{"id":13201,"date":"2015-09-23T00:00:00","date_gmt":"2015-09-23T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:52:52","modified_gmt":"2017-09-15T18:52:52","slug":"gonzaguinha-70-anos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/gonzaguinha-70-anos\/","title":{"rendered":"Gonzaguinha, 70 anos"},"content":{"rendered":"<p>Minha carreira teve uma sequ\u00eancia natural. O r\u00f3tulo (de maldito) me foi colocado de fora para dentro. Agora, meu tempo, sim, foi um tempo maldito &#8211; de 68 a 74 n\u00e3o foi l\u00e1 muito agrad\u00e1vel. Mas, a\u00ed melhorou, n\u00e9 (ironizou). A partir de 77 veio a tal da abertura &#8211; a mesma que pro\u00edbiu a Joan Baez de cantar por aqui.<\/p>\n<p>Na verdade, apenas segui o exemplo de meu pai, sem ser aquilo que as pessoas queriam que eu fosse. Ca\u00ed na estrada. Sempre percorri o Brasil, de ponta a ponta. Nunca fiquei preso somente ao eixo Rio de Janeiro\/S\u00e3o Paulo. Comecei em 66 e me profissionalizei em 69. Sempre me propus um trabalho em longo prazo.<\/p>\n<p>Em minhas andan\u00e7as j\u00e1 estive em muitos lugares. Sou uma pessoa que felizmente sou p\u00f4de e pode voltar para todos esses lugares. Amanh\u00e3, um prato de comida, uma bebida, um papo. E cada vez mais entre amigos &#8211; por a\u00ed. <\/p>\n<p>Se valeu? <\/p>\n<p>Meu amigo, \u00e9 muito bom poder olhar para tr\u00e1s. Ali\u00e1s, todo show que fa\u00e7o come\u00e7a com uma musica que diz: \u201ccome\u00e7aria tudo outra vez se preciso fosse\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9, meu caro, nada foi em v\u00e3o.<\/p>\n<p>(***)<\/p>\n<p>Reparto com meus car\u00edssimos leitores trecho de uma das tantas entrevistas que fiz com Luiz Gonzaga J\u00fanior \u2013 esta foi em 1981 quando lan\u00e7ou o disco \u201cCoisa Mais Maior de Grande\/Pessoa\u201d.<\/p>\n<p>Se vivo fosse, ontem Gonzaguinha completaria 70 anos.<\/p>\n<p>Procurei nos jornais, nas r\u00e1dios, na m\u00eddia em geral, alguma homenagem que reverenciasse a data. Vi p\u00e1ginas triplas sobre o Rock in Rio, cita\u00e7\u00f5es nas r\u00e1dios aos shows de alguns dinossauros alien\u00edgenas, o an\u00fancio das \u2018portentosas\u2019 atra\u00e7\u00f5es desta semana&#8230; Vi muita coisa. S\u00f3 n\u00e3o vi o devido respeito que este not\u00e1vel cantor\/compositor merecia \u2013 e merece. N\u00e3o fosse pelos incont\u00e1veis sucessos \u2013 como \u201cCome\u00e7aria Tudo Outra Vez\u201d, \u201cSangrando\u201d, \u201cExplode Cora\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cGeraldinos e Arquibaldos\u201d, \u201cGrito de alerta\u201d, \u201cGuerreiro Menino\u201d, \u201c\u00c9\u201d e tantos outros \u2013 fosse minimamente pela cria\u00e7\u00e3o de um dos versos mais extraordin\u00e1rios do nosso cancioneiro popular:<\/p>\n<p>\u201cViver e n\u00e3o ter a vergonha de ser feliz.\u201d<\/p>\n<p>Verso que t\u00e3o bem retrata a alma, o sentimento e a coragem da nossa gente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minha carreira teve uma sequ\u00eancia natural. O r\u00f3tulo (de maldito) me foi colocado de fora para dentro. Agora, meu tempo, sim, foi um tempo maldito &#8211; de 68 a 74 n\u00e3o foi l\u00e1 muito agrad\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13201","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13201","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13201"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13201\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14845,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13201\/revisions\/14845"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}