{"id":13180,"date":"2015-09-03T00:00:00","date_gmt":"2015-09-03T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:01:54","modified_gmt":"2017-09-15T19:01:54","slug":"jeremias-o-interventor-parte-5","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/jeremias-o-interventor-parte-5\/","title":{"rendered":"Jeremias, o interventor (parte 5)"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o sou de dar pitacos na vida alheia.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 minha praia, nem me sinto \u00e0 vontade.<br \/>\nVeja bem que&#8230;<\/p>\n<p>Com os argumentos acima, o malaco Jeremias bem que tentou, mas n\u00e3o conseguiu escapar ao desabafo do inconformado Seu Man\u00e9. <\/p>\n<p>O amigo abriu a comporta das reclama\u00e7\u00f5es, sem qualquer cerim\u00f4nia: estava trabalhando demais, a mulher era o seu bra\u00e7o direito no dia a dia da padoca, preocupava-se tamb\u00e9m com essas mudan\u00e7as todas que Dona Luzia estava vivendo, ela agora parecia um tanto avoada, n\u00e3o ligava mais para ele, para os neg\u00f3cios, para a casa&#8230; Parecia outra pessoa, nunca ficara tanto tempo, ao longo desses quase 20 anos de casamento, sem ralhar com ele.<\/p>\n<p>Deus n\u00e3o lhes dera um filho, \u00e9 bem verdade, Mas, tocavam suas vidas harmoniosamente, sem grandes problemas. Apesar dos costumeiros arranca-rabos (ela entrava com o \u201carranca\u201d e ele&#8230;, bem deixa pra l\u00e1&#8230;), eram felizes \u2013 e se bastavam.<\/p>\n<p>&#8211; Agora, amigo Jeremias, sinto falta at\u00e9 dos esculachos que ela me dava a cada cinco minutos. Eram uma prova de carinho. Me sinto abandonado.<\/p>\n<p>Jeremias se fez de apiedado com a situa\u00e7\u00e3o. Assumiu ares de isen\u00e7\u00e3o e justi\u00e7a, para dizer que n\u00e3o era do seu feitio se intrometer nessas desaven\u00e7as entre marido e mulher. <\/p>\n<p>&#8211; Diz a sabedoria popular que em briga de casal n\u00e3o se deve&#8230;<\/p>\n<p>Seu Manoel n\u00e3o esperou que ele terminasse a frase, indignou-se;<\/p>\n<p>&#8211; \u00d3 gajo, foste tu que vieste com essa conversa de curso, de que ela precisava mudar de ares, que andava estressada. N\u00e3o lembras, n\u00e3o?<\/p>\n<p>&#8211; Man\u00e9, amigo de longa a data, fiz isso pensando no seu pr\u00f3prio bem. Nas aporrinha\u00e7\u00f5es di\u00e1rias que sofria. Voc\u00ea sofria um bullying lascado. Sabe o que \u00e9 isso, n\u00e9? Tamb\u00e9m como iria prever que a Lu fosse mudartanto assim \u2013 e como mudou! Que sa\u00fade!<\/p>\n<p>&#8211; Lu!!! Lu!!! <\/p>\n<p>Direi apenas que bem mais que voc\u00eas e eu, Seu Man\u00e9 foi atropelado pela aparente intimidade de Jeremias com a sua dign\u00edssima senhora.<\/p>\n<p>&#8211; Luzia, Dona Luzia, olha o respeito, \u00f3 gajo \u2013 indignou-se o padeiro-mor diante de um Jeremias apatetado diante do vacilo.<\/p>\n<p>No contexto da inc\u00f4moda situa\u00e7\u00e3o, Jeremias s\u00f3 p\u00f4de se desculpar e programar uma sa\u00edda \u00e0 francesa.<\/p>\n<p>&#8211; Aonde vais, homem? N\u00e3o vai almo\u00e7ar como de costume?<\/p>\n<p>&#8211; Pois \u00e9, amigo&#8230; Tenho um almo\u00e7o de neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>E l\u00e1 se foi Jeremias, passo mi\u00fado, apressado, louco para fugir dali.<\/p>\n<p>N\u00e3o, meus caros e am\u00e1veis leitores, o s\u00e1bio bebum n\u00e3o estava ali naquele momento para registrar a cena. Mas, se estivesse, estou certo que diria algo no g\u00eanero.<\/p>\n<p>\u201cEsse cara pode n\u00e3o ser mordomo, mas tem toda pinta de suspeito.\u201d<\/p>\n<p>*amanh\u00e3 continua<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o sou de dar pitacos na vida alheia.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 minha praia, nem me sinto \u00e0 vontade.<br \/>\nVeja bem que&#8230;<\/p>\n<p>Com os argumentos acima, o malaco Jeremias bem que tentou,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13180","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13180","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13180"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13180\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14865,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13180\/revisions\/14865"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13180"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13180"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13180"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}