{"id":13129,"date":"2015-07-16T00:00:00","date_gmt":"2015-07-16T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:03:18","modified_gmt":"2017-09-15T19:03:18","slug":"palmeiras-huracan-e-america","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/palmeiras-huracan-e-america\/","title":{"rendered":"Palmeiras, Huracan e Am\u00e9rica"},"content":{"rendered":"<p>Sempre fui palmeirense \u2013 e \u00e9 s\u00f3 e me basta.<\/p>\n<p>Tenho um carinho especial pelo Huracan da Argentina porque o meu cunhado, o saudoso Waltinho, era craque do Huracan da V\u00e1rzea do Glic\u00e9rio que, segundo se comentava \u00e0 \u00e9poca, era uma \u201cfilial\u201d do time portenho. Pode ser que sim, pode ser que n\u00e3o. Uns diziam que os gringos estiveram, em excurs\u00e3o, por S\u00e3o Paulo e, mais do que qualquer apresenta\u00e7\u00e3o, o lind\u00edssimo uniforme serviu de inspira\u00e7\u00e3o para os boleiros do Cambuci na funda\u00e7\u00e3o do novo clube.<\/p>\n<p>Acho mais prov\u00e1vel essa vers\u00e3o.<\/p>\n<p>O time tinha o mais belo fardamento que j\u00e1 vi: camisas gren\u00e1s, cal\u00e7\u00f5es pretos e mei\u00f5es cinzas. O distintivo era um desses bal\u00f5es com a letra H sobressalente. <\/p>\n<p>Aos meus olhos de garoto, era um encantamento.<\/p>\n<p>Aos 16, 17 anos, cheguei a jogar no segundinho do Huracan. Mas, n\u00e3o fiz l\u00e1 grande carreira. O bom mesmo era o Waltinho, vulgo solado, lateral esquerdo de inesquec\u00edvel talento.<\/p>\n<p>Ele sempre me dizia:<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 n\u00e3oi fui profissional porque era arrimo de fam\u00edlia. Perdi meu pai muito cedo\u201d.<\/p>\n<p>Era a mais pura verdade.<\/p>\n<p>Naquele tempo, a S\u00e3o Paulo dos anos 50, ou se trabalhava ou se jogava futebol&#8230;<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Conto essa hist\u00f3ria para embicar a segunda \u2013 a bem da verdade, o motivo da cr\u00f4nica de hoje.<\/p>\n<p>Soube ontem que o Am\u00e9rica est\u00e1 de volta \u00e0 elite do futebol carioca.<\/p>\n<p>Fiquei feliz com a boa nova.<\/p>\n<p>N\u00e3o sou assim um Jos\u00e9 Trajano, americano de fina estirpe, mas tenho uma simpatia especial por este clube, desde garoto.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>Como disse era (e sou) palmeirense \u2013 e s\u00f3 e me basta.<\/p>\n<p>Mas, era moda, para a molecada daqueles idos, torcer por um time no Rio de Janeiro. Todos os anos o Torneio Rio\/S\u00e3o Paulo a\u00e7odava essa rivalidade pelas quebradas do Cambuci. Ainda mais que n\u00f3s, os sub 12, acreditem!, pod\u00edamos assistir aos jogos de gra\u00e7a no Pacaembu, desde que estiv\u00e9ssemos acompanhados por um adulto.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, fossem quais fossem, os clubes que se enfrentassem l\u00e1 est\u00e1vamos n\u00f3s. <\/p>\n<p>Havia uma equival\u00eancia de clubes para voc\u00ea torcer. Quem era Corinthians aqui torcia para o Flamengo l\u00e1. Os s\u00e3opaulinos eram tricoles tal e qual o Fluminense. O Santos de Pel\u00e9 correspondia ao Botafogo de Garrincha. N\u00f3s, palmeirenses, fic\u00e1vamos assim numa d\u00favida cruel. Poder\u00edamos torcer para o Vasco \u201cque tamb\u00e9m era um time de col\u00f4nia\u201d, que era o que eu pai dizia.<\/p>\n<p>Dizia mais:<\/p>\n<p>&#8211; Ou para o Fluminense que tem as cores da bandeira da It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Nenhum deles me convencia, embora o Fluminense tivesse o goleiro Castilho como grande \u00eddolo. Ademais o Vasco era t\u00e3o lusitano quanto a nossa aguerrida Portuguesa de Desportos.<\/p>\n<p>Estava dif\u00edcil escolher.<\/p>\n<p>*amanh\u00e3 continua&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sempre fui palmeirense \u2013 e \u00e9 s\u00f3 e me basta.<\/p>\n<p>Tenho um carinho especial pelo Huracan da Argentina porque o meu cunhado, o saudoso Waltinho, era craque do Huracan da V\u00e1rzea do Glic\u00e9rio que,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13129","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13129","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13129"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13129\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14912,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13129\/revisions\/14912"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13129"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13129"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13129"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}