{"id":13073,"date":"2015-05-14T00:00:00","date_gmt":"2015-05-14T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:03:25","modified_gmt":"2017-09-15T19:03:25","slug":"o-castelo-dos-mouros","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/o-castelo-dos-mouros\/","title":{"rendered":"O Castelo dos Mouros"},"content":{"rendered":"<p>Sintra se situa nos arredores de Lisboa \u2013 e \u00e9 uma agrad\u00e1vel parada para os turistas que circulam, em n\u00famero cada vez maior, por terras portuguesas.<\/p>\n<p>H\u00e1 um centrinho com ruas apertadas, tortuosas, com com\u00e9rcio local e a del\u00edcia do pastel de nata da bodega mais afamada do lugar, a Piriquita. Tem fila \u00e0 porta em busca da fina especiaria.<\/p>\n<p>L\u00e1 voc\u00ea tamb\u00e9m pode visitar o antigo pr\u00e9dio da Prefeitura e andar pelos arredores para conhecer as famosas Quintas, propriedades rurais onde, nos idos do tempo que se perdeu, comerciantes mais abastados, com o ir e vir das caravelas, se refugiavam ao lado de amigos para brindar a vida e as venturas de viver num per\u00edodo em que n\u00e3o havia nem internet, nem telefone celular.<\/p>\n<p>\u201ckkkkkkkkkkk\u201d<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Ou\u00e7o a piada infame quando me vejo em meio de um grupo de brasileiros (do Rio Grande do Norte, me avisa um deles) e sorrio tentando ser simp\u00e1tico.<\/p>\n<p>Faz algum sentido, respondo no exato momento em que o senhor me mostra o visor do celular, com o que suponho seja sua p\u00e1gina no facebook.<\/p>\n<p>A gargalhada \u00e9 por conta e risco do autor da anedota.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>N\u00e3o acompanho a turma na visita ao interior do pr\u00e9dio. Prefiro seguir com outro bando para o tal Castelo dos Mouros. Acho a proposta bem interessante,<\/p>\n<p>Na van que nos leva ao destino, o motorista-guia fala dos povos que ali viveram ao longo dos s\u00e9culos \u2013 gregos, romanos, celtas, mouros, entre outros. Trata-se de uma fortaleza no cume de uma enorme rocha que permite uma vis\u00e3o extraordin\u00e1ria das plan\u00edcies que cercam a Vila de Sintra.<\/p>\n<p>Em visitas anteriores a Portugal, estive em outras dessas constru\u00e7\u00f5es em ru\u00ednas. Duas delas me lembro bem: o Castelo dos Templ\u00e1rios em Tomar e o de S\u00e3o Jorge em Lisboa. Na verdade, n\u00e3o h\u00e1 muito o que se ver nesses lugares a n\u00e3o ser muralhas sinuosas, guaritas dos sentinelas e alguns sal\u00f5es sombrios. <\/p>\n<p>Tem-se, por\u00e9m, a estranha sensa\u00e7\u00e3o de que invadimos o t\u00fanel do tempo e de que n\u00e3o somos mais que \u201cuma piada de Deus ou um capricho do sol\u201d (salve Moska!).<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>A Fortaleza dos Mouros n\u00e3o \u00e9 diferente. <\/p>\n<p>Percorro a rota dos guardi\u00f5es do reino em sil\u00eancio. Fa\u00e7o o contorno das muralhas, com a certeza de que a Hist\u00f3ria passou por ali e ainda guarda seus mist\u00e9rios.<\/p>\n<p>Os celtas chamavam a Lua de Cynthia. Por isso, deram esse nome ao lugar quando ali estavam. Encantaram-se com a vis\u00e3o de uma lua cheia, provavelmente. Os mouros, quando ali chegaram, s\u00e9culos depois, n\u00e3o conseguiam pronunciar corretamente o nome. Passaram ent\u00e3o a cham\u00e1-lo de Chintra. Assim com o correr dos anos chegamos a Sintra.<\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>Torci para que surgisse alguma princesa moura nas explica\u00e7\u00f5es do guia, como inspira\u00e7\u00e3o para tantas lutas e conquistas. <\/p>\n<p>N\u00e3o apareceu. <\/p>\n<p>Ent\u00e3o, como um highlander inofensivo e desenxabido, volto \u00e0 van com a certeza de que ele (o guia) n\u00e3o sabe os segredos que aquelas muralhas encerram.<\/p>\n<p>Era linda, de tez c\u00e1lida, cabelos longos e encaracolados. Tinha o olhar de calmaria, e esperan\u00e7a. Por ela, o vento ainda se faz can\u00e7\u00e3o. Dizem at\u00e9 que, em noite de lua plena, \u00e9 poss\u00edvel v\u00ea-la, com alvas vestes, a caminhar sobre o r\u00fastico ch\u00e3o de pedras das muralhas&#8230;<\/p>\n<p>VI.<\/p>\n<p>Importante: a princesa n\u00e3o se revela a qualquer um. S\u00f3 os sonhadores e os loucos conseguem v\u00ea-la. \u00c9 um dom.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sintra se situa nos arredores de Lisboa \u2013 e \u00e9 uma agrad\u00e1vel parada para os turistas que circulam, em n\u00famero cada vez maior, por terras portuguesas.<\/p>\n<p>H\u00e1 um centrinho com ruas apertadas,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13073","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13073","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13073"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13073\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14965,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13073\/revisions\/14965"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13073"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13073"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13073"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}