{"id":13189,"date":"2015-09-11T00:00:00","date_gmt":"2015-09-11T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:01:53","modified_gmt":"2017-09-15T19:01:53","slug":"cronicas-almeidinha-afins","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/cronicas-almeidinha-afins\/","title":{"rendered":"Cr\u00f4nicas, Almeidinha &amp; afins"},"content":{"rendered":"<p>O surpreendente de escrever cr\u00f4nicas \u2013 mesmo as mais chinfrins, como as que eu escrevo \u2013 \u00e9 que elas, assim como as can\u00e7\u00f5es do passado, mais dia, menos dia, reaparecem como por encanto aos olhos de novos leitores. Segundo me contam alguns leitores, esses textos, especialmente na era do digital, se fazem bem presentes em sua vida como se fossem escritos para eles ou a retratar alguns momentos de suas vidas.<\/p>\n<p>Ontem mesmo, uma jovem leitora M. veio conversar comigo aqui na Universidade sobre um texto que postei em 31 de outubro de 2006 e que se chama \u201cA Filha Mais Nova do Seo Lib\u00f3rio\u201d. Disse que se identificou com a hist\u00f3ria (n\u00e3o vou descrev\u00ea-la aqui; se quiserem conhecer d\u00eaem um Google e divirtam-se) e, como leu recentemente, se espantou quando olhou a data.<\/p>\n<p>Perguntou se a hist\u00f3ria era verdadeira, e quis saber se ainda existem jornalistas como o Almeidinha, rom\u00e2nticos e&#8230;<\/p>\n<p>\u201c&#8230; carentes\u201d, me antecipei.<\/p>\n<p>&#8211; Nada disso, ele \u00e9 um fofo \u2013 respondeu M. com ar de censura.<\/p>\n<p>H\u00e1 gosto para tudo nessa vida.<\/p>\n<p>Agora \u201cfofo\u201d era \u00fanica coisa que o Almeidinha n\u00e3o era nessa vida \u2013 e provavelmente nem em outras encarna\u00e7\u00f5es. Por que o que faltava no cara era carne. Magro que s\u00f3, n\u00e3o sei por onde anda o amigo e, me permitam a sinceridade, nem sei se ainda anda&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 maldade minha, juro que n\u00e3o. \u00c9 que o homem pertencia \u00e0 velha guarda da Reda\u00e7\u00e3o e&#8230; sabe-se l\u00e1, n\u00e9?<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, se quiserem \u2013 voc\u00eas e M. \u2013 saber mais dele, o Almeidinha reaparece em outra cr\u00f4nica, digamos, rom\u00e2ntica que postei no Blog em 10 de julho de 2007 e que leva o seu nome. *<\/p>\n<p>Mas vamos aos esclarecimentos que M. me pediu.<\/p>\n<p>N\u00e3o posso garantir, mas \u00e9 muito prov\u00e1vel que j\u00e1 n\u00e3o se fa\u00e7a Almeidinhas jornalistas como antigamente.<\/p>\n<p>Os tempos, como bem definiu Zigmunt Bauman, \u201cs\u00e3o de amores l\u00edquidos, nada para durar\u201d.<\/p>\n<p>Quanto a cr\u00f4nica sobre a enigm\u00e1tica filha mais nova do Seo Lib\u00f3rio, eu a escrevi em 2004 e n\u00e3o a publiquei em ve\u00edculo algum. <\/p>\n<p>Achei entre meus perdidos textos, na desorganiza\u00e7\u00e3o absoluta que domina a mem\u00f3ria do meu computador e a publiquei em 2006 quando o Blog ainda<br \/>\nengatinhava \u2013 tinha meses de vida.<\/p>\n<p>A narrativa inspirou-se em uma cr\u00f4nica fant\u00e1stica, A Primeira Mulher do Nunes, de Rubem Braga, publicada em outubro de 1957. Teve como trilha sonora um velho samba, Seu Lib\u00f3rio, de Jo\u00e3o de Barro e Alberto Ribeiro, feito em 1936. E foi inspirada numa mo\u00e7a que vi, por n\u00e3o mais que cinco segundos, num parque nos arredores do Museu de Van Gogh, em Amsterdam. Que me pareceu brasileir\u00edssima. <\/p>\n<p>Imaginei, ent\u00e3o, quantos saudosos amores deixara no Brasil.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que me lembrei do Almeidinha, daquela noite no restaurante Lellis e de toda a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>*** <\/p>\n<p>\u201dAlmeidinha\u201d, a cr\u00f4nica, tamb\u00e9m foi publicada em meu segundo livro \u201cMeus Caros Amigos \u2013 Cr\u00f4nicas sobre jornalistas, bo\u00eamios e paix\u00f5es\u201d, publicado em 2010. \u201cA Filha Mais Nova do Seo Lib\u00f3rio\u201d est\u00e1 selecionada para o novo livro \u201cAmores v\u00e3os\u201d, ainda sem data de lan\u00e7amento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O surpreendente de escrever cr\u00f4nicas \u2013 mesmo as mais chinfrins, como as que eu escrevo \u2013 \u00e9 que elas, assim como as can\u00e7\u00f5es do passado, mais dia, menos dia, reaparecem como por encanto aos olhos de novos leitores.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13189","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13189","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13189"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13189\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14857,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13189\/revisions\/14857"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13189"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13189"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13189"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}