{"id":13210,"date":"2015-10-04T00:00:00","date_gmt":"2015-10-04T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:52:51","modified_gmt":"2017-09-15T18:52:51","slug":"centenario-de-orlando-silva","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/centenario-de-orlando-silva\/","title":{"rendered":"Centen\u00e1rio de Orlando Silva"},"content":{"rendered":"<p>Sabem como s\u00e3o as fam\u00edlias italianas. Basta uma reuni\u00e3o quando a parentada se encontra para discutir por tudo e por nada. Pol\u00edtica, futebol, religi\u00e3o e outros tantos assuntos que se tornam pol\u00eamicos entre uma golada e outra de vinho, entre uma garfada e outra no belo prato de macarr\u00e3o.<\/p>\n<p>Por algum tempo, quando o meu pessoal se reunia \u2013 eu devia ter entre onze e doze anos, at\u00e9 menos \u2013 um dos grandes temas para as acaloradas discuss\u00f5es pretendia revelar quem era o melhor cantor brasileiro. <\/p>\n<p>O pai n\u00e3o defendia, nem se pronunciava, mas, todos sabiam, torcia pelo Chico Alves. O tio Toninho era cabo eleitoral fervoroso de N\u00e9lson Gon\u00e7alves. Para o meu saudoso cunhado, o Waltinho, o campe\u00e3o dos campe\u00f5es era Orlando Silva, primeiro e \u00fanico, o cantor das multid\u00f5es (que ontem faria 100 anos).<\/p>\n<p>Era um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o da nossa m\u00fasica popular. Os Beatles, o rock, a bossa nova, Benjor empurravam a turma da velha-guarda para o limbo do esquecimento. As r\u00e1dios n\u00e3o tocavam mais as suas can\u00e7\u00f5es, os shows rareavam e, cada qual, se defendia do jeito que dava. N\u00e3o foram poucos os que se perderam nos becos e bocas da vida.<\/p>\n<p>Havia, no entanto, algumas trincheiras de resist\u00eancia. O programa Moraes Sarmento, todas as noites na r\u00e1dio Bandeirantes, era uma delas. <\/p>\n<p>E foi por a\u00ed que, mesmo com a cabe\u00e7a feita pelas novidades, tomei conhecimento do amplo repert\u00f3rio de sucesso dessa turma das antigas e, muito especialmente, dos sucessos eternos de Orlando Silva \u2013 \u201cL\u00e1bios Que Beijei\u201d, \u201cCarinhoso\u201d, \u201cRosa\u201d, \u201cAos P\u00f3s da Cruz\u201d, \u201cNada Al\u00e9m\u201d, \u201cA N\u00famero Um\u201d, \u201cMeu Romance\u201d, \u201cA Jardineira\u201d, \u201cNada Al\u00e9m\u201d, \u201cErrei&#8230; Erramos\u201d, entre outras.<br \/>\nJ\u00e1 sei, meus am\u00e1veis cinco ou seis leitores provavelmente querem saber o resultado das contendas e, atualizando a coisa toda, se Roberto Carlos n\u00e3o \u00e9 o melhor de todos.<\/p>\n<p>Tentarei explicar.<\/p>\n<p>Invariavelmente  aqueles papos resultavam em nada. Como a maioria dos debates, ali\u00e1s. Cada qual seguia com suas convic\u00e7\u00f5es e vida que segue.<\/p>\n<p>Qualquer compara\u00e7\u00e3o com Roberto seria injusta. Hoje a m\u00eddia \u00e9 muito mais bomb\u00e1stica, e massiva. Direi apenas que, primeiro, veio Orlando Silva que inspirou Jo\u00e3o Gilberto que inspirou Roberto&#8230; E, ademais, gosto n\u00e3o se discute. Ou\u00e7a todos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sabem como s\u00e3o as fam\u00edlias italianas. Basta uma reuni\u00e3o quando a parentada se encontra para discutir por tudo e por nada. Pol\u00edtica, futebol, religi\u00e3o e outros tantos assuntos que se tornam pol\u00eamicos entre uma golada e outra de vinho,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13210","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13210","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13210"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13210\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14835,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13210\/revisions\/14835"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13210"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13210"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13210"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}