilo da escola alem\u00e3 de futebol. Valorizam a organiza\u00e7\u00e3o t\u00e1tica, o vigor f\u00edsico durante os 90 minutos e uma t\u00e9cnica apurada, sempre em dire\u00e7\u00e3o ao gol.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 um futebol vistoso, mas \u00e9 bem competitivo. <\/p>\n<p>O Guardiola que o diga. Tomou de quatro do Real na pr\u00f3pria casa.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se s\u00f3 a malemol\u00eancia e o embalo c\u00edvico da torcida v\u00e3o nos garantir a Ta\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Participei de tr\u00eas palestras para estudantes de jornalismos nos \u00faltimos dias. <\/p>\n<p>Plateias distintas, tem\u00e1rio diverso, em todas elas apareceu, na sess\u00e3o de perguntas, a mesma inquieta\u00e7\u00e3o: haver\u00e1 Copa no Brasil?<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12773","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12773","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12773"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12773\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15247,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12773\/revisions\/15247"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}