{"id":13258,"date":"2015-12-11T00:00:00","date_gmt":"2015-12-11T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T18:51:41","modified_gmt":"2017-09-15T18:51:41","slug":"palestrapalmeiras","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/palestrapalmeiras\/","title":{"rendered":"Palestra\/Palmeiras"},"content":{"rendered":"<p>Se o Palestra achava que teria paz ap\u00f3s virar Palestra de S\u00e3o Paulo, estava enganado. Para o jornalista Mauro Betting, autor do livro Palmeiras, Cem Anos de Academia, queriam mais do Palestra, queria tudo do Palestra paulista. \u201cT\u00e3o intolerantes quanto ignorantes, achavam que a palavra \u2018palestra\u2019 era de origem italiana\u201d.<\/p>\n<p>Na verdade, palestra tem origem grega e significa pra\u00e7a esportiva, local em que se pratica esportes.<\/p>\n<p>Bruno Alexandre Elias, atual coordenador do Departamento do Acervo Hist\u00f3rico da Sociedade Esportiva Palmeiras, relatou em entrevista aos autores a transi\u00e7\u00e3o da retirada do Palestra do nome do clube: <\/p>\n<p>\u201cMuito ingenuamente, digo que foi um equ\u00edvoco do governo da \u00e9poca. Mesmo com a diretoria palestrina esclarecendo a natureza da palavra, o governo foi irredut\u00edvel e resolveu n\u00e3o acatar o pleito de que se mantivesse o nome Palestra\u201d.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia da mudan\u00e7a do nome \u00e9 contestada ainda hoje por Etelvina Cervo, filha do fundador da Societ\u00e0 Sportiva Palestra Italia, Luigi Cervo, Conversando com os autores deste livro, Etelvina contou que o pai lutou para que se mantivesse o nome, j\u00e1 que ele havia batizado a agremia\u00e7\u00e3o, mas o governo exigia. Luigi ficou muito aborrecido quando houve a mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 a mesma coisa que tirar o nome de uma pessoa, n\u00e3o pode. J\u00e1 eram muitos anos de vida, de 1914 a 1942. <\/p>\n<p>Etelvina n\u00e3o se conforma. Mas, lembra que a repress\u00e3o ao clube era enorme.<br \/>\nFoi quando surgiu a figura do sergipano, capit\u00e3o Adalberto Mendes, que intercedeu, com firmeza, em nome dos interesses da na\u00e7\u00e3o alviverde.<\/p>\n<p>Segundo o jornalista Fernando Gallupo, autor do livro Morre L\u00edder, Nasce Campe\u00e3o, o capit\u00e3o Mendes percebeu no brilho do olhar da gente palestrina que n\u00e3o havia qualquer interesse pol\u00edtico em jogo.<\/p>\n<p>Pela import\u00e2ncia em todo o processo de nacionaliza\u00e7\u00e3o do Palmeiras, Capit\u00e3o Mendes entrou para o quadro social do clube e foi convidado pelo presidente \u00cdtalo Adami a ser o terceiro vice-presidente do Palestra de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>Foi assim que em 14 de setembro de 1942, na reuni\u00e3o do Conselho, come\u00e7ou a se pensar na escolha de outro nome.<\/p>\n<p>A certeza era de que todos os dirigentes quiseram manter o P como a letra inicial. <\/p>\n<p>Foram sugeridos os nomes de Paulista e Piratininga at\u00e9 que M\u00e1rio Minervino sugeriu \u201cPalmeiras\u201d, mais precisamente Sociedade Esportiva Palmeiras:<\/p>\n<p>&#8211; Se n\u00e3o nos querem Palestra, seremos, pois, Palmeiras e nascemos para ser campe\u00f5es. <\/p>\n<p>* Texto adaptado do livro \u201cPalestras \u2013 Fora do Eixo. Como uma guerra mudou o nome de dois clubes\u201d, apresentado como trabalho de conclus\u00e3o do curso de jornalismo da Universidade Metodista de S\u00e3o Paulo. Seus autores \u2013 Daniela Garcia, Denise Duarte, Marylha Maieru e Rodrigo Mozelli \u2013 foram aprovados e, portanto, j\u00e1 est\u00e3o em busca de novos desafios como jornalistas. Tive a honra de orientar o grupo. Falar do meu Palmeiras \u00e9 sempre uma emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se o Palestra achava que teria paz ap\u00f3s virar Palestra de S\u00e3o Paulo, estava enganado. 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