{"id":13220,"date":"2015-10-24T00:00:00","date_gmt":"2015-10-24T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:51:45","modified_gmt":"2017-09-15T18:51:45","slug":"os-novos-peles","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/os-novos-peles\/","title":{"rendered":"Os novos Pel\u00e9s."},"content":{"rendered":"<p>Retomo o papo de hoje por onde ontem terminei.<\/p>\n<p>(Se me permitirem, \u00e9 claro  &#8211; e derem a honra da companhia at\u00e9 o fim dessas mal tra\u00e7adas.)<\/p>\n<p>Pel\u00e9, primeiro e \u00fanico.<\/p>\n<p>Uma fato curioso \u2013 e, creio, natural \u2013 aconteceu assim que a dimens\u00e3o do fen\u00f4meno (este, sim) Pel\u00e9 se consolidou no mundo todo, dando inclusive ao futebol como esporte uma universalidade que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o tinha.<\/p>\n<p>A cada garoto negro, bom de bola, que aparecia aqui e ali era inevit\u00e1vel o apelido de Pel\u00e9zinho e, nas lides do futebol profissional, pintava, aqui e ali, a possibilidade de surgir um novo  Pel\u00e9.<\/p>\n<p>Alguns craques do passado pagaram um certo \u2018ped\u00e1gio\u2019 nessas compara\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No pr\u00f3prio Santos, assim que Coutinho surgiu aos 17 anos, houve quem o visse como o novo Rei.<\/p>\n<p>N\u00e3o demorou a que todos, por\u00e9m, entendessem que Pel\u00e9 era Pel\u00e9, primeiro e \u00fanico, e Coutinho, embora um refinado atacante, ficava alguns patamares abaixo.<\/p>\n<p>Edu, o driblador Edu, um dos melhores pontas esquerdas que vi jogar, tamb\u00e9m foi alvo de algumas insinua\u00e7\u00f5es nesse sentido. At\u00e9 porque chegou \u00e0 sele\u00e7\u00e3o brasileira com 17 anos, igual a Pel\u00e9.<\/p>\n<p>Nas outras agremia\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m se faziam as mesmas analogias. O atacante Nei, do Corinthians do in\u00edcio dos anos 60, chegou a receber o apelido de Pr\u00edncipe, mas n\u00e3o demorou para frustrar a esperan\u00e7a desses apressadinhos.<\/p>\n<p>Na verdade, quem melhor desfilou com a alcunha de \u201cPr\u00edncipe\u201d, especialmente no futebol paulista, foi Ivair, ponta-de-lan\u00e7a da Portuguesa, almejado pelos demais clubes brasileiros. Mas, que viveu seu momento mais esplendoroso na pr\u00f3pria Lusa.<\/p>\n<p>Havia um camisa 10 no aspirante do Palmeiras em fins da d\u00e9cada de 60 que brilhava, com refinado toque de bola e muitos gols. Seu nome, Luiz Carlos. Apelido, Feij\u00e3o. Mas, para boa parte da torcida palmeirense, que chegava cedo ao est\u00e1dio para v\u00ea-lo jogar, ele era o novo Pel\u00e9. <\/p>\n<p>Feij\u00e3o chegou (se bem me lembro) a fazer o papel do pr\u00f3prio Pel\u00e9  em um filme que contava a carreira do Rei. N\u00e3o sei como se saiu na interpreta\u00e7\u00e3o do menino Pel\u00e9; no campo de jogo, efetivamente n\u00e3o brilhou e nunca foi titular do Verd\u00e3o.<\/p>\n<p>O artilheiro Juari, tamb\u00e9m no Santos, foi outro a quem chamaram de Pel\u00e9zinho. Meados dos anos 70, creio. Mas foi por pouco tempo. Logo Juari viajou para a It\u00e1lia e l\u00e1 fez uma carreira de m\u00e9dia para boa.<\/p>\n<p>Quando Robinho Pedalada apareceu, todos encantaram-se com a nova safra dos \u201cMeninos da Vila\u201d. Mas, ningu\u00e9m ousou compar\u00e1-lo a Pel\u00e9. Com Neymar, aconteceu a mesma coisa \u2013 embora, particularmente eu veja no craque do Barcelona o talento que mais se aproxima daquele exibido por Pel\u00e9 por duas d\u00e9cadas e tanto.<\/p>\n<p>Percebam! <\/p>\n<p>Eu disse \u2018talento que se aproxima\u2019, pois Pel\u00e9 continua sendo (e sempre ser\u00e1) primeiro e \u00fanico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retomo o papo de hoje por onde ontem terminei.<\/p>\n<p>(Se me permitirem, \u00e9 claro  &#8211; e derem a honra da companhia at\u00e9 o fim dessas mal tra\u00e7adas.)<\/p>\n<p>Pel\u00e9,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13220","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13220","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13220"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13220\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14827,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13220\/revisions\/14827"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13220"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13220"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13220"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}