{"id":12797,"date":"2014-05-23T00:00:00","date_gmt":"2014-05-23T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:14:01","modified_gmt":"2017-09-15T19:14:01","slug":"ser-ou-nao-ser-cronista-5","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/ser-ou-nao-ser-cronista-5\/","title":{"rendered":"Ser ou n\u00e3o ser&#8230; cronista!"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o sei como, onde e por que me entendi cronista, a partir de determinado momento de minha passagem pelas reda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei tamb\u00e9m se posso me considerar \u2018cronista-cronista\u2019.<\/p>\n<p>Acho que esta condi\u00e7\u00e3o ganha consist\u00eancia quando come\u00e7o a blogar (diariamente) em setembro de 2006. Antes tinha uma coluna (Caro Leitor) semanal em um jornal de bairro paulistano (Gazeta do Ipiranga) no momento mais auspicioso deste g\u00eanero jornal\u00edstico em Sampa.<\/p>\n<p>Meus cinco ou seis am\u00e1veis leitores talvez queiram entender o que eram os jornais de bairro nas tr\u00eas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo 20. Pois bem, vou lhes dar uma \u00fanica informa\u00e7\u00e3o: a Gazetinha chegou a ter edi\u00e7\u00f5es de 54 p\u00e1ginas e tiragem na casa dos 60 mil exemplares.<\/p>\n<p>Ali \u2013 e em outras reda\u00e7\u00f5es de jornais paulistanos \u2013 trabalhei como rep\u00f3rter (especialmente na \u00e1rea de cultura), redator, editor; at\u00e9 secretaria gr\u00e1fica eu fiz. Mas, era escrevendo a coluna que eu me sentia mais \u00e0 vontade.<\/p>\n<p>Ali, reitero, eu me sentia um tantinho m\u00ednimo pr\u00f3ximo do que foram os grandes nomes da Imprensa brasileira que reverenciava e ainda hoje reverencio \u2013 Rubem Braga, M\u00e1rio Quintana, Fernando Sabino, Carlos Heitor Cony, Diaf\u00e9ria, Raul Drewnek; todos cronistas.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Todo esse intr\u00f3ito tem l\u00e1 sua raz\u00e3o de ser e de estar.<\/p>\n<p>Um amigo me perguntou o que exatamente quer dizer a express\u00e3o que cunhei, h\u00e1 algum tempo e que dias atr\u00e1s repeti aqui no blog, sobre ser \u2018um cronista de jornal sem jornal\u2019.<\/p>\n<p>&#8212; N\u00e3o \u00e9 a mesma coisa?<\/p>\n<p>Sim e n\u00e3o, respondo.<\/p>\n<p>A internet \u00e9 uma plataforma de comunica\u00e7\u00e3o bem generosa, tipo cora\u00e7\u00e3o de m\u00e3e. <\/p>\n<p>Cabe tudo. No blog, por exemplo, \u00e9 poss\u00edvel desenvolver diversos estilos de linguagem, inclusive a cr\u00f4nica.<\/p>\n<p>J\u00e1 no jornal \u2013 onde \u00e9 o habitat natural da cr\u00f4nica e do cronista -, o que se preza \u00e9 o texto no ritmo de conversa de amigo, a cumplicidade para comentar o detalhe do dia a dia, o olhar mais alongado para o que poucos veem.  <\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Outro ponto \u00e9 que o p\u00fablico leitor de um jornal \u00e9 supostamente fidelizado. At\u00e9 por for\u00e7a das assinaturas, todos os dias as mesmas pessoas leem o mesmo jornal e assim se acostumam com este ou aquele escriba. <\/p>\n<p>J\u00e1 a internet, meu Papai, o mundo gira e parece aportar na nossa baia eletr\u00f4nica, sem qualquer controle. M\u00eas passado, o maior n\u00famero de p\u00e1ginas visitadas deste modesto blog veio da cidade de&#8230; Amisterd\u00e3. Neste m\u00eas, at\u00e9 o momento em que batuco essas letrinhas, recebi mais visitantes da Alemanha do que do Brasil, pode? <\/p>\n<p>Na web, pode, Explica-se? <\/p>\n<p>Nem tudo tem explica\u00e7\u00e3o nos dias de hoje.<\/p>\n<p>*Volto ao tema amanh\u00e3.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o sei como, onde e por que me entendi cronista, a partir de determinado momento de minha passagem pelas reda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei tamb\u00e9m se posso me considerar \u2018cronista-cronista\u2019.<\/p>\n<p>Acho que esta condi\u00e7\u00e3o ganha consist\u00eancia quando come\u00e7o a blogar (diariamente) em setembro de 2006.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12797","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12797","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12797"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12797\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15226,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12797\/revisions\/15226"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12797"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12797"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12797"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}