{"id":12936,"date":"1999-08-24T00:00:00","date_gmt":"1999-08-24T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-13T19:56:00","modified_gmt":"2017-09-13T19:56:00","slug":"e-o-novo-sempre-vem","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/e-o-novo-sempre-vem\/","title":{"rendered":"E o novo sempre vem&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>O jornalista Sinval Le\u00e3o participa do Semin\u00e1rio da C\u00e1tedra Unesco<\/p>\n<p>Todos os anos a ind\u00fastria da Comunica\u00e7\u00e3o movimenta aproximadamente 500 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em todo o Planeta. Fala-se, por\u00e9m, que h\u00e1 um mercado potencial para 3,5 trilh\u00f5es \u2013 o que pressup\u00f5e que h\u00e1 muita coisa a ser feita, um longo caminho de conquistas e, principalmente, aprendizado.<\/p>\n<p>Como preconizou a lend\u00e1ria can\u00e7\u00e3o de Belchior nos anos 70&#8230;<br \/>\n&#8220;e o novo sempre vem.&#8221;<\/p>\n<p>Os n\u00fameros e o espanto foram divulgados pelo diretor-respons\u00e1vel da Revista Imprensa, jornalista Sinval Le\u00e3o, ao participar da segunda reuni\u00e3o do semin\u00e1rio da C\u00e1tedra UNESCO de Comunica\u00e7\u00e3o na ter\u00e7a-feira (10) na Universidade Metodista do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Para Sinval, a aproxima\u00e7\u00e3o da universidade com o mercado \u00e9 inevit\u00e1vel &#8220;para o processo de antecipa\u00e7\u00e3o dos cen\u00e1rios do futuro&#8221;. Da mesma forma, s\u00e3o vitais projetos como o &#8220;Jornalista do Futuro&#8221; que a revista realizou no ano passado, &#8220;apesar das limita\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias&#8221;. O jornalista ainda criticou a obrigatoriedade do diploma como \u201cuma forma fascista de reserva de mercado\u201d. Disse que s\u00f3 no Brasil existe essa restri\u00e7\u00e3o que, deu a entender, pode significar um atraso na democratiza\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia de crescimento do mercado, segundo Sinval, \u00e9 reflexo do jornalismo eletr\u00f4nico e on-line que promete se espalhar e repercutir nos diversos segmentos da sociedade. &#8220;Temos que est\u00e1 aberto para o futuro que, certamente, vai aliar formas jornal\u00edsticas ainda n\u00e3o amplamente exploradas, o on-line e o eletr\u00f4nico, com as de padr\u00e3o tradicional&#8221;. Destacou que a pr\u00f3pria Revista Imprensa tem se esfor\u00e7ado para acompanhar as mudan\u00e7as &#8220;que v\u00e3o preparar e antecipar os novos tempos&#8221;.<\/p>\n<p>O jornalista considera que esse desafio passa obrigatoriamente pela aproxima\u00e7\u00e3o da universidade com o dia-a-dia das reda\u00e7\u00f5es. O projeto &#8220;Jornalista do Futuro&#8221;, que levou estudantes brasileiros para um est\u00e1gio de um m\u00eas na Graduet School of Jornalism da University Columbia, \u00e9 um dos valiosos instrumentos neste sentido.<\/p>\n<p>&#8220;Essa experi\u00eancia nos trouxe a leitura de que o futuro vem a\u00ed, e muito rapidamente&#8221;, assinalou.<\/p>\n<p>No entender de Sinval, o processo mercadol\u00f3gico \u00e9 perverso. O estresse de uma reda\u00e7\u00e3o (com as m\u00faltiplas obriga\u00e7\u00f5es de hor\u00e1rio e fechamento, um olho na not\u00edcia, outro na concorr\u00eancia, a press\u00e3o do Poder etc) pode endurecer (ou seria emburrecer), paralisar o jornalista&#8221;.<\/p>\n<p>Por isso, a Revista Imprensa tem aberto novos flancos de aproxima\u00e7\u00e3o com o ensino. Durante esses doze anos de exist\u00eancia, a Revista sempre teve como prioridade &#8220;escrever sobre a Imprensa, sobre os homens que fazem a Imprensa&#8221;. Essa discuss\u00e3o pressup\u00f5e o contempor\u00e2neo e a investiga\u00e7\u00e3o dos cen\u00e1rios &#8220;que antecipam o que est\u00e1 por acontecer em termos comunicacionais&#8221;. Por isso, al\u00e9m da nave-m\u00e3e que \u00e9 a pr\u00f3pria publica\u00e7\u00e3o mensal (com tiragem de 30 mil exemplares), a empresa Imprensa Editorial tem outros produtos como cursos, semin\u00e1rios e oficinas de jornalismo. Em \u00faltima an\u00e1lise, o que se projeta \u00e9 &#8220;a divulga\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o das novas tecnologias&#8221;. Afinal, como Sinval lembrou durante o semin\u00e1rio, o lema da Revista Imprensa e daqueles que a fazem n\u00e3o deixa d\u00favidas: &#8220;Tudo, menos o \u00f3bvio&#8221;.<\/p>\n<p>Sobre a obrigatoriedade do diploma para exerc\u00edcio profissional, o jornalista disse tratar-se de uma &#8220;inconceb\u00edvel reserva de mercado, de car\u00e1ter fascista, feita por decreto durante o regime discricion\u00e1rio imposto ao Pa\u00eds a partir de 64&#8221;. Ao defender esse ponto de vista, Sinval garante n\u00e3o estar diminuindo, mas defendendo a universidade que, ressalta, &#8220;tem uma fun\u00e7\u00e3o mais grandiosa: a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento&#8221;. N\u00e3o comentou, por\u00e9m, que na pr\u00e1tica essa regulamenta\u00e7\u00e3o j\u00e1 vem sendo &#8220;furada&#8221; pelos principais ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o de todo o Pa\u00eds, menos por uma quest\u00e3o de democratizar a informa\u00e7\u00e3o e mais, muito mais, por interesse de quem est\u00e1 no Poder ou em suas cercanias.<\/p>\n<p>Mas, isso j\u00e1 \u00e9 outra quest\u00e3o; outra hist\u00f3ria que fica para uma pr\u00f3xima vez&#8230;<\/p>\n<p>Um pr\u00f3ximo semin\u00e1rio, talvez.<\/p>\n<p>* Publicado na revista M\u00eddia F\u00f3rum, da C\u00e1tedra da Unesco e da P\u00f3s em Comunica\u00e7\u00e3o Social da Universidade Metodista de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jornalista Sinval Le\u00e3o participa do Semin\u00e1rio da C\u00e1tedra Unesco<\/p>\n<p>Todos os anos a ind\u00fastria da Comunica\u00e7\u00e3o movimenta aproximadamente 500 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em todo o Planeta. 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