{"id":12804,"date":"2014-05-30T00:00:00","date_gmt":"2014-05-30T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:14:00","modified_gmt":"2017-09-15T19:14:00","slug":"pioneiros-do-rock-4","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/pioneiros-do-rock-4\/","title":{"rendered":"Pioneiros do rock"},"content":{"rendered":"<p>Volto a ser instigado pelo amigo Marcelo para falar dos prim\u00f3rdios (gostaram?) do rock no Brasil. Ele me pergunta se conhe\u00e7o Carlos Gonzaga e se tudo come\u00e7ou ali, quando o cantor gravou a vers\u00e3o de \u201cDiana\u201d e fez um enorme sucesso. Isso no fim dos anos 50, in\u00edcio dos 60.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi bem assim, digo.<\/p>\n<p>A cantora Nora Ney foi a primeira a gravar a um rock por aqui. Em 1955, ela interpretou a vers\u00e3o de \u201cRock Around The Clock\u201d (\u201cRondas das Horas\u201d) para surpresa geral, pois era uma cantora de dolentes sambas-can\u00e7\u00f5es, como \u201cNingu\u00e9m \u00c9 de Ningu\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>No auge da fama, Cauby Peixoto tamb\u00e9m incluiu no repert\u00f3rio a sacudida \u201cMarina\u201d, tamb\u00e9m uma vers\u00e3o, para o que ent\u00e3o se dizia chamar \u201cm\u00fasica para a juventude\u201d.<\/p>\n<p>Mas, nem um dos tr\u00eas \u2013 Gonzaga, Nora e Cauby \u2013 podem ser considerados roqueiros.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>A primeira gera\u00e7\u00e3o a se identificar com o g\u00eanero &#8211; e se reconhecer como roqueiros &#8211; re\u00fane nomes como Ronnie Cord, Meire Pav\u00e3o, Tony Campello, Celi Campello, S\u00e9rgio Murilo, Dem\u00e9trius, Wilson Miranda, entre outros menos cotados. <\/p>\n<p>Por essa \u00e9poca, esses jovens int\u00e9rpretes emplacaram sucessos inesquec\u00edveis (como \u201cRua Augusta\u201d, \u201cBiqu\u00edni de Bolinha Amarelinha\u201d, \u201cBanho de Lua\u201d, \u201cEst\u00fapido C\u00fapido\u201d, \u201cRitmo da Chuva\u201d, \u201cCorina\u201d, \u201cMarcianita\u201d, \u201cDomingo de Sol\u201d, \u201cOh! Carol\u201d) e provocaram a apari\u00e7\u00e3o nas r\u00e1dios do disk-j\u00f3quei especializado no g\u00eanero. Programas como \u201cOs Brotos Comandam\u201d, de Luiz Aguiar, na r\u00e1dio Bandeirantes, era um dos l\u00edderes de audi\u00eancia.<\/p>\n<p>O r\u00e1dio era o grande ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o da \u00e9poca. Os musicais na TV eram t\u00edmidos e sua repercuss\u00e3o, idem. <\/p>\n<p>Publicamente, esses artistas participavam das chamadas \u2018caravanas dos artistas\u2019 que percorriam as cidades do Interior, com shows em cinemas e teatros nos finais de semana.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Normalmente, quem capitaneava essas excurs\u00f5es eram disks-j\u00f3queis ou mesmo alguns emergentes apresentadores de TV. Exemplo: Abelardo Barbosa, o Chacrinha, manteve sua caravana durante muitos anos, mesmo no auge do seu programa na Globo.<\/p>\n<p>Era, como dizem, uma m\u00e3o lavando a outra. O apresentador divulgava a m\u00fasica no programa dele e o artista era uma das atra\u00e7\u00f5es da caravana. Todos faturavam e eram felizes.<\/p>\n<p>\u2022Amanh\u00e3 continua&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Volto a ser instigado pelo amigo Marcelo para falar dos prim\u00f3rdios (gostaram?) do rock no Brasil. 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