{"id":12950,"date":"2014-11-13T00:00:00","date_gmt":"2014-11-13T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:08:09","modified_gmt":"2017-09-15T19:08:09","slug":"musicais-made-in-brazil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/musicais-made-in-brazil\/","title":{"rendered":"Musicais Made in Brazil"},"content":{"rendered":"<p>Os musicais \u2018made in Brazil\u2019 est\u00e3o em alta.<\/p>\n<p>Esses espet\u00e1culos t\u00eam como caracter\u00edstica comum a inspira\u00e7\u00e3o da tem\u00e1tica. Todos se baseiam na recria\u00e7\u00e3o da trajet\u00f3ria de vida de um grande nome do nosso showbiz. Um escancarado apelo \u00e0 nostalgia dos tempos idos e vividos.<\/p>\n<p>Lembro-me de, no passado, assistir algo do g\u00eanero em uma obra que recriava a obra do grande Orlando silva, o cantor das multid\u00f5es. N\u00e3o faz tanto tempo assim, o ator\/protagonista era Tuca de Andrade e a pe\u00e7a n\u00e3o fez l\u00e1 grande sucesso.<\/p>\n<p>A moda pegou mesmo com a celebra\u00e7\u00e3o \u00e0 vida e obra de Tim Maia (que consagrou Thiago Abravanel como ator de primeira) e ganhou for\u00e7a com as retomadas das biografias sonoras de Rita Lee (com Mel Lisboa), Cazuza, C\u00e1ssia Eller e agora a estreia no Rio de Janeiro de \u201cChacrinha \u2013 O Musical\u201d.<\/p>\n<p>Stepan Nercessian far\u00e1 o tresloucado apresentador na fase mais popular de sua carreira. <\/p>\n<p>Ali\u00e1s, na entrevista concedida \u00e0 Imprensa para promover o espet\u00e1culo, Nercessian destaca que a alegria toda que se via nos palcos, aquela anarquia, aquela festa n\u00e3o se fazia presentes na vida cotidiana do Velho Guerreiro.<\/p>\n<p>\u201cFora do palco era um homem obsessivo, preocupado com a audi\u00eancia\u201d \u2013 disse ao rep\u00f3rter Ubiratan Brasil, de O Estado de S.Paulo.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Sou um homem nost\u00e1lgico, apaixonado por m\u00fasica popular brasileira. Escrevi sobre o tema durante muito tempo, entrevistei quase todos os acima citados \u2013 inclusive o Chacrinha e notei, \u00e0 \u00e9poca, o semblante triste do homem que tantos nos alegrava, enfim&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o entendo como resisto ao impulso de assistir a essas novas montagens, mesmo me entusiasmando quando tomo conhecimento da exist\u00eancia delas. <\/p>\n<p>Eu as considero v\u00e1lidas, importantes. Valorizam a mem\u00f3ria de uma cultura genuinamente nossa que, n\u00e3o raras vezes, \u00e9 absurdamente menosprezada.<\/p>\n<p>\u201cSomos feitos de sil\u00eancios e sons\u201d, diria o setentinha N\u00e9lson Motta em parceria com Lulu Santos.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Lembro que a mesma sensa\u00e7\u00e3o de sim e n\u00e3o me ocorreu, n\u00e3o faz muito, quando alguns amigos me convidaram para assistir \u00e0 volta de Os Mutantes (com Z\u00e9lia Duncan no lugar de Rita Lee). Foi um show no Parque da Independ\u00eancia, no bairro do Ipiranga, onde trabalhei longos anos. Talvez por isso, o pessoal me garantiria um lugar privilegiado entre \u201cos especialmente convidados\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o fui, e em nenhum momento me senti tentado a ir.<\/p>\n<p>Era legal ver os Mutantes quando eu tinha 20 anos \u2013 e eles tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Fazia sentido entoar o refr\u00e3o sacudido de Benjor:<\/p>\n<p>\u201cEla \u00e9 minha menina<br \/>\nEu sou o menino dela\u201d<\/p>\n<p>Hoje, pra l\u00e1 de sessent\u00e3o (eu e eles), nem tanto; concordam?<\/p>\n<p>\u00c9 coisa minha, eu sei.<\/p>\n<p>\u00c9 s\u00f3 um jeito de ver as coisas. N\u00e3o precisa ningu\u00e9m me acompanhar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os musicais \u2018made in Brazil\u2019 est\u00e3o em alta.<\/p>\n<p>Esses espet\u00e1culos t\u00eam como caracter\u00edstica comum a inspira\u00e7\u00e3o da tem\u00e1tica. 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