{"id":13184,"date":"2015-09-07T00:00:00","date_gmt":"2015-09-07T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:01:54","modified_gmt":"2017-09-15T19:01:54","slug":"jeremias-o-interventor-parte-9","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/jeremias-o-interventor-parte-9\/","title":{"rendered":"Jeremias, o interventor (parte 9)"},"content":{"rendered":"<p>Algu\u00e9m me chama a aten\u00e7\u00e3o para o final do cap\u00edtulo anterior.<\/p>\n<p>\u201cDormiu o sono dos inocentes\u201d.<\/p>\n<p>Seu Man\u00e9 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o inocente assim.<\/p>\n<p>O leitor tem l\u00e1 suas raz\u00f5es. At\u00e9 porque no mundo de hoje at\u00e9 as crian\u00e7as brincam de enganar.<\/p>\n<p>De qualquer forma, minha inten\u00e7\u00e3o com a frase pretendeu mostrar que o\u201dportuga\u201d, em meio a tamanho imbr\u00f3glio pessoal e profissional, dormiu pesado, profundo.<\/p>\n<p>Tanto que os funcion\u00e1rios da imp\u00e1vida Flor de Avis estranharam a aus\u00eancia da chefia assim que chegaram para o expediente do dia.<\/p>\n<p>Nunca acontecera antes.<\/p>\n<p>Por sorte, Jacira possu\u00eda uma chave reserva \u201cpara qualquer eventualidade\u201d e, ao cabo de 45 minutos, tomou a frente e, para espanto geral, de seus pares e da freguesia, deu ordem ao padeiro que a ajudasse a abrir o estabelecimento e agilizasse a primeira fornada de p\u00e3o do dia e toda a rotina de atendimento.<\/p>\n<p>Houve quem comentasse:<\/p>\n<p>&#8211; Que abusada!<\/p>\n<p>Outros mais maledicentes foram para o inevit\u00e1vel:<\/p>\n<p>&#8211; J\u00e1 est\u00e1 se achando a primeira dama da padaria.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 quest\u00e3o de tempo, disse outro.<\/p>\n<p>Bem, meus caros cinco ou seis leitores, nem sei ao certo o que lhes dizer.<\/p>\n<p>A vida n\u00e3o pede licen\u00e7a.<\/p>\n<p>A vida n\u00e3o pede desculpa.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nota de rodap\u00e9 ou anexo que explique, l\u00e1 na frente, quando come\u00e7a e quando termina uma hist\u00f3ria de amor.<\/p>\n<p>Antes que o n\u00f3 se desate, acho importante registrar que caminhamos (ufa!) para o fim da nossa narrativa sobre as venturas e as desventuras do casal Seu Man\u00e9 e Luzia.<\/p>\n<p>Pe\u00e7o a voc\u00eas, amigos, que me desculpem, mas n\u00e3o darei detalhes, min\u00facias, meandros sobre as tr\u00eas ou quatro conversas que houve entre eles para acertar os finalmentes. <\/p>\n<p>S\u00e3o conversas dif\u00edceis, concordam? Que s\u00f3 interessam aos dois personagens.<\/p>\n<p>O certo \u00e9 que o quase ex-marido n\u00e3o teve coragem para fazer a cl\u00e1ssica pergunta entre os enganados:<\/p>\n<p>&#8211; Existe outro homem?<\/p>\n<p>Vai que \u00e9 ela diz sim, \u00e9 ou n\u00e3o \u00e9? A dor \u00e9 mais aguda. Melhor fingir que n\u00e3o sabe.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m Luzia n\u00e3o tocou no assunto que, a bem da verdade, parecia n\u00e3o existir \u2013 ao menos at\u00e9 aquele momento.<\/p>\n<p>Ela queria mesmo \u00e9 cair no mundo e, nessa nova fase, assim como ela virou Lu era compreens\u00edvel que adotasse o diminutivo carinhoso para todos que estivessem ao redor. Jeremias virou Jej\u00ea, a comadre Maria se transformou em M\u00e1, o sobrinho Ferdinando em Nando e a professora de neurolingu\u00edstica (a base ou a desculpa para tantas mudan\u00e7as) era simplesmente \u201ca pr\u00f4\u201d.<\/p>\n<p>O \u00fanico que ficou fora dessa lista \u2013 que ironia! \u2013 foi o marid\u00e3o. Ele continuou sendo Manoel. O que, convenhamos, era sintom\u00e1tico. Ele n\u00e3o fazia parte dos planos futuros de Lu.<\/p>\n<p>*amanh\u00e3, prometo, o cap\u00edtulo final. N\u00e3o percam!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algu\u00e9m me chama a aten\u00e7\u00e3o para o final do cap\u00edtulo anterior.<\/p>\n<p>\u201cDormiu o sono dos inocentes\u201d.<\/p>\n<p>Seu Man\u00e9 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o inocente assim.<\/p>\n<p>O leitor tem l\u00e1 suas raz\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13184","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13184","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13184"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13184\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14861,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13184\/revisions\/14861"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13184"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13184"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13184"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}