{"id":13019,"date":"2015-02-26T00:00:00","date_gmt":"2015-02-26T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:06:36","modified_gmt":"2017-09-15T19:06:36","slug":"escova-e-a-cancao-de-ottis-reeding","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/escova-e-a-cancao-de-ottis-reeding\/","title":{"rendered":"Escova e a can\u00e7\u00e3o de Ottis Reeding"},"content":{"rendered":"<p>Como bem sabem meus cinco ou seis fi\u00e9is leitores, meu amigo Escova se arvora o direito e a fun\u00e7\u00e3o de ser o \u2018ombudsman\u2019 deste modesto Blog.<\/p>\n<p>Deixa disso, u\u00edlso, j\u00e1 lhe disse.<\/p>\n<p>Mas, ao arrepio da minha vontade, vez ou outra ele me interpela sobre as bobagens que escrevo.<\/p>\n<p>N\u00e3o lhe dou cr\u00e9dito, mas lhe devo aten\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Afinal, Escova \u00e9 velho e conhecido amigo dos tempos da reda\u00e7\u00e3o de piso assoalhado e grandes janel\u00f5es para a rua Bom Pastor, tempos em que ostentava, por  merecimento,  a alcunha mui digna de Dom Juan das Quebradas do Sacom\u00e3.<\/p>\n<p>Que fase, aquela!!!<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Deixemos de conversinhas, como diria o Muricy (que ontem voltou a sorrir depois da goleada do S\u00e3o Paulo no tal do Dan\u00fabio que n\u00e3o \u00e9 azul, mas \u00e9 do Uruguai), e vamos ao que interessa.<\/p>\n<p>Escova me mandou um longo email, com basicamente duas cobran\u00e7as.<\/p>\n<p>Vou resumi-las.<\/p>\n<p>A primeira:<\/p>\n<p>\u201cQuando nos veremos de novo, para por a conversa em dia?\u201d<\/p>\n<p>Respondi de pronto:<\/p>\n<p>\u201cA princ\u00edpio, s\u00e1bado pela manh\u00e3, em algum boteco qualquer no Ponto F\u00e1brica, como nos idos tempos. Mas, n\u00e3o garanto porque, na nossa idade, um dia se est\u00e1 bem; no outro, sabe l\u00e1 Deus.\u201d<\/p>\n<p>N\u00e3o estamos mais naquela fase&#8230;<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>A segunda quest\u00e3o diz respeito aos posts que escrevi sobre minha viagem ao Caribe:<\/p>\n<p>\u201cFiquei com a sincera impress\u00e3o que o amigo se inspirou em uma antiga can\u00e7\u00e3o do nosso tempo, \u201cSitting On The Doc Of The Bay\u201d, do saudoso Ottis Reeding, que fez um relativo sucesso em fins dos anos 60. Estou certo?\u201d<\/p>\n<p>Escova tamb\u00e9m \u00e9 cultura. Foi gentil ao escrever que me \u201cinspirei\u201d naquela linda can\u00e7\u00e3o (que vou procurar no Youtube para ouvi-la). Se bem o conhe\u00e7o, e pelo jeit\u00e3o debochado, quis dizer mesmo que o que fiz foi um pl\u00e1gio despudorado.<\/p>\n<p>No \u00edntimo, fiquei lisonjeado em ter propiciado ao amigo essa lembran\u00e7a. A bem da verdade, minha cr\u00f4nica fica bem abaixo do que canta o grande e saudoso Ottis (que morreu logo em seguida em um desastre a\u00e9reo). <\/p>\n<p>Os versos da can\u00e7\u00e3o mostram o protagonista, diante da ba\u00eda de S\u00e3o Francisco, vendo o vaiv\u00e9m das ondas, esperando que o dia se acabe, com a certeza de que tudo vai permanecer como est\u00e1. Nada vai mudar.<\/p>\n<p>Eu gostava pra caramba da can\u00e7\u00e3o \u2013 e at\u00e9 me identificava com os versos, mas nem sequer tinha 20 anos.<\/p>\n<p>Que fase aquela!!!<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>Lamento decepcionar ao amigo Escova.<\/p>\n<p>(E isso independe das fases).<\/p>\n<p>Meus alinhavos n\u00e3o t\u00eam nada de t\u00e3o po\u00e9tico.<\/p>\n<p>Sou apenas um homem simples do Cambuci que, quando a vida lhe prop\u00f5e uma pausa, n\u00e3o perde a chance de se deixar levar em pensamentos e admira\u00e7\u00e3o diante dos sete tons de azuis do mar de San Andr\u00e9s.<\/p>\n<p>Se lhe lembrei o personagem da can\u00e7\u00e3o, talvez seja porque todo cara sonhador, com uma leve tend\u00eancia \u00e0 melancolia, se parece um pouco comigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como bem sabem meus cinco ou seis fi\u00e9is leitores, meu amigo Escova se arvora o direito e a fun\u00e7\u00e3o de ser o \u2018ombudsman\u2019 deste modesto Blog.<\/p>\n<p>Deixa disso, u\u00edlso,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13019","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13019","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13019"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13019\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15019,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13019\/revisions\/15019"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13019"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13019"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13019"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}