{"id":12986,"date":"2014-12-24T00:00:00","date_gmt":"2014-12-24T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:06:40","modified_gmt":"2017-09-15T19:06:40","slug":"eterno-recomecar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/eterno-recomecar\/","title":{"rendered":"Eterno recome\u00e7ar"},"content":{"rendered":"<p>Penso que a vida de cada um (e de todos) \u00e9 feita de fases, ciclos, etapas \u2013 palavras que ensejam o desafio do nosso eterno recome\u00e7ar.<\/p>\n<p>\u201cReinventar-se\u201d \u2013 eis o termo que mais ouvi neste ano atribulado de 2014.<\/p>\n<p>(Por favor, n\u00e3o me venham com a gracinha de lembrar o 7 a 1, gol da Alemanha, que paro j\u00e1 de escrever e s\u00f3 volto em 2015.)<\/p>\n<p>Identifico nas comemora\u00e7\u00f5es do Natal um tanto dessas indel\u00e9veis mudan\u00e7as. De h\u00e1 muito, as rever\u00eancias ao nascimento do Menino Deus deixaram de ser apenas \u2013 e t\u00e3o somente \u2013 uma festa religiosa.  Embora seja intr\u00ednseca a proposta de unir e harmonizar as pessoas, o mundo&#8230; <\/p>\n<p>Ao longo da vida, por\u00e9m, tais comemora\u00e7\u00f5es ganham contornos e \u2018defini\u00e7\u00f5es\u2019 diversas que se assemelham na forma, mas diferem no conte\u00fado.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Quando crian\u00e7a, h\u00e1 um encantamento natural que se pronuncia com a chegada do m\u00eas de dezembro e t\u00eam seu \u00e1pice na na noite de 24 para 25 de dezembro. As casas enfeitadas, as luzes na cidade, os presentes, a chegada do Bom Velhinho, as hist\u00f3rias que nos contam, o pres\u00e9pio.. tudo nos sugere o l\u00fadico, o magn\u00edfico, como se a vida fosse a admir\u00e1vel realiza\u00e7\u00e3o de um lindo sonho.<\/p>\n<p>Para os jovens, esse trelel\u00ea de magia e sobrenatural d\u00e1 lugar para o aqui e o agora. Valem mesmo as comemora\u00e7\u00f5es, o encontro com os amigos (e mesmo com os n\u00e3o t\u00e3o amigos assim), as festas, o alargar dos horizontes, a divers\u00e3o incontida e a certeza de que dias melhores (ou minimamente iguais a esses) vir\u00e3o&#8230; <\/p>\n<p>A juventude \u00e9 naturalmente a morada da esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Na fase adulta, a meta \u00e9 n\u00e3o deixar a peteca cair. Temos de manter o pique e n\u00e3o decepcionar a expectativa das pessoas que nos rodeiam. Por consequ\u00eancia n\u00e3o podemos decepcionar a n\u00f3s mesmos. Somos mais um instrumento da alegria alheia; dos filhos, especialmente. Dos amigos, dos parentes, do nosso grupo social. <\/p>\n<p>O Natal tem um qu\u00ea de compromisso: ser feliz ao lado de quem se ama e de quem nos sentimos pr\u00f3ximos. \u00c9 legal tamb\u00e9m, mas aqui j\u00e1 se tem a no\u00e7\u00e3o de que s\u00e3o momentos fugazes, sem a perenidade de tempos idos, tidos e havidos.<\/p>\n<p>Sempre lembro o verso de uma can\u00e7\u00e3o dos anos 80, de Kleyton e Kledir:<\/p>\n<p>\u201cSer feliz \u00e9 tudo o que se quer\u201d.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Essa felicidade compartilhada, entendo, ganha contornos mais plenos ao embicarmos na curva dos sessenta.  A festa n\u00e3o \u00e9 mais nossa, mas, inclusive e tamb\u00e9m. <\/p>\n<p>A festa \u00e9 de todos.<\/p>\n<p>E a\u00ed nos alegramos com a alegria da crian\u00e7a,<\/p>\n<p>com a euforia da rapaziada,<\/p>\n<p>com a plenitude do adulto&#8230;<\/p>\n<p>Mas, l\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o, olhamos toda essa manifesta\u00e7\u00e3o de j\u00fabilo e paz pelas lentes da imensur\u00e1vel saudade das pessoas que se foram \u2013 e que, um dia, viveram, com a gente, os mesmos momentos, os mesmos quereres.<\/p>\n<p>Elas se fazem lembran\u00e7as presentes. Renascem em serenas part\u00edculas de luz e, como um novo milagre do Menino Deus, esquecemos que somos finitos e voltamos a acreditar.<\/p>\n<p>Feliz Natal a todos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Penso que a vida de cada um (e de todos) \u00e9 feita de fases, ciclos, etapas \u2013 palavras que ensejam o desafio do nosso eterno recome\u00e7ar.<\/p>\n<p>\u201cReinventar-se\u201d \u2013 eis o termo que mais ouvi neste ano atribulado de 2014.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12986","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12986","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12986"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12986\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15052,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12986\/revisions\/15052"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12986"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12986"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12986"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}