{"id":13233,"date":"2015-11-10T00:00:00","date_gmt":"2015-11-10T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:51:44","modified_gmt":"2017-09-15T18:51:44","slug":"escova-e-o-estilo-dos-sabias","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/escova-e-o-estilo-dos-sabias\/","title":{"rendered":"Escova e o estilo dos sabi\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p>Aconteceu o que eu mais temia.<\/p>\n<p>Inevit\u00e1vel os pitacos do amigo Escova sobre a cr\u00f4nica que ontem escrevi sobre os gorjeios dos sabi\u00e1s laranjeiras nos bairros de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Os p\u00e1ssaros \u2013 como disse reportagem da Globo e eu comentei \u2013 cantam cada vez mais cedo, em meio \u00e0 madrugada, para escapar aos ru\u00eddos da cidade grande e assim atrair a p\u00e1ssara amada para o seu galho.<\/p>\n<p>Quem conhece o Escova, como eu e meus am\u00e1veis cinco ou seis leitores, sabem bem que o pilantra (ele \u00e9 pilantra, mas \u00e9 meu amigo) n\u00e3o perderia a chance.<\/p>\n<p>Pois ent\u00e3o&#8230; Quando o telefone tocou no meio da noite de ontem, justo quando ao pessoal do Boa Noite Fox falava do meu Palmeiras, entendi logo que era ele \u2013 e me preparei para ouvir suas hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Escova come\u00e7ou elogiando o destaque que dei ao tema:<\/p>\n<p>&#8211; O amor em primeiro lugar. Sempre.<\/p>\n<p>&#8211; Menos Escova, menos. Apenas comentei uma reportagem que vi na TV e que mostra o quanto h\u00e1 de vida mesmo em uma cidade t\u00e3o confusa e cinza quanto S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&#8211; S\u00e3o coisas que n\u00e3o vemos e que acontece diante de n\u00f3s, completou o amigo.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 por a\u00ed, Escova \u2013 eu disse. &#8211; Que bom que voc\u00ea gostou.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o s\u00f3 gostei como me fez rememorar os velhos tempos em que era conhecido como o Dom Juan das Quebradas do Sacom\u00e3. Lembra?<\/p>\n<p>&#8211; Lembrar eu lembro, amigo. Mas, vamos deixar o passado no passado. Afinal este \u00e9 um Blog fam\u00edlia e as suas trampolinagens n\u00e3o \u00e9 coisa pra se contar com orgulho. <\/p>\n<p>&#8211; Deixe de bobagem, campe\u00e3o. O que passou passou, \u00e9 fato. Mas bom demais lembrar.<\/p>\n<p>Pronto. O cara me deixou curioso a ponto de soltar um desnecess\u00e1rio \u201clembrar o qu\u00ea\u201d.<\/p>\n<p>&#8211; Ora, meu caro. Voc\u00ea sabe que eu era bom na coisa. Tanto que n\u00e3o exagero dizer que os sabi\u00e1s nada nada copiaram um estilo que adotei em idos tempos \u2013 e s\u00f3 parei porque o noivo da mo\u00e7a resolveu dar uma incerta nas primeiras horas da<br \/>\nmanh\u00e3 na casa da prometida.<\/p>\n<p>&#8211; Como assim, Escova? N\u00e3o entendi.<\/p>\n<p>&#8211; Eu sa\u00eda do jornal tr\u00eas, quatro da manh\u00e3 \u2013 o hor\u00e1rio que os p\u00e1ssaros fazem a cantoria, que coincid\u00eancia! \u2013 e passava no apartamento da mo\u00e7a (que morava sozinha). Se a luz estivesse acesa, eu podia subir na boa que era s\u00f3 \u201clove, love, love\u201d. O porteiro sabia do nosso esquema e colaborava sem qualquer bronca. O amor na aurora de um novo dia,posso lhe garantir, \u00e9 mais po\u00e9tico&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o acredito!<\/p>\n<p>&#8211; Pode acreditar. S\u00f3 n\u00e3o dou o nome da mo\u00e7a pra voc\u00ea tirar a prova porque sou um cavalheiro e ela acabou casando com o pr\u00edncipe que quase nos deu um fragrante naquela ensolarada manh\u00e3. Foi por pouco. O porteiro disparou o interfone e eu fui me esconder dentro do box do banheiro.<\/p>\n<p>&#8211; Que perigo!<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 como diz o N\u00e9lson Rodrigues: se voc\u00ea n\u00e3o tiver sorte na vida, voc\u00ea n\u00e3o chega do outro lado da rua.<\/p>\n<p>Bem adequada a lembran\u00e7a de N\u00e9lson Rodrigues para justificar as perip\u00e9cias do Escova, desde sempre um inveterado tico-tico no fub\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aconteceu o que eu mais temia.<\/p>\n<p>Inevit\u00e1vel os pitacos do amigo Escova sobre a cr\u00f4nica que ontem escrevi sobre os gorjeios dos sabi\u00e1s laranjeiras nos bairros de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13233","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13233","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13233"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13233\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14814,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13233\/revisions\/14814"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13233"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13233"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13233"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}