{"id":13252,"date":"2015-12-02T00:00:00","date_gmt":"2015-12-02T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:51:42","modified_gmt":"2017-09-15T18:51:42","slug":"quando-chega-dezembro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/quando-chega-dezembro\/","title":{"rendered":"Quando chega dezembro&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Nunca entendeu por que n\u00e3o foram felizes para sempre, um \u201chappy end\u201d, como sugerem os filmes de amor.<\/p>\n<p>Amor.<\/p>\n<p>\u00cata, mist\u00e9rio dif\u00edcil de decifrar.<\/p>\n<p>Nas rodas de amigos, pr\u00f3ximos e \u2018n\u00e3o t\u00e3o pr\u00f3ximos\u2019, era comum o coment\u00e1rio de que haviam sido feitos um para o outro.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, n\u00e3o precisava nem conhec\u00ea-los para que essa impress\u00e3o se firmasse como verdadeira. Bastava v\u00ea-los juntos, felizes, c\u00famplices, sempre grudados, para invej\u00e1-los.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o quer viver um romance assim? Intenso, pleno, repleto de projetos e planos que n\u00e3o tinham medo de anunciar nas conversas informais.<\/p>\n<p>&#8211; Vamos passar o r\u00e9veillon em Noronha. Em uma pousadinha bem descolada, num chal\u00e9, longe de tudo e de todos&#8230;<\/p>\n<p>Enquanto Joaquim (o Quinzinho) se desculpava por n\u00e3o atender ao convite dos amigos para virar o ano no Rio de Janeiro, em uma festa de arromba, num super iate, reservado para a turma, Eliana (a Aninha) sorria encantada como que a desfrutar as horas, ainda por vir, de isolamento e encantos que viveria na companhia do bem-amado.<\/p>\n<p>&#8211; Uau! Sexo selvagem em um para\u00edso da natureza. Assim at\u00e9 eu&#8230;<\/p>\n<p>A Paty sempre foi a desbocada do grupo. Sua observa\u00e7\u00e3o fez todo mundo cair na risada e, de alguma forma, almejar destino e performances id\u00eanticas. S\u00f3 Jo\u00e3o Paulo, o rolo de Paty, franziu a testa. N\u00e3o gostou da sali\u00eancia da parceira.<br \/>\nMinutos depois, JP confidenciou a Quinzinho que n\u00e3o tolerava mais as brincadeiras da \u2018ficante\u2019. <\/p>\n<p>&#8211; Ela \u00e9 legal, mais esses exageros me constrangem&#8230;<\/p>\n<p>Tantos anos depois, Quinzinho lembrou o di\u00e1logo, o desalento do amigo e, sobretudo, como se sentiu a mais feliz da criatura. Estava apaixonado por Aninha, era correspondido, fazia planos, sonhava. E o melhor de tudo: algu\u00e9m compartilhava sonhos, planos, sentimentos com ele&#8230; Aninha.<\/p>\n<p>Dif\u00edcil saber onde foi que tudo se perdeu. <\/p>\n<p>Como o correr dos dias, a rotina, os malentendidos corrompem o melhor de n\u00f3s!<\/p>\n<p>Basta chegar dezembro, as pessoas se assanharem com as festividades natalinas que Quinzinho (hoje o Sr. Joaquim) estremece na base. Sente-se o pr\u00f3prio JP, desalentado, incomodado n\u00e3o sabe bem o motivo.<\/p>\n<p>\u201cQue fim levou o JP, a turma?\u201d<\/p>\n<p>Mas, n\u00e3o \u00e9 essa a pergunta que mais o derruba.<\/p>\n<p>\u00c9 outra, que o deixa travado, triste que s\u00f3:<\/p>\n<p>\u201cAninha? Onde anda a Aninha?\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nunca entendeu por que n\u00e3o foram felizes para sempre, um \u201chappy end\u201d, como sugerem os filmes de amor.<\/p>\n<p>Amor.<\/p>\n<p>\u00cata, mist\u00e9rio dif\u00edcil de decifrar.<\/p>\n<p>Nas rodas de amigos,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-13252","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13252","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13252"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13252\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14795,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13252\/revisions\/14795"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13252"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13252"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13252"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}