{"id":12927,"date":"2014-10-23T00:00:00","date_gmt":"2014-10-23T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:08:11","modified_gmt":"2017-09-15T19:08:11","slug":"uma-incerta-mulher","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/uma-incerta-mulher\/","title":{"rendered":"Uma incerta mulher"},"content":{"rendered":"<p>Encontraram-se por acaso \u00e0 entrada do restaurante. <\/p>\n<p>Foram amigos \u2013 n\u00e3o sei lhes dizer se continuavam sendo. Uma incerta mo\u00e7a de nome n\u00e3o revelado, mas de beleza, creio, insuspeita, abalou a proximidade de ambos. <\/p>\n<p>A conversa, em tom pouco amistoso, foi inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>&#8211; Voc\u00ea viu? Ela voltou pra mim.<\/p>\n<p>&#8211; Bom dia, n\u00e9? H\u00e1 tempos n\u00e3o nos vemos.<\/p>\n<p>&#8211; T\u00e1 sabendo, n\u00e3o t\u00e1?<\/p>\n<p>&#8211; Sobre&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Eu e ela estamos juntos de novo, e agora \u00e9 definitivo.<\/p>\n<p>&#8211; Que bom. Fa\u00e7o gosto. Ela merece ser feliz.<\/p>\n<p>&#8211; Sou o homem da vida dela.<\/p>\n<p>&#8211; Que legal! Ent\u00e3o, est\u00e3o bem?<\/p>\n<p>&#8211; \u00d3timos. Ela me disse que cansou de aventuras. Quer uma vida de verdade.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o sei se o que vivemos, ainda que brevemente, pode ser chamado de aventura. Eu daria a\u00e7\u00e3o ao verbo. Ela queria aventurar-se. Na vida e no amor.<\/p>\n<p>&#8211; Foi um vacilo, ela reconhece.<\/p>\n<p>&#8211; Ou a consuma\u00e7\u00e3o de um desejo maior.<\/p>\n<p>&#8211; Como assim?<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o sei se h\u00e1 uma explica\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>&#8211; \u00c9, pode ser. Mas, o certo \u00e9 que agora estamos juntos, e felizes, repito.<\/p>\n<p>&#8211; Talvez, o incerto que vivemos tenha sido essencial para que hoje voc\u00eas se entendam&#8230; Talvez, eu disse. N\u00e3o sou o senhor da verdade; ali\u00e1s, n\u00e3o tenho certeza alguma. Vivo e deixo viver. Vale o momento, o encantamento do que se sentiu \u2013 e sente.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o ouse procur\u00e1-la.<\/p>\n<p>&#8211; Fique tranquilo. Me perdoe a indiscri\u00e7\u00e3o, mas foi intenso o que vivemos, eu e ela. Mas, passou. Ela sempre soube que sou passo; n\u00e3o, o caminho.<\/p>\n<p>&#8211; Como assim?<\/p>\n<p>&#8211; Deixa pra l\u00e1, a vida tem l\u00e1 seus mist\u00e9rios. Foi bom v\u00ea-lo com sa\u00fade. Minhas recomenda\u00e7\u00f5es \u00e0&#8230;fam\u00edlia. Vou indo, adeus.<\/p>\n<p>&#8211; Adeus! <\/p>\n<p>*Nota do cronista<\/p>\n<p>\u00c9 s\u00f3 o registro do encontro de dois amigos, ou ex-amigos, separados por formas diferentes de amar a mesma mulher. N\u00e3o fa\u00e7am, queridos leitores, ila\u00e7\u00f5es com os dias atuais. Afinal, como diz a \u2018mem\u00ea\u2019 que circula pela a\u00ed, \u00e9 preciso amar as pessoas como se n\u00e3o houvesse elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encontraram-se por acaso \u00e0 entrada do restaurante. <\/p>\n<p>Foram amigos \u2013 n\u00e3o sei lhes dizer se continuavam sendo. Uma incerta mo\u00e7a de nome n\u00e3o revelado, mas de beleza, creio, insuspeita,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12927","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12927","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12927"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12927\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15107,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12927\/revisions\/15107"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12927"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12927"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12927"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}