{"id":13141,"date":"2015-07-26T00:00:00","date_gmt":"2015-07-26T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:01:58","modified_gmt":"2017-09-15T19:01:58","slug":"joyce-moreno","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/joyce-moreno\/","title":{"rendered":"Joyce Moreno"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil \u00e9 um pa\u00eds de grandes cantoras.<\/p>\n<p>\u00c9 um ponto positivo o talento de nossas mulheres, ineg\u00e1vel.<\/p>\n<p>Por outro lado, essa fartura, muitas e muitas vezes, faz com que percamos de vista int\u00e9rpretes \u00fanicas, raras, como Joyce Moreno, cantora, compositora, instrumentista carioca, que tem um<br \/>\ntrabalho interessant\u00edssimo e, hoje, absurdamente desconhecido do grande p\u00fablico. <\/p>\n<p>A amiga Leila que, ao ler o texto que escrevi dia desses sobre Cazuza, me pediu not\u00edcias de Joyce.<\/p>\n<p>&#8211; Para mim, ela est\u00e1 entre as melhores. Voc\u00ea j\u00e1 a entrevistou?<\/p>\n<p>Entrevistei, sim. Por duas ou tr\u00eas vezes, se bem me lembro.<\/p>\n<p>A primeira foi a\u00ed por volta de 1980 quando ela lan\u00e7ou o disco \u201cFeminina\u201d \u2013 e estava entusiasmada com o resultado final do trabalho. Na ocasi\u00e3o, me disse, queria se consolidar como compositora e reclamava o direito de escrever os versos que identificasse o sentimento das mulheres. Reclamou que havia um preconceito \u2018machist\u00f3ide\u2019 de que s\u00f3 os marmanjos podiam compor e falar de suas agruras ou venturas no amor. A mulher, se quisesse, que tratasse de adaptar essas letras ao feminino na hora de interpret\u00e1-las. Lembrou a pioneira Dolores Duran, exemplo raro de compositora na MPB,  e se mostrou empenhada a derrubar \u201cessa bobagem\u201d.<\/p>\n<p>Depois da entrevista, cantarolou uma can\u00e7\u00e3o de Chico Buarque (\u201cSe acaso me quiseres, sou dessas mulheres que s\u00f3 dizem, sim&#8230;\u201d) e me perguntou em tom de desafio:<\/p>\n<p>&#8211; As pessoas acham lindo quando o Chico faz coisas assim, retratando o que sentem as mulheres. Se uma mulher faz algo assim, olham com desconfian\u00e7a e dizem: \u201cSei n\u00e3o, essa a\u00ed&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Concordei.<\/p>\n<p>(Quem sou eu para discordar)<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m participei da entrevista coletiva que ela deu por ocasi\u00e3o do sucesso que obteve com a m\u00fasica \u201cClareana\u201d em um dos festivais, tamb\u00e9m dos anos 80. Foi talvez a sua can\u00e7\u00e3o mais popular. A m\u00fasica \u00e9 dedicada \u00e0s duas primeiras filhas, Clara e Ana, tem versos delicados, de tocante lirismo \u2013 e um refr\u00e3o saboroso que o p\u00fablico adorou \u2013 e logo elencou como uma das favoritas da competi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desta feita, Joyce estava empolgada com a possibilidade de Elis gravar uma de suas can\u00e7\u00f5es; a tocante \u201cEssa Mulher\u201d, que desconfio deu nome a um dos elep\u00eas de Elis. <\/p>\n<p>(N\u00e3o lembro se ia gravar ou se j\u00e1 havia gravado)<\/p>\n<p>Foi o assunto daquela animada.<\/p>\n<p>Elis, nossa melhor cantora, sempre foi refer\u00eancia para os novos e promissores talentos \u2013 e Joyce sempre esteve entre eles.<\/p>\n<p>III.<\/p>\n<p>De uns tempos para c\u00e1, essa carioca de 67 anos preferiu n\u00e3o se enredar com os modismos de plant\u00e3o. Bossanovista convicta que \u00e9, desenvolve sua carreira no plano internacional. Fez diversas temporadas no Jap\u00e3o, na Europa e mesmo nos Estados Unidos (onde a Leila mora).  Tem parceiros famosos para esses projetos, como Roberto Menescal, Dori Caymmi, Jo\u00e3o Donato, por exemplo.<\/p>\n<p>Continua em plena atividade. Pena que nossas r\u00e1dios e TVs n\u00e3o toquem. <\/p>\n<p>Ao menos hoje, o Youtube pode nos salvar!<\/p>\n<p>V\u00e1 at\u00e9 l\u00e1, Leila, e procure as m\u00fasicas do projeto \u201cSlow Music\u201d. Eu gosto muito!<\/p>\n<p>Ah!, outra coisa: atualmente ela assina Joyce Moreno.<\/p>\n<p>\u00c9 isso!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil \u00e9 um pa\u00eds de grandes cantoras.<\/p>\n<p>\u00c9 um ponto positivo o talento de nossas mulheres, ineg\u00e1vel.<\/p>\n<p>Por outro lado, essa fartura, muitas e muitas vezes,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13141","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13141","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13141"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13141\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14904,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13141\/revisions\/14904"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13141"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13141"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13141"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}